Tchau, Pitas!

Mudamos!

A partir de hoje, o endereço deste blog é www.bumerangue.tumblr.com.

Não serão feitas mais atualizações neste endereço. A nova casa possui muito mais recursos que esta, o que valoriza muito mais os conteúdos frequentemente publicados aqui.

Então, te vejo lá!

Tchau, Pitas! Foi um prazer!
sexta - 14 de agosto, 15h44


Mudanças

Em breve, este blog vai mudar.

Grandes novidades por aí. Posso adiantar só uma delas: vai ter RSS pro chato do Mallmann.
sexta - 14 de agosto, 12h18


Três palavras

Teimosia
Tenho certa dificuldade em compreender os teimosos. Não entendo se agem assim por instinto de preservação ou impulsividade natural - se for este, a temosia torna-se ainda mais incompreensível, porque conheço muitos teimosos que rejeitam os impulsos das paixões, pelo menos no âmbito da consciência. Talvez a teimosia apele à paixão e não à razão. Talvez o teimoso seja movido pelas instabilidades do coração e não pela ponderação. Por isso imagino que a teimosia seja fruto de grandes arrependimentos, porque uma vez movido pelas paixões, é muito fácil machucar quem se ama.

Vaidade
Certa vez fui a uma exposição de arte de rua e um painel me capturou. Dizia "vaidade é ilusão". Não sei de onde foi extraído o dístico, ou se foi um momento de profunda inspiração do autor, mas sei que algo foi construído dentro de mim a partir daquela assertiva. Vaidade é uma ilusão sobre o que? Sobre nós mesmos? Seria então o vaidoso um iludido, em enganado? Iludido e enganado por quem? Por si mesmo? Então o vaidoso é um autoenganador, um mentiroso para si mesmo, um taidor de si mesmo. E qual o motivo de mentir para si mesmo? Não consigo pensar em outra resposta além do medo. Talvez o vaidoso seja um medroso que escolha ver os fenômenos por um recorte, em detrimento do que eles realmente representem.

Paz
A cada dia entendo menos o que esta palavra significa. Talvez isto se deva ao seu uso constante em protestos e discursos pelo mundo - os quais a televisão e os jornais diariamente tazem até os meus olhos: o uso excessivo da palavra a banaliza, vulgariza e extrai seu sentido. Não sei qual é a intenção da palavra paz. Fato é que a ideia de paz vendida pelos ditos pacifistas do mundo é algo que julgo impossível de existir. Não acredito na paz. Acredito, isto sim, no conflito. O ser humano nasce no conflito, a violência do parto é a epítome da origem dolorosa e traumática do indivíduo. A vida depois do nascimento é pura repetição da violência primeira. Assim, a tão propagada e politicamente correta paz sonhada pelos românticos torna-se mera utopia - seja a paz política, bélica ou até mesmo a paz íntima. Talvez a sua busca não seja o objetivo da existência humana, mas, sim, a administração dos conflitos de toda ordem que surgem no princípio da vida e se estendem até o seu final. Ou, como os reducionistas chamariam, a própria vida.

Uma ideia

Ontem eu li: "(...) se fazemos a obra de arte pensando somente em instruir, corremos sério risco de não cuidar da expressão da beleza e, por isso mesmo, de nem agradar e nem tampouco instruir; mas se buscamos fazer a obra realmente bela, na perfeição do que quer exprimir, por si mesma ela gera prazer e também o saber no conhecimento". Ou seja, o artista não deve se preocupar em transmitir mensagem - este maldito lugar-comum tão vomitado pela esquerda contemporânea, que vê a arte que se propõe bela como exibicionismo da inutilidade e opressão burguesas, e propõe a suplantação pela famigerada arte engajada. O trecho foi extraído do livro Arqueologia dos Prazeres, de Fernando Santoro - obra que disseca as origens gregas da ideia de prazer.
quarta - 12 de agosto, 12h25


Longe do blogue, mas nunca parado

Ultimamente tenho escrito muito, mas nada que possa ser publicado nem parcialmente neste blogue. Cês devem ter notado, pelos posts das últimas semanas, que não tenho produzido nada, ahn, blogável, né? E não tenho mesmo. Até as crônicas estão descansando por um tempo num .doc na minha área de trabalho.

O que eu tenho escrito são projetos e roteiros. Agora pela manhã, terminei um projeto para série humorística de TV que não tem qualquer perspectiva de produção. Mas o escrevi mesmo assim para não deixar a ideia passar.

Tenho escrito também episódios de uma série em aúdio, que estou desenvolvendo com o meu parceiro no crime, Walter.

Além disso, tem um outro projeto pra web sendo rascunhado no Corel que precisa ser muito bem lapidado ainda. Para isso, anseio pela mão precisa do meu fiel escudeiro, Walter.

Isso tudo geralmente é tratado nas reuniões semanais com o meu irmão de fé, Walter. Hoje tem mais uma. Vai render como sempre.
terça - 11 de agosto, 12h23


Redução da pobreza nas capitais brasileiras

"Entre março de 2002 e junho de 2009, a taxa de pobreza caiu 26,8% nas regiões metropolitanas, passando de 42,5% para 31,1%. As regiões metropolitanas de Belo Horizonte (35,5%), Porto Alegre (33,6%) e Rio de Janeiro (31,2%) diminuiram mais rapidamente a taxa de pobreza do que a média nacional. A Região Metropolitana de Porto Alegre atingiu a menor taxa de pobreza do Brasil (25,7%)."

