usar a própria foto como papel de parede é narcisismo exacerbado?
patellinha escreve:
é o que eu disse, parece matéria paga.
vale a pena dar uma lida nisso aqui. fico reticiente quanto à essa rasgação de seda pra cima de Porto Alegre, mas uma coisa é fato: se é pra ser brasileiro, tem que ser porto-alegrense ou curitibano. paulista também é bom, mas São Paulo tá tão maltratada que chega a dar dó.
Central Bumerangue! de Informações alerta: KLB é prejudicial à saúde, podendo causar morte por falência múltipla do bom senso.
golpe de publicidade baixo, esse.
np Bob Esponja Calça Quadrada - Tema de Abertura
já deram uma olhadinha nas notícias do Portal do Psicólogo?
tudo.
seu araújo, da praia, liga pra casa, eu atendo.
- alô, a dona denise está?
tipo assim, ó, a música da Peaches é uma merda, ela é feia que dói e o show atrasou três - TRÊS - horas. mas fora isso, é bem divertido. ela cospe vinho na galera, joga casca de banana (que alguém fez o favor de jogar de volta, na cara dela) pros lados, brinca com a própria xana e fala português - "tô com fome! me dá comida! afudê! lambe o sovaco! faça assim!". legal mesmo foi quando ela caiu do palco. acho que foi só teatral, mas quero acreditar que foi de verdade, porque ver a Peaches arrebentada, depois de me fazer esperar três horas pelo início da bagaça, foi tudo.
na América, ir pro front, ser capturada e comida pelos inimigos é tirar a sorte grande. deve ter muita solteirona americana querendo ir pro Iraque, pra tirar a poeira do meio das pernas e ganhar uma bolada contando isso num livro. e se a foda foi bem dramática, ainda vira filme. e como nos EUA a monarquia é a das celebridades, tá feita na vida.
e depois dizem que os americanos são burros.
agora, completo, o que o pessoal do Maxi Hecker postou em seu diário de viagem sobre Porto Alegre, cujo original pode ser lido aqui
"A chuva quente e o nosso cansaço completam a sensação do rústico. Nosso concerto acontece no próprio instituto. Havia 250 pessoas e os concertos foram como aqueles de domingo à noite, calmos, sem stress, relaxante. O público também ficou admirado, benevolente. Não houve qualquer número extra. Mais tarde soubemos que isso não é ´usual´ por aqui. após a 'pausa do meio-dia' fomos conduzidos a um restaurante com montanhas de carne, do qual eles se gabam muito, e desfrutamos os passeios que o diretor do instituto local fez conosco! Nós acabamos aprendendo algo sobre Lula, e sua popularidade, e que ele em uma de suas mão possui apenas quatro dedos. Ouvimos atentamente às estórias sobre assaltos e suas advertências.
dizem que a Peaches ao vivo é bem legal. mas sexta eu lhes confirmo.
"Os resignados se enclausuram em torres de marfim, escrevem um livro por ano, ganham muito dinheiro e não fazem mais que isso. Estou do lado dos indignados. Não acreditamos em utopia, somos realistas. Vivemos a realidade que não será facilmente equacionada, nem resolvida. Então, a nós cabe protestar."
sábado inciamos um provável futuro ritual de bater ponto no irish pub do bom fim. eu, cryka e walter, pra começar, e depois, o casal rafael e rafaella. jogamos dardos, conversamos sobre cinema, literatura, suíngue e putarias em geral. claro que o ponto alto da noite foi a história de Janete - tão ingênua e que não sabe dizer não.
e na oficina, eu finalmente descobri o que significa Ich bin von kopf bis fus auf liebe engestelt.
muito brinquei com isso aqui na minha infância. um barato. uma das melhores invenções americanas, junto com a Coca-Cola e o Big Mac.
dorival caymmi pr´ocês:
Depois de trabalhar toda a semana
fui claro?
ao que tudo indica, foi uma queda de luz que queimou minha câmera, enquanto estava conectada ao cabo USB. e daí que hoje vou mandá-la por sedex pra distribuidora, que então vai apurar o que houve com a maldita. se queimou por queda de luz, fudeu. joga fora e compra outra - a garantia não cobre isso. se foi outra coisa, não vai fazer muita diferença, pq o cara me falou que eu tenho que enviar todo o material original, inclusive a caixa. acontece que eu sou uma pessoa normal e não fico guardando caixas de produtos recém comprados nos armários. na real, tenho duas opções de respostas: fudeu tudo ou fudeu tudo.
te lembra da tal da câmera que eu comprei, no início do mês?
