marcos escreve:
um dos e-mails mais solidários que já recebi.
infecção intestinal. por essa eu não esperava.
meu irmão pediu demissão ontem. a clarissa, hoje.
eu queria trabalhar num lugar onde eu pudesse enfiar o dedo no nariz à vontade.
mme. margot escreve:
visitem-na.
"eu gosto tanto de chupar buceta que acho que vou tatuar uma xana no meu ombro só para passar o dia dando umas lambidas."
eduardo icarus escreve:
ok...
"Uma natureza perversa pode ser estimulada por qualquer coisa. Um assassino de crianças, nos Estados Unidos, confessou que fora inspirado pelo episódio de Abraão e Isaac no Velho Testamento, quando cometeu os crimes. Proibindo-se o Marquês de Sade, a Bíblia teria também que ser proibida, pelos mesmos motivos."
marcos escreve:
é, eles se destacam.
ERRATA
ontem, walter, cryka e eu ficamos das três da tarde às nove da noite preparando o setlist para um show que, ao que parece, não ocorreu. se o troço fosse sério, a gente não teria sido mais profissinal. arranjo de vozes em California Dreaming, um novo enfoque para Força Estranha, e por aí vai. mas a glória da noite foi o medley I Will Survive/Twist And Shout. ah! e o nome do trio é Entre Cake e Gloria Gaynor, que é onde ficou a nossa versão do hino ´70s.
depois do show que todo mundo prestou atenção e ovacionou euforicamente, rolou uma edição do programa No Sofá com Cristiance. entre os entrevistados, um ator pornô, estrela de Analtrix; um cara que foi abtrazido, ou abjuntado, por aliens - talvez esses dois primeiros tenham sido a mesma pessoa, não me lembro; eleição do Gato Sexy da Semana; e no final, uma edição especial do programa com um convidado especial: o Herculino, residente da AACD de Santa Rita do Passa Quatro, que está sob os cuidados de uma voluntária boliviana e tem o dom de tocar gaita de boca maravilhosamente mal. ele sofre de Thalassositostalmia Aguda.
e ainda tem cerveja na geladeira.
ouvi dizer que o walter e a cristiance big tits tão organizando babado forte pra hoje à noite, aqui em casa.
será que estou convidado?
hoje, em comemoração a minha primeira semana de Carris, levei uma mijada do presidente da empresa.
enputecido, passei no shopping, a caminho de casa, e, sem saber muito bem por que, comprei um cd do ABBA. agora, comecei a encher a cara. e fingi que tomei uma decisão: largo o jornalismo e vou trabalhar com alguma coisa que não me exija muita responsabilidade, como ser redator das histórias da Turma da Mônica. ou montar uma banda. cover do ABBA, claro.
ontem, promoveram uma palestra apresentando a empresa para os estagiários contratados nos últimos três meses. três horas de lenga-lenga do Departamento Pessoal. e dois vídeos que me fizeram lembrar os do Troy McLurry, dos Simpsons: "Olá! Eu sou Troy McLurry! Você deve me conhecer de filmes como ´Os Perigos da Direção Embriagada´ e ´Controle de Armas Para as Gerações Futuras´".
quepe preto com jugular prata em mãos. um sonho de infância que se realiza. quase pronto pra Balonê de março, afe maria.
duas boas notícias.
outra, hoje é feriado, dia de Nossa Senhora do Caralho Voador. isso quer dizer que vou brincar mais um pouco com a minha dentadura de borracha e bater fotos, dessa vez, sensuais.
esse calor do cu, digo, do cão que fez à tarde me deixou pra lá de desmotivado. aí, sabe como é, desocupado, comecei a fuçar nas gavetas até que encontrei uma dentadura manufaturada em borracaha branca, escondida na bagunça há mais de três anos. lavei, experimentei e bati foto. são as mazelas do ócio e do calor.
porque o meu filme não tem mais pra onde queimar.
busy, busy, busy.
a boa notícia foi aumento do vale-refeição de 7,50 pra oito pila. vou encher o cu de comida no almoço. vou engoidá tanto que vou ficar com barriga e big tits.
cansado demais pra postar. hoje, só amanhã.
acho que seria adequado agradecer a uma certa leitora assídua desse blog que me deu uma revista inglesa com matéria de capa do Jude - Deus - Law. cheers, lady!
sobre o findi, Madame Satã peca pela falta de história, mas a estética é um luxo só. mó climão boêmio-decadente-entorpecido. O Último Beijo é italiano, isso quer dizer gente falando muito, muito rápido e muito alto. detesto gente histérica. e Alta Fidelidade prometia mais, pelo tanto que falavam. legal e divertido. e parou por aí.
meu último dia de radio-escuta foi sem choro, sem vela e sem fita amarela. e sem refrigerante ou salgadinho. *entra Barbra Streisand* Memories, on the corner of my mind *sai Barbra Streisand*. e o resto é história.
