Porto Alegre é tão interiorana que toda vez que a Athina Onassis vem pro The Best Jump, é capa da Zero Hora.
sábado - 30 de abril, 22h13min


hoje eu descobri que posso acessar a web pelo celular sem pagar nada. entrei no messenger, no terra e no uol. fui no google, procurei por "vitor diel" e consegui ler alguns textos meus. também descobri que "A Importância da Beleza" foi publicado no Argumento.net. consegui ler meu blogue e entrar no da cris. e não paguei um tostão por isso.

mas não contem pra Vivo.
sábado - 30 de abril, 21h47min


alguém mais viu o especial de 40 anos da globo, do início ao fim, só pra depois concluir que sai ano, entra ano, a globo continua brega pra burro?

alguém mais já ficou assistindo filme pornô porque achou a música legal?

alguém mais passou a semana inteira achando que tava com a roupa errada, mas não tinha escolha porque não se preparou pro inverno 2005?

ok. só pra saber.
sexta - 29 de abril, 14h06min


cansei. pára tudo.
nunca fui capaz de me organizar pra nada. não consigo fazer uma agenda de atribuições. e quando faço, sou muito tentado a desrespeitá-la. nunca fui um acadêmico exemplar, nunca consegui me mexer pra fazer o que não me tem interesse algum. adio compromissos como ninguém, me enrolo nas minhas próprias obrigações, me desconcentro de tudo muito facilmente. diante de um dever, fico pensando se não há algo um pouco mais interessante pra fazer - e sempre há, porque quem quer se boicotar, sempre acha motivo.

o curioso é que profissionalmente não sou assim. não tenho problema de pontualidade, ou hora extra. não atropelo funções, consigo ter controle absoluto sobre o que me diz respeito. mas saiu do serviço, ah, só merda. exceto com as cadeiras da faculdade que envolvem elaboração textual - exclui-se aqui redação de rádio, que é outro drama da minha vida - e criação de publicações, como Planejamento Gráfico e Comunicação Comparada. aí entra a oficina literária, também.

partindo disso, penso com meus botões. será que o histórico acadêmico é um reflexo do futuro profissional que eu serei?

alguém me diz que não, faz favor.
quarta - 27 de abril, 21h45min


começou como mais uma bobagem blogueira, fútil como tantas, mas acho que virou uma crônica.

A Idiotice do Outro

o problema de ter um relacionamento, ser um casal, estar committed, é estar com alguém que não aceite as tuas idiotices. eu preciso de espaço - e um bom, arejado espaço - para preservar as minhas atitudes bobas e ingênuas. o nonsense ocupa uma boa parte da minha vida. e perder o direito à idiotice é algo que me assombra muito. antes estar sozinho e sendo eu mesmo o tempo inteiro, do que committed e ter que tolhir o leviano da minha vida. não consigo me vigiar, sou bobo demais e a bobagem é espontânea demais. é natural, acontece. quando dei por mim - já foi.

a idiotice tá no meu jeito espaçoso de bocejar, na minha mania de passar um dia inteiro assoviando o mesmo riff de guitarra da mesma música dos Beatles, ou cantar junto e alto qualquer canção que eu esteja ouvindo - mesmo que eu não saiba a letra. tá também no meu polegar passeando pelos botões do controle remoto, às vezes freneticamente, vendo tudo mas não vendo nada. e, principalmente, tá na minha comfortabilidade em falar sozinho. e fumar e andar em círculos, enquanto faço isso. atitudes plenamente nonsense, porém, parte tão presente da minha rotina. quem me quer, quer minhas idiotices também.

eu não consigo abrir mão da minha liberdade de ser bobo em nome de um relacionamento. "pra quê bocejar assim, idiota?" - ah, nada me irrita mais do que a polícia do bom comportamento. aceite o bobo na tua vida, aceite a mim. simples assim. não quero alguém que elogie o que eu escrevo ou que ouça exatamente as mesmas músicas e goste exatamente dos mesmos filmes. basta saber conviver com a minha idiotia natural.

daí, começo a pensar. na real, relacionamento é isso mesmo, eu acho. não se trata de duas pessoas bem sucedidas na profissão, nem de duas pessoas estupidamente belas, tampouco profundamente eloqüentes. articulação verbal funciona muito bem na hora da sedução. depois, tudo o que resta, é a idiotice. por mais eloqüente que o cara seja, ou viajado, ou por mais idiomas que ele fale ou doutorados que ele tenha, só o que resta é a idiotice. e é a aceitação a ela que faz um relacionamento durar, não os diplomas na parede ou uma gorda conta bancária. isso tudo pode ser meio, mas não é fim.