*soltando fogo pelas ventas*
Sunburnt Days, by Maximilian Hecker
Blazing suns
Hide your cheek with dirt
I feel the gales that from ye blow
One year ago i dried your eyes
as frases em itálico foram extraídos do poema Ode on a Distant Prospect of Eton College, de Thomas Gray (1716-1771)
depois do melhor feriado de Dia do Funcionário Público, desde que eu virei funcionário público, da minha vida, voltar ao trabalho me parece uma árdua missão de esforço físico e mental. domingo e segunda vão ficar gravados no meu cérebro por um longo tempo.
não estou em condições de postar agora sobre o show do Maximilian Hecker e da Barbara Morgenstern, domingo, no Instituto Goethe, nem sobre a saída com a Cryka ao irish pub, nem sobre a nova música da banda que costumava ser conehcida como dra. ruth - que é ducaralho. mas amanhã, pode ser, tá?
vale a pena ler: Geração 00 (ou os novos escritores).
Uma Hora a Menos no Meu Dia
Caralho. Trancaram a porta embaixo e tô sem a chave. Caralho, tô fudido. Nem adianta tocar a campainha, ninguém em casa. Preso do lado de fora, às 3 e meia da manhã, com as hemoglobinas nadando no álcool e a porra do calor que incha meus pés. Podia ser pior? Ah, na real, podia, se a noite não tivesse sido boa. Mas foi, bem boa, bundando em barzinho com uma galera legal. Mas o barato mesmo foi ouvir algumas coisas gentilmente sinceras, como “eu não te vejo desempregado”, “teu senso de humor irônico é bem interessante” e “tu é bom no escracho”. Caralho, não sabia disso. Acho que de fome eu não morro. Pelo menos minhas contas vai dar pra pagar. E pra fazer uma cópia da chave de baixo também.
Caralho, vou bater no vizinho. Me recebe esfregando a cara amassada, só de calção vermelho. Que nojo. “Oi, tudo bem? Olha só, minha porta tá trancada embaixo e tô sem a chave. Não tem ninguém em casa. Teria como o senhor me conseguir o número de um chaveiro 24 horas?”. Murmura alguma coisa e gira nos calcanhares; arrasta-se. Acho que ele disse “vou pegar o guia”. Ou me mandou à merda. Caralho.
Ele volta, forçando os olhos vermelhos e inchados sobre as páginas amarelas do guia. Coça a bunda. Caralho, ele ta coçando a bunda na minha frente! Disfarço que não vi, vai que ele nota minha cara de repúdio. Pior que tá me passando o telefone com a mão que ele coçou a bunda. Mas que se foda, à essa hora da manhã, que se foda tudo. Pergunto as horas. “5 horas”, responde, esfregando a cara. “Como, 5 horas?! Cheguei às 3 e meia!”. “É horário de verão”. “Caralho. Uma hora a menos no meu dia”. Ele não retruca, continua esfregando a cara amassada.
Em 15 minutos o chaveiro disse que chega. E vai cobrar 60 pila pra me abrir a tranca de baixo. Disse que não vai nem precisar arrombar, só tirar a fechadura, abrir e recolocá-la, sem deixar rastros da minha falha. Mas que se foda se ficarem rastros. Às 5 da manhã, só penso em aliviar os pés, tomar um banho e água, muita água. Vou enfiar a boca no chuveiro. Tô seco. É o calor. Odeio verão e esse horário que tira uma hora do meu dia.
tá, é o seguinte, já falei com a Mônica, colega da oficina do Kiefer que dá aula de alemón, e ela prefere lecionar para duas pessoas que já se conheçam. então, quem também estiver a fim de ir à loucura com a excitante língua-mãe de Marlene Dietrich e Fritz Lang, me avise.
como o bom jornalista que sou, liguei pro Disque Pare de Fumar (0800 703 7033). me atende um tal de Gustavo, com sotaque carioca. me encheu de dados sobre doenças causadas pelo fumo e tal. perguntei sobre o fator propensão genética, "mas moço, uma galera da minha família fuma, mas ninguém tem dessas coisas". blá blá blá, disse o que todo mundo já sabe.
