"se puta fosse bala e maconheiro fosse fuzil, a Ufrgs estaria pronta pra defender o Brasil"

um pouco de humor barato pra quebrar a tensão de achar que fez uma cagada sem tamanho no serviço.
terça - 13 de abril, 17h40min


cheguei hoje às 7h40min e vim direto pro serviço. mal dormido, com dores no pescoço e cólicas assustadoras, mas móito satisfeito. meu retiro em Montevideo desse ano foi pra lá de produtivo e divertido. e só hoje me dei conta que lá bebi todos os dias, de quinta a domingo.

caminhadas na praia, porre no albergue ao som de Depeche Mode, busão caindo aos pedaços até Atlántida e franceses e canadenses que eu não vi se banharem. diversão pouca é bobagem.
segunda - 12 de abril, 08h56min


Los Diários de Montevideo

albergue vazio, tô divididno o quarto com dois dinamarqueses. ontem, saímos eu, mais o Pablo, de Buenos Aires, e o Mickey, de Barcelona, para uma ceva na Centro. foi muito oportuno para praticar meu portunhol fluente. tanto que acho que isso tá afetando minha cabeca, pq hoje acordei falando sozinho na língua do P.

tenho impressao que o povo daqui tá mais sexy que antes. uma gente bonita, pra tudo que é lado. e eu adoro gente bonita, né.

ontem de tarde fui a cata de presente para um amigo meu que faz aniversário ainda esse mês. nao encontrei nada affordable ou de qualidade, e hoje é feriado e essa gente nao é chegada em trabalho.

mas vou indo. fechando primeiro capítulo - talvez único - do Diário de Montevideo. gracias.
sexta - 9 de abril, 10h15min


eu falei que o próximo post seria só made in Montevideo, mas eu menti, porque eu sofro de excitação verborrágica.

esse tal de orkut que a dani moire me meteu já tá perdendo a graça. ela disse que eu ia encontrar pessoas que eu gostava e não via há muito tempo. acontece que eu encontrei quem eu gostava, mas não queria reencontrar justamente por isso - porque eu gostava demais.

paciência. internet é um cortiço, eu sempre soube.

hoje o Wagner me pegou olhando a calcinha da estagiáia de RRPP. ele riu e me chamou de safado. eu fui comprar uma Coca e um risoles de frango. mas eu já sei no que pensar ao me masturbar, essa noite. risoles de frango sempre me excitaram.
segunda - 5 de abril, 20h47min


passagem pra Montevideo e pesos uruguayos em mãos. como eu sou muito chique, o próximo post vai ser de lá.
segunda - 5 de abril, 15h59min


A Quem Possa Interessar

Tu termina as minhas frases. Eu acho que eu te amo.
Eu te admiro, tu me entende. Tu me respeita, eu te entendo. Tu responde a todas minhas perguntas. Tu me ensina e me engrandece. Tu me cega com conhecimento.
Tu me excita com o teu entusiasmo e me preocupa com a tua tristeza. Tu me surpreende com a tua autenticidade. Tu acaba com a monotonia.
Tu me aceita e me fortalece. Tu me inspira com a tua criatividade. Tu ocupa todos os espaços da minha vida, da xicará de café pela manhã à escuridão do quarto quando durmo. Eu não te esqueço. Tu não me subestima. Eu acho que eu te amo.
domingo - 4 de abril, 18h26min


ontem, saímos da oficina sem saber o que fazer e, pior, sem muito dinheiro. resolvemos ver gente bonita na Espaço video, mas só encontramos o Walter. decidimos ir no shamrock, mesmo, onde enchemos a cara, falamos putarias e cantamos madrigais até o pessoal do bar nos mandar calar a boca. ah, e brincamos com o diapasão da Melina também, que além de afinar o ouvido, pega AM/FM, serve de DIU e capta ligações telefônicas. isso, claro, se a bateria estiver carregada.

depois, o Frank, colega da Ufrgs do Walter, juntou-se a nós, mas acho que ele ficou um pouco assustado com tanta putaria que falávamos. mas mesmo assim, arrastamos ele pra casa do Walter, onde tocamos Beatles até doer. depois, ficamos 40 minutos os quatro plantados na parada esperando um ônibus imaginário e soltando gases, até mudar de idéia e pegar um táxi.
chego em casa às 5h30min, cansado, sem voz e com um pouco de churrio. acordo meio-dia, com os berros do seu Araújo, e ligo pra empresa de ônibus pra segurar minha reserva de passagem pra Montevideo até amanhã, porque hoje é domingo e praticamente não tem ônibus aqui no meu buraco, aos domingos.

