falei com meu primo de 13 anos no telefone, agora. quer dizer, diz a dona denise que ele tem 13 anos, porque, pra mim, ele nasceu no máximo há uns 4 anos. eu até me lembro dele vindo ao mundo. por isso que eu estranho muito ele estar com a voz mais grossa que a minha. tem alguma coisa errada com as minhas cordas vocais.
ontem, um Mirage da FAB quebrou a barreira do som em Tramandaí - 200 km de Porto Alegre. mas, na real, pelo estrondo que eu ouvi da sala, acho que foi na rua de baixo. o pessoal ali deve estar zonzo até agora.
por favor, se alguém puder me informar onde diabos foram parar os gifs do meu blog, eu agradeceria muito. obrigado.
batráquios
hoje, depois do banho, fui me secar e, quando passei a toalha pela púbis, caiu uma barata gorda e preta. não sei de onde ela saiu, se da toalha ou da minha púbis. mas por enquanto, nada de contato pubiano com ninguém.
ontem, ceva na República com o walter e, depois, show da Good Morning Kiss e Publica, lá no UÓito e meio. muita gente bonita - mal educada, porém. ô! o walter que sabe!
no caminho de volta, pisei em duas baratas. não sei de onde elas saíram. se bobear, da minha púbis.
ai, essa vida de desempregado...
me faltam 60 centavos pra comprar cigarro. e à noite, sonhei que a passagem havia aumentado 20 centavos. acordei apavorado.
tô extremamente preocupado com a minha magreza. tipo, verão chegando (adoro!), praia (adoro!), banho de sol (adoro!) e piscina (adoro!) - preciso estar, no mínimo, apresentável. e eu tô longe disso, no momento.
a questão: começo a fazer musculação pra ficar bem gostoso, tesudo e (a-ham) saudável, ou só me puxo nas refeições, porque sou meio relapso pra comer? sério, eu esqueço de comer. e se eu tô na rua, eu acabo trocando comida por cerveja. eu preciso de mais disciplina nas refeições, daí consigo engoidá, encher as roupas, não deixar as calças sobrando. eagora, de cabeça raspado, tô praticamente um canceroso. uó.
dani moreira, minha fashionista e nutricionista profissional, se você estiver lendo isso aqui, me escreve me dando umas dicas do que eu preciso comer que vai me fazer ficar bem tesudo. eu passo odia comendo ou encho o cu de comida nas refeições? o que é bem gordo que não enche a cara de espinhas nem a lambuza de oleosidade? dá uma luz, beibi.
ouvindo Jealous Guy, agora. John Lennon, isso é que é homem. a propósito, o mito estaria fazendo 64 anos hoje, se não existisse Mark David Chapman.
melhor escapismo para os próprios problemas é pensar nos problemas do mundo. e sob a ótica de Imagine, chega a ser uma epifania.
plóc. nasci.
dia 20 de agosto, eu postei "2004 tem sido o ano das decepções sucetivas, é fato. facada atrás de facada."
retiro o que disse.
i´m the luckiest motherfucker on earth.
acordei às onze, comi uma banana e fui votar. exatamente assim, sem tirar nem pôr. não tinha me dado conta que havia dormido de jeans e camiseta.
na volta do meu posto de votação, caiu um galho na minha cabeça. não sabia que a natureza se rebelava contra anuladores de votos.
Circuito, ontem
todo mundo tava lá. mallmann, acompanhado de 3/4 da Stereoplasticos, doentinho e sua trupe de 100, tiago, diego jotapê, márcio, maurício e, mais tarde, o mendez.
cheguei em casa às 7 da manhã, porque eu e o mendez não conseguimos entrar no Van Gogh pra tomar café, de tão lotada que a bagaça tava. duas apalvras: u-ó.
hoje, não saio porque a sequela é meio braba e tem James Bond no 61, mais tarde. e também porque não tenho dinheiro nem pra passagem.
amanhã é eleição e eu não sei em quem votar.
o meu inferno astral pré-aniversário não poderia estar sendo mais heavenly.
by the way, clica aqui. release meu e fotos também. luxo só.
conto novo.