agora, com licença que eu vou lá fumar e já volto.
assim, ó, o pitas endoidou e apagou vários posts meu. não me perguntem como nem porque. mistérios da natureza.
mallmann esteve aqui em casa agora. viu meus três vídeos experimentais, disse que é ducaralho. ontem fiz um chamado "TV". cenas filmadas da televisão, de noticiários, clipes, filmes, imagens sem nexo ou sentido, juntei tudo e, ao som da introdução de Beautiful People, do Manson, trocam-se em cortes rápidos e abruptos. dura 1m09s, mas dizem que o "Tempo" ficou melhor. mas enfim.
>plóc<
Working Class Hero, by John Lennon
They hurt you at home and they hit you at school
When they've tortured and scared you for twenty-odd years
Keep you doped with religion and sex and TV
There's room at the top they're telling you still
sessão de pré-estréia da meia-noite no Cine GAYon, na Cidade BIXA, ontem. vimos Bem Me Quer, Mal Me Quer. muito ducaralho. certo que é um dos melhores desse ano. me fez pensar sobre as erotomaníacas histéricas que a gente encontra por aí. muito medo delas.
tô descobrindo as maravilhas de comprar pela internet.
- Tira a mão da minha xoxota, Jorg.
A loura levantou-se da poltrona, aproximou-se da cama e pôs a cabeça muito perto da de Marty, olhou dentro dos olhos dele e chegou os lábios muito perto dos deles. Depois disse:
longa vida a Bukowski!
as três fotos PB do laboratório de robótica já tão no álbum.
vale a pena dar uma olhada nisso aqui.
aqui tem os mais importantes filmes do Expressionismo Alemão à venda, em dvd. até literatura sobre o assunto. tudo.
dia cinza, pessoas cinzas.
no Serraria, agora, voltando da aula, me sento ao lado de um sujeito plenamente comum. tiro da mochila minhas fotos do laboratório de robótica em PB, analiso, me divirto, admiro, enfim. dali a pouco, o sujeito se vira pra mim e pergunta "meu, desculpa perguntar, mas tu é músico?". eu rio e digo "não, por que?", "é que tu tem cara de músico... o estilo e tal...". papo vai, papo vem, elogiou minhas fotos, com conhecimento de causa porque ele trabalha com produtoras de vídeo e cinema, e conversamos sobre roteiros, fotografia, etc e tal.
e aí que não esperava por uma conversa agradável num ônibus, às 22h30min, com um sujeito que nem sei o nome, nem ele sabe o meu. no mínimo, inusitado.
meu irmão, que tá há uma semana trabalhando na recepção do Millenium Flat, escreve:
ganhou palheta até.
darkdandy´s visual art é o álbum das minhas aspirações artísticas da aula de Foto I. passa lá. e dá uma boa nota, faz favor.
mas se bem que essa aqui também é uma boa.
motivos acadêmicos e estéticos me forçam a comprar essa aqui.
passe o mouse sobre a saia dela. link extraviado do suruba digital.
lady averbuck escreve:
é q eu tava esperando o busão pra ulbra e vi essa guria, pensei "dou os dedos do meu pé que aquela é a clarah averbuck". depois voltei atrás, fiquei em dúvida. mas acabou que era ela, sim.
I am a dandy in the ghetto with a Snow White smile
What´s my name? What´s my name?
Disfemismos*
Hoje eu não quero falar de sexo. Não quero ver bunda, perna, braço, mão. Hoje não quero desejar ninguém, quero ver o mundo sem querer comê-lo. Quero andar na rua sem imaginar como os pedestres devem ser na cama. Ou no sofá. Ou no chão, ou contra a parede. Não quero carícias ou olhares, não quero lascívia, tesão, ereção. Não quero cu, boceta, pau, boca. Não quero vai-e-vem, não quero entra e sai. Não quero lubrificante – natural ou enlatado. Não quero arfar, falta de ar, gozar, não quero. Não quero nem pensar nisso.
Hoje eu não quero saber da libido. Minha ou dos outros. Quero admirar uma escultura clássica do corpo humano sem me excitar. Não quero imaginar o que tem dentro das suas calças. Não quero nem flerte nem charme. Não quero ser agarrado, apertado, tocado, forçado. Quero espaço, quero ar. Quero razão no lugar do tesão. Não quero fricção, atrito, calor, bafo, gosto. Não quero saber do movimento do teu quadril.