o bom dessa semana que começa é que é curta, e eu já não vou trabalhar na quinta, pq meu ônibus sai quarta de noite. o ruim é que ainda tô esperando uma resposta do Marcos. "uma resposta digna", como ele mesmo disse. vai lá. em dias de churrio, não existe dignidade.
domingo - 4 de abril, 15h34min


reconheço que tenho sido bem relapso com esse blog, mas minha rotina tá tão corrida que mal resta tempo pra me masturbar. triste isso.

quarta, a dra Lourdes me perguntou se eu sou sádico. ontem, o Rafael, colega do serviço, enquanto tomávamos uma ceva na República, me disse que eu tenho cara de masoquista. de certa forma, acho que os dois estão certos. vai entender.

falando nisso, a terapia tá chegando naquele estágio em que eu saio mais confuso que entro. praticamente nem me reconheço mais, eu que era tão certo de mim mesmo. hoje eu sei que eu tava apenas mascarando fraquezas. "que fraquezas?", perguntaria a doutora agora. "deixa pra lá, doutora", eu lhe diria.

há um ano atrás, eu tava tão confuso quanto agora, mas sob outros aspectos. resolvi isso passando três dias em Montevideo. ontem, já me certifiquei que a minha carteira de alberguista ainda tem validade. agora, vou ver se o albergue tá cobrando a mesma coisa, depois de um ano.

o albergue de lá tem três beliches por dormitório. eu dormia na cama de baixo, e, no primeiro dia, fiquei lendo os recados que os estrangeiros deixaram nas madeiras que seguram o colchão de cima. "fulano, de Berlim, 1996", "beltrano, do Rio, 2002", "sicrano, de Buenos Aires, 1999". eu marquei a caneta "i still don´t know what i´m looking for - vitor, Porto Alegre, 2003". agora, se eu voltar mesmo, acho que vou escrever "i found out what i was looking for, but there´s another fucking thing i still have to find - vitor, Porto Alegre, 2004". whateva.

hoje acordei refletindo sobre o quão produtivo eles querem que a gente seja. sobre o medo que temos de parecer inertes e abobados. sobre a crença que devemos ser práticos e funcionais como máquinas. filosofia manjada, eu sei, mas é a primeira vez que penso sobre isso depois de, novamente, perceber que o seu Araújo não entende nada do que eu falo.

falando em família, o Rodrigo conseguiu trampo lá na agência de viagens do Leonardo Alexandre, DMTur. que medo, aqueles dois trabalhando juntos.
sábado - 3 de abril, 09h49min


a exposição ontem, no Mercado, foi tudo.
imprensa, celebridades, o prefeito, luxo, luxo e muito luxo. acho que os petistas nunca tinham visto um evento tão moderno, de bom gosto e bonito quanto o de ontem. o foda é que produção de eventos é uma das funções mais ingratas da Comunicação. ficamos dois meses e meio em cima de um negócio que durou meia hora.

depois "da coisa toda" terminar, começamos a encher a cara no coquetel pago pela companhia. todo mundo num porre forte de vinho. eu e minha chefe, Lisiane, completamente bebaços, tivemos profundas discussões ideológicas. ela tentava me fazer entender porque acredita no PT. em vão.

das cabeças que restaram embrigadas no Mercado Público, seguimos para o Bar do Nito. reduto de boêmios e fracassados no amor que curtem Lupicínio Rodrigues e João Gilberto. muito interessante, mas eu jamais iria lá com a Cristiance e o Walter. o barato mesmo é que lá eu continuei a discussão ideológica, dessa vez com o diretor administrativo-financeiro da empresa, o Rogério. ele tentava me fazer entender porque acredita no mundo e nas pessoas. em vão.

em seguida, fomos a um bar na Cidade Baixa que esqueci o nome. mas me lembro de uma bandava tocando funky-disco-70s. mó barato. lá, todos acabamos de encher a cara, tanto que me perdi do pessoal e tomei meu rumo pra casa.

acordo com uma batalha ferrenha entre o destilado e o fermentado, se engalfinhando dentro da minha cabeça pra decidir quem a dominará. porque o digestivo eles já tinham destruido, com o churrio matinal e tudo o mais. depois descobri que meu pai também chegou podre de bêbabdo em casa, caiu no banheiro e levou quatro pontos na careca. acho que é uma espécie de projeção do meu futuro, sob muitos aspectos.

mas deus me livre de ficar careca
sábado, 27 de março, 16h53min


como diria dani moire, gotas de luxo pra mim.
hoje fui na casa do Veríssimo pegar uma foto dele. depois, fui na RBS pegar a Tânia Carvalho, pegamos o Tatata Pimentel na casa dele, e os trouxe até o bonde da Carris, onde os entrevistei e bati foto.
essa função toda é para a exposição que vai rolar no Mercado, dia 26, e tá consumindo 7h58min das minhas 8h diárias de trabalho.

mas eu sou uma vergonha de jornalista. uso um celular que nunca tem cartão, meu bloco de anotações foi feito com restos de um caderno que tava rolando por aqui e seguidamente entro em choque quando tem muita informação aparecendo na minha cara.