o saber conviver com a idiotice do outro é a única cola que mantém duas pessoas unidas. se alguém souber conviver com as minhas, por favor, me avise. não dá pra deixar escapar assim. as pessoas não andam muito tolerantes, hoje em dia.
sexta - 22 de abril, 11h49min


link novo aí do lado. é a melina diehl, a judiazinha preferida do bairro.
quinta - 21 de abril, 14h07min


o trampo novo é uma beleza. tem quase nada pra fazer, café à vontade, fumódromo no nono andar, horário flexível. não posso pedir por mais. fiquei uns 20 minutos jogando conversa fora com a vera, a mocinha do café, ali na copa. "vera, aqui é sempre assim? digo, calmo, quieto?", "é. quer dizer, tem dias que rola uma correria, mas é difícil, viu?". quer dizer, tem tão pouco serviço que eu não ouço ou vejo ninguém fazer nada, por aqui. e sou pago pra participar disso. é ou não é uma beleza?
segunda - 18 de abril, 15h27min


ontem à noite, fui visitar seu araújo, de novo. fiquei dez minutos e passei mal. ele saiu da UTI e tá ne Enfermaria e, pombas, tem um cheiro muito ruim lá dentro. remédio, gente doente, odores ácidos. quase vomitei. a enfermeira foi bem simpática. "tu não vai cair aqui, né?! senta lá fora, se tu tá passando mal!". "pô, mas isso aqui é um hospital, eu posso cair onde eu quiser que vocês têm que me ajudar!" - pensei eu. só pensei.

quanto ao trampo novo, tô achando tão estranho. não parece ter muita coisa pra fazer. me ofereci pra criar um logo pra Comunicação e pra fazer a página do setor na Intranet. semana que vem, a sandra e o christian - meus superiores -vão pro Interior e eu fico de dono da bagaça. mas tem tão pouco trabalho que vai ser bem tranquilo.

quanto à revista, sai em maio. ademir, o chefe de redação da Revista SIMPLES, leu "A Burocracia do Amor" em algum site e me perguntou se eu não autorizava publicação no veículo. conversamos, conversamos, e sai mês que vem. comprem.
sábado - 16 de abril, 11h46min


fui visitar o seu araújo, ontem pela manhã. nunca tinha entrado numa UTI. enquanto eu esperava pra entrar, tentava espiar pelas frestas da porta, mas a movimentação de médicos e familiares lá dentro era grande demais.

ele tá com o braço esquerdo engessado e uma tração sobre o fêmur. parece que ontem à noite tiraram o oxigênio e ele já consegue respirar com o próprio pulmão - com dificuldade, mas consegue. ele fala com muita dificuldade, sussurra, na verdade. tá consciente, sabe o que aconteceu e ficava me repetindo "cuida da tua mãe" e me lembrando que tem umas contas pra pagar. insiste que se tiver que amputar, prefere morrer. mas é só o pavor dele que o faz pensar isso, não há qualquer necessidade de amputação. ele diz que não sente uma perna, mas é só pela fratura na bacia. desde o acidente, eu, empregado há dois dias, tô vivendo no automático. ainda não consegui parar pra fazer qualquer coisa. se tô em casa, tô atendendo o telefone, explicando o ocorrido e fazendo um balanço do quadro de saúde do seu araújo. se tô na rua, tô ligando pra casa pra saber um balanço do quadro de saúde do seu araújo. mas ele já começou a reagir bem a todos os ferimentos. diz que semana que vem sai da UTI e vai pra enfermaria. depois, vamos ver a urgência da cirurgia na bacia. ainda não sabemos quando ele volta pra casa. talvez volte em cadeira de rodas, o que vai ser um puta problema, nesa casa cheia de obstáculos.

meu maior medo já passou, que era receber uma ligação dizendo que ele teve uma parada cardíaca, ou a hemorragia voltou, sei lá, não saco de medicina. esse risco não há mais, parece. e somos todos forçados a tocar a vida, porque o hospital tem horários de visita - e uns horários cretinos, diga-se de passagem.

ah. em breve vamos ter um seu araújo imobilizado em casa. não sei como vai ser, mas estamos otimistas.
quinta - 14 de abril, 11h18min


sabe aquela história do gato que subiu no telhado, escorregou, caiu de peito no chão, quebrou o fêmur, a bacia, o ombro, o cotovelo, o pulso, a costela - que perfurou um pulmão - e rompeu um rim? então. troca "gato" por "seu araújo" e tu vais ter um relato perfeito do que me acordou hoje, às nove da manhã.

quando fui ver, seu araújo tava estatelado no chão, com o rosto ensangüentado e gemendo, dizendo que não conseguia respirar. a ambulância chegou em cinco minutos, dona denise foi com ele. mais tarde, fiquei sabendo da gravidade do acidente e dos detalhes. tá na UTI, teve hemoragia interna, perdeu horrores de sangue - disso veio a hipotermia - e teve que fazer transfusão. serviço completo de brinde. tá com dois tubos enfiados nos pulmões, pra tirar o sangue e os líquidos que vazaram, e com máscara de oxigênio, pra respirar melhor. diz que vai ficar umas duas semanas no Tratamento Intensivo e depois vai pra outro hospital. um mês depois, vem pra casa e fica alguns bons meses na cama. só sai pra fazer fisioterapia. se tudo correr bem, claro.

pormenores do dia: comecei no trampo novo, à tarde e recebi uma ótima notícia sobre publicação em veículo podre de chique. mas só confirmo quando tiver a revista em mãos.