com a carência alcoólica que ando, marcos me acompanhou, à tarde, num chope lá na Casa de Cultura. depois, fomos ao Mercado comprar chá e olhar os peixes frenéticos dos aquários. concluímos que não tem muita vantagem ter um peixe como bicho de estimação, porque não dá pra colocá-los no sofá e afins.
outra, daqui a alguns dias serei o glamuroso proprietário de um quepe militar preto com jugular prata. porque o cinto camuflado cinza comprei na hora que botei os olhos em cima. *entra dani moire* cobiça... *sai dani moire*
é isso, então. botei o coringa na mesa. vou sair pra bebemorar. depois de um ano e nove meses, segunda é meu último dia de radio-escuta. terça começo na Carris. agradeço às rezas, velas, santos e qualquer ritual que muita gente por aí fez pensando em mim.
nem sei o que pensar, ainda. tô meio eufórico.
das memórias de Marlene Dietrich, traduzido por eu mesmo.
ARTISTAS
Suas emoções, todos seus sentimentos, suas reações, são o oposto dos sentimentos das pessoas consideradas “normais”. Eles são vulneráveis e profundamente sensíveis, devido ao seu talento, sua super-imaginação, e têm conhecimento de influências escondidas, as quais pessoas normais não têm. Eles não são fáceis de se conviver – se você escolher viver com eles, afinal; se você tiver a sorte de conhecê-los, afinal.
Escritores, compositores, pintores – e também artistas como diretores e atores, caem na mesma categoria. Eles têm que ser tratados com cuidado, mentalmente e fisicamente. Todas as suas reações vão ao extremo, quando comparadas às reações de seres humanos não-artísticos.
Como eu tive a sorte de conhecer, amar e trabalhar para muitos artistas, eu aprendi, não sem sofrimento e dor, a como me tornar uma pessoa melhor, mais inteligente, respeitável e leal. Nenhuma lágrima foi em vão no processo. Minhas lágrimas, não as deles.
tô aqui na Carris, agora.
ontem, patella me deu mó mão com o Pagemaker, lá na casa dela (na puta que pariu, à esquerda). aprendi bem rápido, até. o que me leva a concluir que se eu realmente me tornar um jornalista pé rapado e morto de fome, vou fazer Sistemas Digitais na Uergs. afinal, jeito pra coisa, eu tenho.
ok, verifiquem se suas velas estão acesas. tirem o pó do santo. cruzem todos - TODOS - os dedos. amanhã é o teste na Carris. se eu passar, sábado vou bebemorar. se não, vou beber pra esquecer. mas sábado, eu bebo. única certeza da minha vida, no momento.
e o lance mais legal da semana, para o walter, foi tornar-se o John Lennon de uma banda cover de Beatles. isso quer dizer, chega de pagar couvert pra ouvir Beatles! ai, que bem! a cristiance big tits também tá excitadérrima com a notícia.
considerações relevantes:
1) eu sei que ando meio esquisito nos últimos dois dias, mas se tu estivesse na minha pele, entenderia.
angústia é a palavra do dia.
"Tenho medo dos pobres do Rio, eles falam alto. E parece que me dando ordens e zombando ao mesmo tempo, como oficiais nazistas numa estação de trem. “Deixa solto, deixa solto”, manda o moleque sem camisa, todo musculoso, com uma cicatriz branca de bala na barriga – exigindo que eu deixe o freio de mão solto ao estacionar o carro na Barra. O melhor de São Paulo é que os pobres falam baixinho, e não levantam os olhos dos seus sapatos."
daqui.
chegou um momento no fim de semana em que eu simplesmente esgotei minha taxa de exercício das práticas onanistas e, cansado, com dores e mais burro, quase letárgico, fui comprar dois cds dos Beatles. acho que já furei ambos.
ando angustiado. uma gústia tão grande. quinta-feira tem teste pra estágio na Carris, e ainda não consegui pôr as mãos numa versão do Pagemaker que funcione de fato. e eu não sei nada de diagramação. acendam uma vela pra mim. coloquem o coringa na mesa. se masturbem atrás da porta.
a propósito, no campo do amor, também tô precisando de muita sorte.
sim, os punheteiros também amam.
cá entre nós, ser humano é bicho esquisito mesmo, né?
sabe aquele casal teu amigo, que namora há dois anos, e tudo mundo fica boquiaberto quando terminam, de repente?
essas coisas que não são ditas, mas pensadas por muito tempo, e, quando expostas, saem como um tornado e arrasam tudo e ninguém entende nada - muito menos as duas pessoas envolvidas -, sempre surpreendem. quando duas pessoas que se amam começam a ir em direções distintas, é foda, camarada. a razão humana manda unir os fatos para se chegar a uma conclusão clara e certa, como 2 e 2 são 4. mas, no rompimento de um amor, matemática não serve pra bosta nenhuma. a única coisa que pode ser útil é uma bóia, pra evitar que se afoguem sob as avassaladoras discussões.
arquivado, moçada. |
arquivo 05 ilustrações
de carlos zéfiro |