Hoje eu não quero orgasmo. Não quero porra escorrendo, não quero trocar fluídos. Não quero suor, nem ver o branco dos teus olhos. Não quero ver cara de dor. Não quero ouvir gemidos. Não quero outra cabeça no meu travesseiro. Quero dormir e não acordar de pau duro. Quero ler e não ficar de pau duro.
Hoje eu não quero Sade. Não quero cunilíngua ou bota de couro. Não quero tapa na bunda ou grito de dor. Não quero mamilo duro, arrepio na barriga, pentelho na boca. Também não quero Bukowski, nem “Curra! Curra!”. Hoje eu não quero sujeira, roxos na pele, dores no corpo. Muito menos meu dedo procurando teu cu.
Hoje vou só contemplar o mundo. E juro que vou manter o olhar mais puro que consigo. Vou deixar os olhares sensuais passarem e os cabelos mais loiros não me afetarem. Pele vai ser apenas pele, boca vai ser apenas boca e mãos serão apenas a continuação do braço. Nem adianta vir até mim querendo alguma coisa. Hoje eu quero ser criança.
*Disfemismo. S m. Expressão grosseira ou desagradavelmente direta usada em vez de outra indireta ou neutra. (Antônimo: eufemismo)
np The Beatles - Real Love
"Hoje atrasei pra chegar na faculdade pois fiquei vendo o programa da Márcia Goldenshower e vibrei mesmo."
recebi por e-mail. acho importante postar.
Um deputado chamado Jutahy Magalhães, do PFL da Bahia, é o autor de um projeto de lei que legaliza a corrupção em nosso país. O projeto, conforme matéria da Rede Globo, proíbe o Ministério Público de investigar atos de corrupção dos seguintes cargos:
isso significa que a sociedade estaria desprotegida dos abusos e improbidades administrativas dos governantes, tornando o dinheiro público fácil alvo de maracutaia. attention, ppl.
np Garbage - Crush #1
alguém não se identifica e escreve:
ã?!
vou-me embora pra Escandinávia.
"nossas línguas transam famintas"
mas é claro que eu sei que o Feng Shui sozinho não vai me fazer ganhar na Megasena. por isso já comecei a procurar um numerólogo que vai me dar os meus números ideais para apostas lotéricas.
ganância...
sonhei que, durante a Guerra Fria, eu era o representante do Japão numa reunião de líderes de nações socialistas - ocorrido numa opulenta e luxuosa sala decorada com muito vermelho e cartazes do Lênin. sim, no meu sonho o Japão era socialista e eu era o líder daquele país. pior que ainda paguei o mico de chegar atrasado no evento. pior que isso era que esperávamos o presidente dos EUA para um encontro histórico, e qdo o cara chegou, eu tava esbaforido, tentando fechar meu zíper.
acordei apavorado e me sentindo o último dos líderes mundiais.
para o sistema elétrico do computador, procurar por um engenhiro elétrico. para redecorar o meu quarto, um especialista em Feng Shui.
é que eu quero ganhar na Megasena. e trepar mais.
assim, não é que eu me importe em saber como anda a comunidade cebecense, mas eu ando levantando prováveis opções de emprego, porque não dá pra esperar entrar nas estatíticas de desemprego pra correr atrás. acontece que eu, mesmo como ex-aluno, estou me interessando pelos trabalhos de comunicação social desenvolvidos no meu antigo colégio puramente por motivos maniqueístas. ok?
ohmygooood. se eu acreditasse em presságios...
dos US$ 87 bilhões que Bush pediu ao Congresso, para garantir gastos extras com a Guerra ao Terror, a Califórnia - o estado mais rico dos EUA* - vai financiar 8,8 bi. a quantia poderia pagar o salário de mais de 150 mil professores da Elementary Shool californiana. ou ainda qualificar a saúde pública para mais de dois milhões de habitantes daquele estado. pra saber mais, tem que ler.