Os dados revelam o aumento da classe média brasileira e a diminuição das classes D e E divulgados nos últimos anos pelo governo federal. Íntegra da nota no Observa Poa.

Estes números deverão ocupar boa parte do discurso da situação na campanha pela Presidência em 2010. Podem escrever.
segunda - 10 de agosto, 22h


Profissões ingratas

Relações públicas da Amy Winehouse.

Costureira da Lady Gaga.

Voz da consciência de Britney Spears.

Advogado de Yeda Crussius.
domingo - 9 de agosto, 22h44


Volto-me ao PMDB, de novo

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) ocupou a tribuna do Senado hoje para salientar a promiscuidade entre o chefe do Executivo, presidente Lula, e o Legislativo:

"'Hoje o herói de Lula é o doutor Sarney, é o doutor Renan, é o doutor Collor', disse o peemedebista, que voltou a pedir que Sarney tire licença do cargo. (...) 'Nenhum ditador teria feito tal interferência', disse Simon, se referindo à interferência de Lula junto à bancada do PT em favor de Sarney."

Mais, aqui.

Vale lembrar que o PMDB, partido de Simon, Sarney e Calheiros, é aliado do PT, assim como foi do PSDB, durante o governo FHC. A autocrítica é uma qualidade que passa longe daquele partido, à exceção dos senadores Pedro Simon e Jarbas Vasconcelos.
sexta - 7 de agosto, 14h24


Cheiro de coisa nova

Tempinho sem postar trechos de crônicas novas, né? Então, aí vai.

***

Homem de Cro-magnon

Estou ansioso agora enquanto escrevo estas linhas estou ansioso não sei por quê por que estou ansioso? Ansiedade depois das dez da noite geralmente é sinônimo de problema ao deitar será que vou rolar e revirar-me na cama de novo? Por que esta ansiedade? Será que estou há muito tempo na frente do computador? Será que a televisão ligada enquanto leio escrevo ouço música reflito causa ansiedade? Sei que estou ansioso porque o coração bate acelerado e a respiração é curta certa vez li que a ansiedade é um resquício anacrônico de nossa pré-história de nosso passado selvagem era a ansiedade que fazia os homens das cavernas correrem de uma manada de mamutes ou de um tigre dentes-de-sabre é a ansiedade que...

***

Aguardem por mais.
quinta - 6 de agosto, 19h37


Genealogia da malandragem

Matéria de capa da revista Filosofia debruça-se sobre a malandragem e o jeitinho brasileiro como valores nacionais, em paralelo à genealogia ética e moral de Nietzsche. Destaco trechos abaixo.

"Nas Ciências Sociais há quem entenda o surgimento do jeitinho e da malandragem como consequência da imposição de uma cultura legal e formalista proveniente da monarquia portuguesa e da igreja católica. Não sendo um resultado legítimo da construção popular, as instituições ético-legais abririam espaço à transgressão."

"(...) no Brasil, burlar as regras morais e legais foi algo que se impôs como forma de adaptação ao 'ambiente hostil'. O brasileiro precisou ser malandro para sobreviver numa sociedade cruel e de enorme abandono do poder público. A origem e fundamento mais remoto da malandragem foi a conservação da vida: a vida se impôs perante as leis e os costumes éticos formalizados."

"Concebida como característica natural, a corrupção passa a ser entendida como algo inevitável no Brasil. Isso nos leva a uma licenciosidade ético-legal justificada por uma espécie de determinação biológica."

Íntegra no site.
quarta - 5 de agosto, 15h52


Uma conquista

Fui escrever Nietzsche e acertei de primeira.

E então, sorri.
segunda - 3 de agosto, 22h30


No fim do mundo

O jornal O Estado de São Paulo foi até o minúsculo arquipélago de São Pedro e São Paulo, um dos pontos mais remotos do Brasil, e produziu um panorama rico e detalhado sobre o conjunto de ilhas, sua fauna, sua ausência de flora e sobre a base de pesquisas que mantemos por lá. Em texto, foto e vídeo, aqui. Vale a visita.
segunda - 3 de agosto, 13h23


Um jogo

Quebra-cabeça bacaninha com o mapa do mundo aqui.

Completei em cinco minutos e um segundo. Vacilei no Canadá e na Ásia. Joguem e publiquem seus resultados aqui nos comentários.
domingo - 2 de agosto, 00h12


Millorando as artes

"É tão visível a decadência das artes plásticas que, nas exposições, as poucas pessoas que olham os quadros com atenção estão apenas querendo que todo mundo veja que elas estão olhando os quadros com atenção"

Millôr Fernandes em diálogo com o colecionador Gilberto Chateaubriand, 1967.
sábado - 1° de agosto, 12h26


A rua e os meus olhos

Ontem, fui ao Margs ver a exposição Arte na França 1860 - 1960: O Realismo. Quando cheguei lá, lembrei que o Realismo é um tédio sem fim. Legal mesmo são as salas do segundo andar com obras surrealistas, contemporâneas e neorealistas. Mas no fim das contas, o saldo foi positivo: vi Manet, Vang Gogh e Dalí com meus próprios olhos pela primeira vez.

Caminhando nas ruas, porque sou um eterno andejo, vi algumas coisas curiosas, como um sósia do Freud ensimesmado e uma menina escarrando como um pedreiro.

Queres rir? Vá pra rua.
sábado - 1° de agosto, 11h49



o espírito de porco olha por este blogue


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