mas como, COMO, eu esqueci de comentar sobre a máquina de rapar cabelo, barba e outras coisas que eu comprei no Carrefour, quarta??
ok. done.
essa semana, pra comemorar a redução na nossa bolsa-auxílio, fomos comer pastel de vento e banha velha, ali na frente. pior que eu acho que a mulher me logrou no troco. merda.
findi chegando, nada de sair. tô me preparando para as dores de parto quando o cheque de R$ 102 der adeus à minha conta. outra novidade, o macho novo da panetone é o meu mais novo melhor amigo. ah, e ultimamente, chamar o rafael de "rafael doentinho" tá virando redundância. amigdalite, dessa vez.
dona denise ficou de botar no correio hoje meus contos pro concurso. é um lance lá em Minas, e o primeiro colocado ganha 5 pau. dá pra comprar bastante pastel de vento e banha velha e sem se preocupar com o troco. a gloria para um estagiário da Carris.
ontem eu bebi pelo fim de semana. não, ontem eu bebi pelo mês inteiro.
findi ducacete.
sábado, depois de breve plantão no serviço, fui tomar um café, também no Guion, com o tiago. mais tarde a melina juntou-se a nós. à noite, tiago foi-se e fiquei com melina no Cavanhas. entre um Xis Gordo e muita gente feia, conversamos sobre a nossa futura fama nas artes.
hoje, chegou no serviço e a minha chefe diz que eu vou ter que forjar uns documentos pra Carris poder passar na auditoria e conseguir mais um ISO. sempre soube que o PT era demagogo, mas ter que fazer parte disso me incomoda pra caralho. paciência, sou só um estagiário.
"Respondo que a crônica não é literatura, e sim subproduto da literatura, e que a crônica está fora do propósito do jornal. A crônica é subliteratura que o cronista usa para desabafar perante os leitores. O cronista é um desajustado emocional que desabafa com os leitores, sem dar a eles oportunidade para que rebatam qualquer afirmativa publicada. A única informação que a crônica transmite é a de que o respectivo autor sofre de neurose profunda e precisa desoprimir-se. Tal informação, de cunho puramente pessoal, não interessa ao público, e portanto deve ser suprimida."
"(...) achar que o texto bem pago atrapalha o processo criativo é coisa de quem nunca conseguiu vislumbrar a possibilidade de viver daquilo que escreve. Boa remuneração e conforto nunca atrapalharam ninguém. Negar isso é querer reviver aquele estereótipo de que o escritor tuberculoso é que é o grande literato."
tem um pacote de absorventes laranja sobre a mesa da estagiária de RRPP. me faço de louco e pergunto:
o show da Quizicalls, sábado, tava ducacete. eu, cristiance, pôu, ro-ro-rodrigo e gnomo. gente legal, cerveja que não desce redondo, cachorro-quente com cebola - ou cebola com cachorro-quente -, e Beatles, muito Beatles. no domingo, só levantei às 16, com dores no pescoço e meio blargh do estômago. fora a dor de cabeça martelando o tempo todo.
acordei com um título e uma idéia para um conto. "O Incendiário". ou algo assim. vim pro serviço desesperado com a plastice dos trabalhadores que se vêem todo dia no mesmo ônibus, no mesmo horário, mas fingem não se ver e se escondem atrás de suas bolsas, suas mochilas e seus walkmen. pela janela, vêem a plastice de outros trabalhadores em outros ônibus, no mesmo horário. uma vidinha mais ou menos, onde a fuga da rotina é o acidente no cruzamento. fora isso, no alarms and no surprises.
diz que o walter desistiu de morrer de fome como engenheiro químico e decidiiu morrer de fome como jornalista. sábia decisão.
falando nisso - não que tenha a ver -, ontem o povo do serviço surtou e deu um jeito na bagunça. a assessoria é de longe o setor mais podre, sujo e triste de se ver. ou, pelo menos, costumava ser. agora, podemos até enxergar o tampo da mesa - e o pó que tava acumulando debaixo da papelada de três meses atrás. e temos até gavetas etiquetadas.
notícia boa do dia: encontrei uns escritos velhos perdidos na salinha do computador. agora, preciso chamar a panetone pra decidir por mim se são papéis que se encaixam na categoria "papéis a irem pro lixo", porque são uns textos bem ruinzinhos, de dois anos atrás. ou será que devo guardar pra quando meus originais valerem uma nota no eBay?
uma semana sem blogar. é assim mesmo.
ontem, dona denise descobriu que eu andei chateado, recentemente. podre. "mas por que tu não falou com teu pai?!", ela perguntava. não precisa, a cristiance e o rafael me deram umas dicas. e ela insistia "em pleno 2004...". eu sei. achava que isso era coisa que rolava no campo, tipo, muito tempo atrás. mas, na real, cada um sabe onde mete o próprio... nariz.
manãna, show da Quizzicals no Arsenal Pub. não sei quanto - o que me preocupa, porque tô pelado. comprei dois casacos à la Donnie Darko e um cd do Depeche Mode que mais ou menos me levaram toda a grana. não foi toda por iteiro porque o cd do The Cure cotninuou na prateleira. final de mês, a gene se aperta. e ainda tem que comprar mais uma dose do remédio pra aquela chatice. valha-me deus.
ontem, ceva e pizza no 174 com o walter. horas e horas sobre Quizzicals, gordinhas de cabelos curtos, Hermes e Renato, tiago, cristiance e um certo rapaz que foi arrastado pelos pedregulhos da Lopo Gonçalves e chegou em casa com os joelhos esfolados, sem sapatos, sem jaqueta e todo vomitado. algumas cevas depois, desfilamos nosso estilo unpretentious indie rock até o Circuito pra ver o que tava rolando. mas o walter tava pelado, e mentiu não querer entrar porque tava com sono. porque ele não tem dinheiro nem pra enfiar o dedo no cu.
chego em casa e durmo com a tv ligada - um dos meus passatempos preferidos. agora, o tiago me liga querendo fazer alguma coisa, entre o almoço e a bendita festa da Carris que eu tenho que ir, à noite. mas, se bobear, do jeito que as coisas tão indo, talvez até comemorar os 132 anos da empresa com motoristas, cobradores, uma banda de repertório variado (leia-se, merda) e muita cerveja, seja divertido. deus queira que sim.
chego em casa e o seu araújo age como se nada tivesse acontecido. sorridente e receptivo, preparou minha janta. ora essa. vai tomar no cu, sabe?
isso me faz pensar que eu devia ter deixado ele me bater, como tão claramente ameaçou, só pra ver se ele estaria agindo da mesma forma, agora. o foda é que a infantilidade dele é tão grande que, num bate-boca futuro - porque haverá - ele virá, ao mesmo tempo que inquisidor, todo vítima, "eu até te perdoei, naquela vez! até preparei tua janta!". me desculpa, mas vai tomar no cu.
bafão muito grande lá em casa. ao que parece, eu fui convidado a recolher minhas tralhas e sair de lá por um seu araújo infantil e profundamente problemático. sobrou até pros "meus amigos petistas", "as lésbicas e os viados com que eu ando", e "essa merda de estágio numa porra de uma empresa petista". uó. pior que eu realmente estava sendo ameaçado de apanhar. pode?
o bom é que, se não fosse a terapia, eu estaria enxergando isso tudo como um problema. mas a dra. lourdes me ajudou a perceber que a vida inteira o seu araújo tentou me comprar e qualquer relação de afeto que há entre nós passa primeiro pelos bens, pelas posses, pela propriedade e pelo dinheiro do seu araújo. coitado. |
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de carlos zéfiro |