Tio Sam e o Homem-Bala
Eu, um ótimo anfitrião, recebia a todos os fantasiados que coloriam meu salão. Super-heróis se encontravam com personagens de Lewis Carrol e Guerra nas Estrelas. Eu, Tio Sam, me ocupava abrindo a porta e recebendo mais personagens. Corria de um lado para outro, “se vocês quiserem, tem mais na geladeira”. Risadas fáceis e piadas babacas para diminuir o estranhamento de ver seus convidados ridiculamente trajados.
Abro a porta e só não me assusto porque, ora bolas, é uma festa à fantasia. Gordo, gigante. Debaixo daquela banha toda, pezinhos muito pequenos. Um capacete branco, uma malha branca e azul dividia as gorduras da barriga. Era o Homem-Bala e veio sozinho, tímido, gordo e desajeitado. Nunca vi esse cara antes.
Sorri e abri mais a porta, liberando espaço para o Homem-Bala arrastar suas toneladas pela entrada até o salão. Quando passou por mim, vi os pêlos de suas costas que saltavam pela malha, na altura do pescoço. Suas mãozinhas pequenas, não sabia onde as colocar – a malha não tinha bolsos. Olhava tímido e bufava. Dentre tantos ridículos, era apenas mais um. “Ele não tem muita vida social”, pensei.
Fechei a porta e vi o Homem-Bala arrastando-se com dificuldade pelo salão, indo em direção à salinha anexa. O síndico proibia a entrada de estranhos na salinha. Me apresso para tentar segurá-lo, mas vejo-o sumindo à direita. Entrou na sala.
Ele, parado e fitando a porta, parecia saber que eu vinha atrás. “Desculpe, você não pode ficar aqui”, é o que eu teria dito, se não tivesse me sentido estupidamente atraído por aquele monstro branco, cujos braços eram arqueados pelas banhas do corpanzil. Fechei a porta e me aproximei. Abri as calças e empinei a bunda. “Vem”.
Enquanto a minha cara estava a alguns poucos centímetros da porta, minhas mãos abriam minha pequena e branca bunda. Queria o monstro todo dentro de mim, sabia que ia doer. Senti suas mãozinhas – senti-as engorduradas – nas minhas costas, tentava enfiar seu, imagino eu, pequeno pauzinho em mim. Não sei quem ele era, mas acho que isso pouco importa, numa festa e numa fantasia.
sábado, eu e o walter levamos a rachel até o ponto de táxi, na JB. eu aproveitei e bati uma foto com ela em frente à igrejinha da esquina com a Osvaldo. eu disse "vem bater a tua primeira foto em Porto Alegre!". o taxista, que esperava encostado no carro, inocentemente perguntou "de onde tu é?". "Santa Cruz!", mentiu rachel. "nós nos conhecemos pela internet!", completei. agora, ela me escreve o seguinte: "tu me arranjou um problema aquele dia. o motorista ficou me fazendo perguntas sobre Santa Cruz e me mostrando, indicando com o dedo, os bares e pontos interessantes durante todo o itinerário até em casa".
andar comigo é garantia de um city tour por Porto Alegre. às vezes, de formas bem esquisitas.
ninguém nunca me falou que o desemprego podia ser tão divertido.
uma das coisas conversadas nos últimos dias foi a preparação para a Querbe do Vitorino - Summer 2005. veja, as Querbes do Vitorino são festas que começam na sexta e terminam no domingo, aqui em casa, no verão, enquanto meus pais estão salgando as paletas em Capón. para o próximo evento, pretendemos fazer um dia de festa à fantasia com traje obrigatório, um dia de acústico com música do mamut chiquitito e um dia de churrasco de carne de boi. y de mamut también.
ai, essa vida vadia...
