se tu queres ver o circo pegar fogo MESMO , é só começar a falar de sexo. "A Burocracia do Amor", que argumenta, argumenta, argumenta e conclui que o sexo casual é legal, é destaque no Pessoas do Século Passado. aproveita e dá uma olhadinha nos comentários. gente boa, aquela.
"Orgulho de Macho" tá lá também, no link "meu deus, ele contaminou meu chocolate!".
"só os idiotas não se promovem" - Nelson Rodrigues
tô começando a suspeitar que esse cara sabe das coisas...
crônica "A Burocracia do Amor" publicada no Argumento.
gente. onde eu tava com a cabeça que deixei de ouvir Roxette em 1992? "Dressed for Success" é, tipo, o hit da minha pré-adolescência. tantas lembranças das reuniões dançantes - especialmente a da Roberta-chorona. ela tinha uma cachoeira em casa e um irmão gatinho que andava de skate. e eu era fã de Roxette. ô, como era bom. >suspiro< .
caralho. eu nunca sei o que fazer em vernissages, lançamentos de livro, coquetéis, caralho a quatro. eu sempre fico perdido. geralmente só tem gente que eu não conheço, desfilando de um lado pro outro, atacando os caras das bandejas - vulgo garçons -, atrás de canapé e vinho de graça. o canapé eu sempre dispenso - meu paladar é pouco apurado. mas o vinho sempre vai. e tomar vinho no Jardim Lutzenberger, ali na Casa de Cultura, é bem legal. exceto pelos morcegos que davam rasante enquanto eu me divertia com a guria da Revista Aplauso. peguei contato, by the way.
me apresentei pro caco, um dos autores da coletânea de contos. gente finíssima, disse que acompanha meu trabalho desde agosto do ano passado e tá bem interessado na coisa toda. mas, pombas, eu nunca sei o que fazer ou dizer quando vou conhecer pessoalmente alguém que só conheço virtualmente. geralmente falo merda. e dessa vez, não foi diferente.
por favor, alguém me promete que quando for a minha vez de ser atração de vernissage, lançamento de livro, coquetél, caralho a quatro, não me deixem agir como eu sempre ajo nessas situações. não me dixem abrir a boca, na real. porque se deixar, ah, eu vou falar merda. vou, sim.
eu tava assistindo a Ana Carolina no Canal Brasil (não me pergunte por que diabos eu tava assistindo a Ana Carolina ou o Canal Brasil) e ela recitou um poema bem bacana. fucei na net e achei o tal do texto. não sei o título da pérola, mas a autora se chama Maria Rezende e pode ser encontrada aqui, parece. segue poesia, na íntegra.
Adoro pau mole.
Adoro pau mole
Adoro pau mole
Porque ele é ícone do pós-sexo
Um pau mole é uma promessa de felicidade sussurrada baixinho ao pé do ouvido.
É dentro dele,
esse negócio de ensino à distância é um barato, mesmo. tô fazendo um Extensão em Língua Portuguesa da Ulbra e, meu, vale muito a pena. o conteúdo fica todo online, bem como os exercícios. dá pra estudar a hora que quiser. e tem um fórum onde tu faz perguntas e algum dos professores responde. adorei. nota 10.
Late Bar do David Bowie, sábado. acho que eu ainda tô lá.
amanhã tem vernissage na Casa de Cultura. lançamento de "Fatais", primeiro livro da editora Casa Verde.
e aristotelicamente falando, meu filho nasceu sábado de tarde. só no Mundo das Idéias, mas, ah, caralho, nasceu, sim.
crônica nova.
Orgulho de Macho
recentemente, o telejornal mostrou um torcedor mineiro invadindo e atravessando o campo durante uma partida entre América e Atlético Mineiro, para acertar as contas com o juiz. não sei quem ganhou o jogo nem a qual time o esquentado torcedor era solidário, mas as imagens dos socos e pontapés – prudentemente revidados pelo árbitro - me fizeram perceber que há algo ligeiramente engraçado em ver dois homens maduros numa situação de confronto físico.
dois seres humanos do gênero masculino, heterossexuais e de classe média num momento de brutalidade, sem qualquer conhecimento de práticas de luta, se aproximam muito de atores muito ruins em uma comédia pastelão. o ataque físico, cru e desmedido pretende ser uma forma violenta de protesto. não, mentira minha. o ataque físico é bruto demais pra pretender ser alguma coisa. definitivamente, o torcedor mineiro não calculou seus atos e as conseqüências dos mesmos quando pulou a cerca de proteção, correu meio campo de pés descalços e torso nu e lançou-se sobre o árbitro. ao ser entrevistado, o juiz, um brasileiro, heterossexual, de classe média, ressaltou que revidou os golpes por não deixar-se submeter à humilhação pública diante dos olhos da família – sua honra familiar estava em jogo, durante o exercício de sua profissão. como ele levantaria os olhos para os filhos depois de levar uma surra de outro brasileiro, heterossexual, de classe média? onde enfiaria seu orgulho de macho? humilhante mesmo é um igual nos quebrando em arena lotada. não hesitou e tomou parte na coreografia mal elaborada da violência física. e sob a mira das câmeras de TV, estaria a salvo de qualquer violação a sua honra. entretanto, me pareceu apenas um breve espetáculo de dança cujo coreógrafo responsável é de competência duvidosa.