*se a Califórnia fosse um país, teria o quinto maior PIB do mundo. o Brasil ocupa a 12a posição.
trilha sonora perfeita para os momentos de luxúria e perversão:
Garbage - Queer
"Dom" tinha tudo pra ser um ótimo filme. só que ver o Marcos Palmeira - que é do mesmo time do Murilo Benício, que não convence nem em propaganda de sabonete - surtando de ciúmes é quase cômico. história muito resumida, às vezes entediante, e a única coisa que salva o filme de ser uma merda total é o Bruno Garcia, que é um ótimo ator. e as pernas da Maria Fernanda Cândido.
eu dava meus colhões pra trabalhar na produção do GNT.
"Para os americanos, guerra é comércio e comércio é guerra. Sempre foi assim, mas há uma outra guerra rolando aí além do Iraque, a verdadeira, o comércio. Nos anos 90 nos deixamos iludir pela balela da globalização. Tinha acabado a guerra fria, mas começaram a guerra em banho-maria e a morna da OMC com os ricos batendo nas nossas costas.
E agora ainda querem que sejamos sócios da armadilha do Iraque? É incrível. Sócios da guerra e inimigos do comércio. Por isso a nossa posição liderando os países pobres do G 21 é muito mais importante que os delírios utópicos dos anos 60.
Hoje não queremos o socialismo, queremos vender laranja, aço, açúcar e soja. Guerra é grana. Agora vamos ter que agüentar a barra porque as pressões serão violentas. Vão tentar dividir o G 21, nos acusarão de atacar a ALCA e dirão que não somos amigos porque não mandamos soldados para o Iraque. É que a nossa guerra é outra, contra a miséria, e nisso eles não ajudam, muito pelo contrário."
comentário de Arnaldo Jabor no Jornal da Globo, edição de 19/09/03
ela é o mais perto que se pode chegar de uma encarnação moderna das pin-ups de Alberto Vargas.
gravando um cd de b-sides do Garbage, depois de passar a tarde mandando currículo. segue tracklisting.
Soldier Through This
seu araújo, da praia, liga pra casa, eu atendo.
ele: - alô, quem fala?
cino minutos depois, ele de novo.
ele: - alô, é do 3268-xxxx?
eu falei que a aposentadoria ia fazer mal pra ele.
mas eu não sabia que isso existia. que maravilha.
steven spencer escreve:
putaria é a língua universal, o esperanto natural do mundo.
meu aniversário chegando e ainda não planejei nada. acho que não dá mais tempo de organizar uma segunda edição do Sarau dos 20 Anos.
np Garbage - Tempation Waits
"O tímido, em suma, é uma pessoa convencida de que é o centro do Universo, e que seu vexame ainda será lembrado quando as estrelas virarem pó."
yeah, that´s me, baby.
La Fura dels Baus investe na pornografia de Sade
finalmente ouvi uma música da tal da Preta (fubanga) Gil.
All the flowers that you planted, mama
há horas em cima de uma matéria sobre direitos do consumidor. phoda. não, Phoda, com "P" maiúsculo.
tô impressionado com a quantidade de blogs de putaria que tem pela web. há um tempo atrás não era assim. acho que o mundo tá mais devasso.
que bom.
matéria do Jornal da Globo de 12/09 explica de modo bem simples como os subsídios agrícolas da UE e dos EUA prejudicam produtores brasileiros.
Vantagem competitiva prejudicada
Basta lembrar dois conceitos. O de cotas, que é a quantidade máxima de produtos que podem ser exportados livremente. E o de sobretaxa, que é o que se paga a mais quando a cota é ultrapassada. Se você ainda tem dúvidas, o repórter Luiz Gustavo mostra como isto funciona na prática, no Brasil e na Europa.
Paulo Roberto é fazendeiro em Uberlândia. Todo mês vende uma tonelada de carne para o exterior, mas diz que o volume poderia ser maior, não fossem as restrições impostas pelos países desenvolvidos aos exportadores. "Isto é para pagar os subsídios aos produtores rurais daqueles países", diz o fazendeiro.
Quando o destino da carne Brasileira é a Europa,a viagem de cerca de dez dias quase sempre termina no Porto de Roterdã, na Holanda. É o um dos maiores do mundo. Perde apenas para os de Hong Kong e Singapura.
A União Européia determinou um limite de importação de 5 mil toneladas de carne por mês para o Brasil. É a chamada cota Hilton, mas só uma distribuidora importa 15 mil toneladas de alcatra e filé por ano dos brasileiros. Os diretores entendem que ultrapassar a cota é inevitável. E aí paga-se sobretaxa. "Não temos espaço nas fazendas para criar grandes rebanhos e suprir a demanda interna", afirma o empresário.