desempreguei-me da Carris na sexta e tô adorando, e ontem foi a estréia da minha nova vida vadia. passei a manhã me masturbando, trabalhei num video novo aí e depois me esbuserei na cama, com um pacote de Pastelina, um de Pingo d´Ouro e uma Coca litrão.
enquanto na cama, ouviam-se gritos meus, do tipo "joselito, tu não trabalha!!", "pra mim, todo dia parece domingo!!", "eu adoro vadiar!!" e "não fazer nada dói tanto!!". mas o deslumbramento com a meu estado de vagabundo é só inicial. hoje, combinei de dar uma volta com o meu melhor amigo vagabundo - o walter.
eusómefodo.com.br
ontem, aniversário da chefe na cobertura dela. cerveja, pizza, Beatles e petistas - misturinha bem interessante. meia-noite, o doentinho e a sílvia, que não é a milambi, me arrastaram pr´uma festa de eletro no Jeckyll. mó merda. hoje, acordo seqüelado, de ovo virado e sem saber que, à tarde, um protesto do sindicato dos rodoviários contra os assaltos no T6 me aguardava lá no terminal.
passei frio, fome, quase apanhei de um pseudo-revoltado e quase caí de sono - literalmente. imprensa, Brigada, população revoltada. bafão dos grandes. mas, sério mesmo, cobrir protesto de rodoviário no frio, numa sexta e seqüelado ninguém merece. ninguém mesmo.
frase sugerido por um funcionário da Carris para a campanha anti-tabagismo que tá rolando na Empresa:
"Não fume. Você pode ficar igual a eu - sem criatividade"
50-50
no fim das contas, sábado à noite descobri que eu tinha nome na lista e conseqüente entrada gratuita na festa do Em Cena - festival de teatro. combinei de ir pra casa do doentinho, de onde íamos todos juntos. antes ainda, passei no Copón, da Lima e Silva, e tomei uns copóns com o wilson, pôu e cristiance. depois, sim, fomos pra tal festa.
a coisa era dividida em 50-50 - 50% de gente muito bonita e 50% de gente muito feia. no meio de centenas de atores e trabalhadores da classe artística, incluindo Marcos Breda, que dizem que dividiu baseado com não sei quem, e o Marco Ricca, a quem eu peguei desprevenido e disse "tu é um dos meus atores preferidos, acompanho sempre o teu trabalho" e cuja resposta foi um sincero "oh...ahn...ummm...obrigado...", reencontrei gente que não via há muito tempo. a valesca, o edu e a sandra, que voltou a tocar na noite e vai me mandar mail listing com a agenda de shows.
mas a festa tava, no mínimo, curiosa. ceva cara pra caralho, um som que ia de muito bom a absurdamente muito ruim num toque, muita gente se querendo. fui embora, às 5h30, com a panetone e a leila marida. mas tava legal. e como diria Marco Ricca, "...oh...ahn...ummm...obrigado". eu acho.
sómefodo.com.br
sem grana pra sair, resolvi comprar o Sim City 4 de um desses caras que anunciam nos classificados. aguardei ansiosamente a torde toda a chegada da minha garantia de diversão pré-adolescente desse sábado à noite. instalo o dito cujo, craqueio e bum! - erro. não tenho uma tal de placa aceleradora 3D. ou seja, a única grana que eu tinha pra me divertir no findi tornou-se a grana mais mal investida do mês. agora, tô aqui sem Sim City, sem poder sair e sozinho.
humpf. vou me masturbar.
esse vai pa mel, ainda sobre a conversa de sexta.