estádios de futebol concentram uma grande quantidade de testosterona. testosterona concentra uma grande quantidade de orgulho de macho. correm atrás da bola, penetram o gol com força e todos vibram. quem chegar primeiro, fecunda a goleira. futebol é uma metáfora da celebração do orgulho peniano. e dois seres do gênero masculino numa situação de porrada explícita é a catarse coletiva em um festival de pênis, pêlos e competição. o que pode ser muito engraçado, como bem provaram o torcedor e o juiz mineiros.
a necessidade masculina de mostrar o orgulho da condição de macho se revela em situações pateticamente cômicas ou estupidamente chocantes. depende apenas das armas que têm à mão. homens gostam de celebrar o poder de seus pênis. por isso existe o futebol e a violência física. e as guerras, também. afinal, o Shock and Awe no Iraque, em 2003, não passou de uma demonstração de orgulho de macho. a única diferença entre o anônimo torcedor mineiro e o presidente americano é que enquanto um usa as mãos e os pés, outro usa contingentes de outros homens armados e bombas de grande impacto. estádios de futebol ou países miseráveis do Oriente Médio – não importa a arena. o orgulho de macho sempre vai render espetáculos.
carajo, dia bonito. durmo e sonho só com coisas boas, acordo e sou recepcionado por um e-mail legal e eu tô cheio de coisa pra fazer em casa - e eu adoro estar ocupado. mas tô louco pra me esbuserar na Redenção, falando merda e esquecendo da vida. ou melhor, lembrando que ela existe e que, carajo, é muito boa.
give me a fucking break, sabe? depois da facada que eu levei sábado passado, eu mereço um dia bonito só pra mim. e tem The Killers pra tocar e Frango Xadrez pra comer. adoro.
dilemas. nunca fui bom com eles. faço ou não faço? vou ou não vou? volto a fumar hoje ou ainda não? eu nunca fui muito bom em tomar decisões. e, geralmente, quando preciso decidir alguma coisa que aparece na minha frente, eu travo. pânico, sei lá. mas travo. travo legal. e recomeçar a fumar, depois de quase perder um pulmão com a gripe dessa semana, é o dilema da hora.
pra ilustrar minha condição, "Nanana" da Wonkavision tá tocando no repeat já por várias e várias horas. até eu me decidir que música vou ouvir depois.
Faltam poucas horas para eu ir
que vida difícil.
edição número 18 de O Caixote online, com alguns textos meus. "A Autodestruição Americana" em Artigos, "A Burocracia do Amor" em Crônicas e "Epifania" e "acaBAMento" em Contos.
ando tão gripado e decepcionado que deixei algumas coisas no stand by, nos últimos dias. mas hoje retomei algumas tarefas que estavam encalhadas. umas desde a semana passada; outras, desde janeiro. comer bem é uma delas
continuo a corrida atrás de um estágio, pra poder pagar host e domínio. se alguém souber de algo, por gentileza, me avise.
me lembrei que era Dia da Mulher ao ler o post sobre Chico Buarque no blogue da cris. dizem que o Chico é o homem heterossexual que mais saca de mulher. eu não sei, eu não gosto de Chico Buarque. nem de mulher. mas feliz Dia da Xexeca pra todo mundo!
melina diehl voltou do Norte essa semana. ontem, passamos a tarde caminhando, comendo, tomando café e falando sobre homem. à noite, tomamos cerveja com o walter na República. daí, não podíamos mais falar de homem porque tinha um presente e ele não saca nada disso.
hoje, acordei pensando num evento pro findi que vem. depois, me pus a sondar jornais do Interior que se dispõem a publicar alguma coisa de um rapazinho da Capital metido a autor chamado vitor diel. agora, aguardo resposta.
ouvi The Killers demais. daqui a pouco enjôo, me conheço.
já tava na hora de organizar:
Vitrine Literára - publicação da versão ainda não reescrita do conto Hollywood e do conto Tio Sam e o Homem Bala.
entrevista pra trampo novo só não melou porque eu invadi a sala da mulher que me deixou esperando horas e horas e horas e horas na calçada. (tá, a parte sobre a invasão e sobre o tempo que eu fiquei esperando são hipérboles bem sacanas, mas na hora me pareceu tudo isso, mesmo).
tem uma mulher da Brasil Telecom querendo bater na minha mãe (é, tipo, meio que exagero, mas daqui a pouco ela fica puta por nunca encontrar dona denise em casa e realmente vai levantar o espancamento como opção válida).
eu dormi 20 minutos, noite passada(hipérbole, de novo).
eu não tenho dinheiro pra mais nada pelo resto da vida (agora é literal).
o que salvou o dia foi o Franzisco Ferdinando, o Killers e a Wonkavision. ontem, foi o Terence Trent D´arby, que me fez lembrar grandes momentos de reuniões dançantes no Primeiro Grau - quando a vida era fácil e eu não precisava me preocupar com entrevistadoras grossas, funcionárias agressivas da Brasil Telecom, falta de grana, e a possibilidade de dormir até dar cãimbra. uh, bons tempos. |
juliana
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