Os pecuaristas europeus dizem que sem as restrições tarifárias os brasileiros seriam uma ameaça à sobrevivência no campo. “Não podemos competir com os custos de produção do Brasil onde não há inverno rigoroso" diz David Haim, fazendeiro nas geladas montanhas do país de Gales.
Neste mercado em Londres, um quilo de picanha brasileira custa o equivalente a R$ 30, mais que o dobro do que vale no Brasil. Sem a sobretaxa, o preço seria de R$ 24. E quanto menos se paga, maior é o consumo.
"O cara que está comprando em Dólar ou em Euro, então, nosso produto fica barato para eles", explica Moacir Ribeiro Franco, gerente de frigorífico.
Outro setor que se considera prejudicado é o de sucos. Nos últimos dez anos o mercado encolheu 71 % por causa da sobretaxa de 33%, segundo os fabricantes. Uma fábrica que exporta para os EUA e Europa, por causa das cotas estipuladas pelo mercado internacional, o suco de maracujá chega lá fora custando o dobro. "O Brasil exporta em frutas e, ele exporta quase 10 % do que o Chile. A exportação para o Brasil é uma coisa que tem um campo enorme na frente", diz Silvio Tavares, diretor da empresa.
"O que temos que ter consciência é que o Brasil é a última fronteira agrícola do mundo.O mundo precisa do Brasil para comer. Estamos mostrando que também temos qualidades sanidade na nossa produção agrícola", afirma Pratini de Moraes, ex ministro da Agricultura.
Wilson escreve:
okie-dokie!
refletindo mais sobre idealismo e ingenuidade, parí esse artigo que segue.
Idealismo no Século XXI
Ouvindo o álbum Imagine de John Lennon, me lancei numa reflexão sobre o que é ser idealista no mundo contemporâneo. Criado em 1971, a obra do ex-Beatle aborda alguns temas que eram vanguarda na época. A Guerra do Vietnã já era despendiosa demais aos cofres americanos, e muitos jovens soldados voltavam para casa mutilados, loucos ou dentro de caixões. Protestos contra a empreitada militar, que já se sabia ser um tremendo fracasso, sacudiam a América, organizados pela Geração do Amor e tendo à frente os ideais que Lennon, acompanhado de Yoko Ono, pregava em suas músicas. Entretanto, máximas como “and the world will be as one” soam hoje como um discurso ingênuo, sendo apreciadas apenas no âmbito poético-artístico, dentro do panorama social em que aquelas músicas foram criadas.
Recentemente, Yoko Ono decidiu repetir uma performance artística dos anos 60, onde a artista, estática e inexpressiva, sujeitava-se a ter pedaços de sua roupa cortados por estranhos. O discurso da atuação era uma rebeldia à guerra e à insanidade, que uma sociedade imóvel e indiferente ao que acontece ao seu redor pode ver-se, um dia, desprotegida das ameaças que o mundo parece pregar. Porém hoje, as ameaças não se restringem a apenas um conflito armado. E tirar a roupa pela paz definitivamente não é mais uma resposta eficiente.
Todos sabemos que os EUA atropelaram as noções de direito internacional que demoramos mais de quatro décadas para construir. Sabemos também que dois anos depois do 11 de Setembro, as duas guerras ocorridas desde então não surtiram os efeitos desejados pelo governo americano e sua aliança contra o Terror. Bin Laden continua vivo, Saddam está desaparecido, a Al Qaeda continua ativa e as armas de destruição em massa nunca foram encontradas. Além disso, pudemos comprovar que a opinião pública não parece mais ser tão relevante como na época de Lennon. Os protestos contra a Guerra do Golfo II reuniram milhões de pessoas em muitas capitais do mundo; cerca de 500 mil só em Londres. Mas a determinação de um governo em tomar o caminho errado era maior que a vontade dos povos de muitas nações.
Lucas Mendes, jornalista e apresentador do Manhattan Connection, afirmou que “o Afeganistão foi o Vietnã dos russos e o Iraque é o Afeganistão dos americanos”, tamanha a obviedade do erro político-diplomático-estratégico que foi a segunda grande ação militar do século XXI. Porém, apenas os responsáveis por isso parecem não perceber.