na terapia, tudo ok. a dra. Lourdes disse que tô começando a ter "resistência inconsciente" à prática. eu discordo. às vezes, simplesmente não há nada de muito interessnte acontecendo na minha vida. óbvio que hoje, não é um desses dias.
sexta - 19 de março, 17h05min


Lisiane, minha chefe, escreve:
"Belo texto. Ao estilo do filme, cru, doloroso, frio, mas no final, na crítica aos Estados Unidos e na discreta ironia à luta dos fundamentalistas, junto à toda descrença, acrescento que o mundo vendido pelos Estados Unidos também não mostra os desmundos criados por este país em territórios longínquos, onde não só a América é entregue aos cães, mas os cães que lá se aliementam são exportados e proliferam sua doença. No mundo global, no qual existe pouco espaço para as diferenças, onde a semelhança torna-se uma forma de sobrevivência, buscar a aceitação, abordada pelo Tom no início do filme, é quase um desejo utópico. Na verdade, nunca somos aceitos, na luta pela sobrevivência, os humanos, ditos civilizados, convivem diariamente com seus instintos mais primitivos... devorar ou ser devorado. Como disfarce, nos mostramos benevolentes, caridosos, mas isto nada mais é que uma máscara para nossa arrogância. Vemos o diferente como algo inferior que se não nos incomoda demonstramos pena, mas se interfere em nossa vida, pisoteamos para explicitar sua fraqueza."
quarta - 17 de março, 13h37min


fui ver Dogville. o resultado tá aí.

Dogville, O Mundo é um Canil

O filme de Lars Von Triel confirma uma retórica já muito comum ao homem do século XXI: há os que tem poder e os que carecem do mesmo, sendo que esses não podem ser considerados vítimas. No universo criado pelo diretor – uma cidade de paredes e portas invisíveis -, a existência de perdedores, mas ausência de desafortunados, é justificada pela crença que males como hipocrisia, medo e marasmo social são as verdadeiras ameaças a uma sociedade, seja ela global ou composta por meia dúzia de idiotas. Dogville nos mostra que não existe compaixão desmedida e a bondade é sempre questionável.

Encravada nas Montanhas Rochosas, a patética comunidade de Dogville está a par do mundo. Pode ser lida como uma representação do fly over americano – a região entre a Costa Leste e a Costa Oeste, habitada pela maioria conservadora, republicana e ignóbil daquele país. A personagem de Nicole Kidman, Grace, uma estranha que chega à cidade anunciada por tiros distantes, ouvidos apenas pelo jovem “filósofo” da comunidade, é uma surpresa provinda do mundo exterior. Os habitantes da moribunda cidade a recebem com suspeitas, vendo nela uma ameaça do desconhecido, com o pretexto de quererem “preservar a comunidade”. Exatamente como fazem hoje os americanos da Era do Terror.

A globalização nos ensinou que o mundo é uma aldeia global, mas Dogville nos ensina que o mundo é um canil. Ao mesmo tempo em que se importar com o todo é tomar suas dores, preocupar-se somente com os ossos que nos dão para roer nos mantém num coma social. Podemos viver num limitado vilarejo, mas nunca realmente sabemos o que se passa na casa de nossos vizinhos. Em Dogville, a ausência de paredes reforça a idéia da ausência de visão que temos sobre o mundo ao nosso redor. Temos comunicação global, mas não conhecemos nossas esposas, maridos e filhos. Temos a crença na família, no trabalho e na comunidade, mas absurda descrença no amanhã. E no ontem, deixamos de acreditar hoje pela manhã.

Dogville nos apresenta nosso próprio mundo. Um mundo sem salvação, em que debates, discussões, idéias e crenças não adiantam de nada sem uma prática funcional. E ultimamente, quem mais tem demonstrado crença num ideal e posto em prática suas idéias - com grande sucesso e amplo planejamento - são uns certos fundamentalistas que se dizem “islâmicos”, e explodem trens e jogam aviões contra prédios.

Nos créditos finais, a música Young Americans, hit de 1975, de David Bowie, toca sobre imagens de uma América pobre, suja e abandonada. A América que não é vendida por Nova York ou Hollywood. A América entregue aos cães.
domingo - 14 de março, 20h29min


vitor, o onanista!


juliana crisis teddy konstantin penny lane srta. ecstasy butch e femme zé de abreu

carcasse the beatles rgg carlos zéfiro livros grátis michael moore santander


só pelo e-mail, mesmo.


Eu Sou Feliz Sem Celular!


Ela Apenas Me Tornou Pop!


Adoro a Música do Diabo!


war is over!
-if you want it-

arquivo 07
arquivo 06
arquivo 05
arquivo 04
arquivo 03
arquivo 02
arquivo 01

ilustrações de carlos zéfiro