Os Não-normais
abstrair-se de seu espírito criativo é, para alguns, abstrair-se da vida. e esses alguns são os chamados artistas. e reforço a idéia citando Marlene Dietrich: "eles - os artistas - são uma raça completamente à exceção dos outros seres humanos. a diva lembra ainda o que os torna diferentes. "suas emoções, todos seus sentimentos, suas reações, são o oposto dos sentimentos das pessoas consideradas “normais”. eles são vulneráveis e profundamente sensíveis, devido ao seu talento, sua super-imaginação, e têm conhecimento de influências escondidas, as quais pessoas normais não têm". amém.
reconhecer-se um não-normal exige, em muitos casos, anos de uma busca por algo que muitas vezes não sabemos muito bem o que é. mudanças geográficas, drogas, relacionamentos amorosos - o despertar dá-se ainda em vida, em situações inesperadas. seja aos 20 ou aos 80 anos.
os não-normais não vieram ao mundo a passeio. tampouco a trabalho. os não-normais têm capacidades fluídicas às suas mãos, mas concretas em seu coração, que transcendem os esforços para suportar uma rotina mais ou menos. casa-trabalho-faculdade. podem agüentar por algum tempo, mas não pela vida inteira. os não-normais sofrem mais que a maioria; mais que os normais. os não-normais são mais infelizes, por serem menos resignados e não se contentarem com pouco.
daí a dureza de reconhecer-se um não-normal, negar sua essência. os não-normais são mais cobrados, são marcantes, percebem coisas que nignuém à sua volta percebe. são fundamentais no combate ao marasmo do dia-a-dia. são as cores e o pincel; e a vida é a tela em branco. e os contempladores de sua obra, o mundo todo.
os não-normais têm uma responsabilidade monstruosa sobre suas costas, uma dívida eterna com o mundo. mas negar-se, resignar-se e satisfazer a outros é sepultar um pedaço seu. arrancar um membro e fingir que é feliz. podem até conseguir viver assim, mas todos sabemos das dificuldades de um deficiente. acordar todo dia sabendo que há algo em si que morreu dói mais que não acordar porque morreu por inteiro.
um não-normal que nega sua essência comete um crime contra a humanidade. eles deveriam estar todos presos...
Onde Foram Parar as Letras?
tô no momento menos literário da minha vida, creio. isso porque eu acho que o momento exige total dedicação da minha parte. é uma fase de profunda análise psicológica, pra mim. e não me refiro só às sessões semanais com dra. Lourdes. simplesmentte não há dia da minha vida, já há alguns meses, em que eu não questione toda minha criação, meu background familiar, a péssima presença do seu araújo na minha infância - bem como o quase desserviço que ele tem feito nesses últimos 21 anos. no momento, não tô pensando em estímulos intelecutais. se eu não tirar esse tempo pra pensar na minha saúde mental, não terei mais saúde mental.
não tenho escrito, mal tenho lido. não tenho me expressado, porque tá tudo muito incerto, não me dando clareza de entendimento suficiente pra expressar alguma coisa. na real, o momento não é de expressão. é de faxina, mesmo. tirar toda aquela suejira que eu inconscientemente havia varrido pra baixo do sofá e "esquecido" lá. e sempre há mais embaixo do sofá.
a sexta-feira variou do pior dia da minha vida ao dia mais esclarecedor da história. marcos, dra. Lourdes, clarisse e mel - meus maiores professores, ultimamente.
é domingo, chega disso, vitorino.
Let´s Have Fun!!
não voltei pra postar desabafos, apesar do quão tentador que isso seja no momento. mas que 2004 tem sido o ano das decepções sucetivas, é fato. facada atrá de facada.
gente mal resolvida me cansa. gente desinteressada me cansa. a rotina blasé, a falta de inspiração, a falta de atitude, a contemplação passiva da vida. como vocês podem ser loucos de me dispensar? olha pra mim, bolas. eu sou um triunfo, um presente, the next best thing. os deuses devem estar loucos. e a Mandala Egípcia também. erraram feio comigo, ao serem colocadas sobre a mesa, diante de mim.
a única certeza que eu tenho é da diversão. fun, fun, fun. party, party, party. como se não houvesse amanhã. como se nesses momentos, tudo que eu fosse é prazer pra todo mundo. bebida liberada, risadas fáceis, banheiro unissex. quem disse que não há alegria no pouco? seja superficial, mas assuma o que é. não é o que dizem?
não? então foda-se. |
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de carlos zéfiro |