O cenário diplomático mundial, se ainda existe um, se complicou ainda mais nos últimos dias, quando o governo israelense afirmou que assassinar o presidente da Autoridade Nacional Palestino, Yasser Arafat, é uma opção a se considerar. George Bush, presidente americano, sabendo que o ato poderia gerar um exército maior de terroristas suicidas, repreendeu Ariel Sharon, que afirma pretender seguir os desmandos do aliado-mor da América do Norte. Mas, a palavra de ordem da política internacional atual não parece ser “acordo”, e “confiança” já foi riscada há muito tempo do vocabulário diplomático.
Confiança, ou melhor, a falta dela, é o que também sacudiu o minguado diálogo entre pobres e ricos, na fracassada reunião da OMC, em Cancun, no México. O G-22, grupo formado pelos 22 principais países em desenvolvimento, liderados pelo Brasil, demonstrou uma posição muito mais firme em relação às discussões acerca dos subsídios agrícolas da União Européia e dos EUA. E pagou caro por isso: os Estados Unidos e alguns países da UE ofereceram acordos bilaterais a alguns países membros do grupo, no melhor estilo amigo-da-onça. Com o único propósito de desestabilizar o Grupo dos 22, ofereceram à Costa Rica, por exemplo, vantagens em acordos comerciais diretos, recusando os pontos levantados pelo documento do G-22, que exige a reavaliação imediata dos tratados de subsídios agrícolas aplicados na Europa e nos Estados Unidos, e que dificultam diretamente as relações de exportação de produtos dos países em desenvolvimento para dentro dos mercados dos países ricos. Como resultado, não tivemos qualquer avanço nas conversas sobre a pauta. Novamente.
Na política interna, temos uma verdadeira orgia ideológica entre governo e oposição, esquerda e direita. Os “radicais do PT”, fiéis ao pensamento que originou o partido, não temem a expulsão da sigla e falam em fundar uma nova, que se alinharia com as disposições em que acreditam e que, um dia, o PT também acreditou. O partido da situação parece seguir o jargão popular que diz que “o poder é como o violino: se pega com a esquerda, mas se toca com a direita”.
E John Lennon já cantou “I've had enough of reading things by neurotic, psychotic, pig-headed politicians”. Mas, em 1971, todos eram ingênuos. Sabia-se o que era esquerda e direita. Carlos Zéfiro era pornografia, e hoje seus “Catecismos” são considerados cult - vide este blog. Hoje, depois do Shock and Awe no Iraque, a Madonna beijando a Britney Spears em transmissão global via satélite simplesmente não passa de entretenimento. E Lennon, se estivesse vivo, ainda teria aquele jovem espírito idealista. Mas seria considerado apenas um senhor ingênuo, que um dia lutou pelo mundo, cantando “imagine all the people living life in peace”. Apenas um senhor ingênuo.
Cancun foi um fiasco, o Iraque tá afundando e o PT se aproxima do PPS, mas um pouco de idealismo nunca faz mal. então, aí vai.
Give Me Some Truth, by John Lennon
I've had enough of reading things
No short-haired, yellow-bellied, son of tricky dicky
No short-haired, yellow-bellied, son of tricky dicky
I'm sick to death of seeing things
I've had enough of watching scenes
No short-haired, yellow-bellied, son of tricky dicky
Ah, I'm sick and tired of hearing things
I've had enough of reading things
All I want is the truth now
no google.com, digitem weapons of mass destruction, sem aspas, e cliquem em "estou com sorte". olha que barato o que aparece.
Christian Bale será o novo Batman no cinema
gostei.
np Soft Cell - Tainted Love
fazendo um segundo cd anos 80. segue o tracklisting, se tiverem sugestões, mandem.
Buggles - Video Killed The Radio Star
na oficina ontem, o Kiefer me respondeu uma questão que me assombrava há tempos.
crises à parte, tá tudo bem. o pc parece que não vai mais dar boot sem avisar, como vinha fazendo nos últimos 2, 3 anos. isso quer dizer que não vamos mais precisar temer ter que trocar de computador por causa daquelas "quedas de luz", que na verdade era conflito de hardware.
np Buggles - Video Killed The Radio Star |
ilustrações de carlos zéfiro |