passei o dia entre a tensão das fraturas múltiplas e do pulmão perfurado do seu araújo e a alegria da publicação na revista. fora do ar. completamente fora do ar.
terça - 12 de abril, 22h06min


quem me conhece sabe que eu reclamo de morar onde eu moro - no bairro, não na cidade - há tempos. Porto Alegre não é uma cidade grande, mas morar "bem pra lá da margem sul do Arroio Dilúvio" é o único problema que eu enfrento nessa minha vida juvenil e pé rapada. a Vila Assunção é bem conhecida, mas só de nome. quando me perguntam - "ei, onde é que tu mora?" eu respiro fundo e me preparo pra dar as indicações. - "sabe o Hipódromo do Cristal?" - "..." - "sabe Ipanema?" - "ah, sei, sim!" - "antes de Ipanema, depois do Cristal, sabe?". e daí rezo pra que termine aqui, porque explicar onde fica a minha casa dentro da Assunção é outro problema.

o que me incomoda mesmo, fora não ter muita opção de transporte público, supermercado por perto e locadora de vídeo na esquina, é o tempo que eu perco nos deslocamentos. em alguns dias, quando Deus quer tirar uma com a minha cara, eu demoro mais de uma hora pra chegar na faculdade - que fica em Canoas, uns 40 quilômetros ao Norte. e tem também o problema do sábado à noite, quando os ônibus só vêm pra cá quando querem. e eu, reprovado no teste de direção, há uns 3 anos, só posso me calar e aceitar esse triste desígnio que o cara lá de cima me preparou.

porém, o curioso é que grande parte da minha formação literária se dá justamente nesses deslocamentos casa-faculdade-serviço-barzinhos da Cidade Baixa. eu não consigo ler quando tô em casa. só sentado no ônibus, com a cidade passando pela janela e os outros porto-alegrenses reprovados no teste direção passando pela roleta. eu realmente estudo literatura no ônibus. sublinho trechos, faço anotações laterais, releio parágrafos. a distância da cidade, meu maior desgosto, é o meu maior trunfo, quando se trata do hábito da leitura.
domingo - 10 de abril, 17h46min


"Ser gay hoje em dia é tão cool que se não tivesse que levar pirocada no rabo, eu até consideraria esta hipótese."

mais, aqui.
domingo - 10 de abril, 16h10min


eu tô cadastrado na Phillip Morris pra receber eventuais divulgações ou novidades sobre a empresa via correio. e hoje, recebi a peça mais ducacete que eu já vi. envolve quatro mãos impressas em transparências e uma quinta toda preta, a qual, se pressionada com a tua mão, o calor emanado faz aparecer a frase "você conectado ao mundo". e agora tô tentando inventar alguma instalação artística - porque eu sou artista plástico, esporadicamente, tipo, a cada quatro anos - com as quatro mãos impressas sobre as transparências. se ficar bom, bato foto e posto aqui. se ficar ruim, também.
sexta - 8 de abril, 18h50min


link novo aí do lado. vitor, do RJ. dá uma olhada, vale o esforço.
terça - 5 de abril, 23h33min


eu sempre achei que diretores de teatro ocupassem uma esfera quase sacra na "hierarquia" da intelectualidade brasileira. todos eles sempre me pareceram tão sábios, sempre tive certa admiração por quem consegue montar uma encenação de grandes temas da psiquê humana. essa coisa de esmiuçar a alma humana em frente a uma platéia, saca? e eu sempre achei que pra isso, tinha que ler muito, naturalmente. e eu sei que a literatura russa funciona legal no palco, além de ser um campo vasto e sempre trazer grandes verdades sobre a vida. agora, alguém me explica como é que esse cara pode escrever tão mal, se comunicar de forma tão infantil e ter umas idéias tão babacas, assim?

pára o mundo que eu quero descer.
terça - 5 de abril, 19h19min


quatro anos depois do último álbum, Garbage tira férias, entra em crise e quase acaba, mas volta mais pesado com Bleed Like Me. originalmente, o album apresentaria um cover de "Don´t You Want Me", do Human League, num dueto Shirley Manson/Marilyn Manson. parece que a faixa das irmãs Manson não rendeu e foi jogada... ahn... in the garbage.

ouça aqui o álbum inteiro.
terça- 5 de abril, 18h15min


ah, delícia. depois de seis meses sem renda, consegui trampo na Comunicação do Tribunal Federal. e não é mais uma practical joke de 1° de abril. bem gostosinho.
terça - 5 de abril, 17h49min


dizem que nossos medos são superados quando aprendemos a conviver com eles. pensando nisso, inicio hoje a série "Eu Tenho Medo de...", que visa explorar os meus maiores temores, possibilitando, assim, uma futura compreensão da minha natureza cagona e da superação do pavor.

Eu Tenho Medo de...

Combustão Humana Espontânea - CHE

Os estudos sobre a CHE iniciaram na França do século XIX. Na época, apurou-se que os casos em que pessoas pegavam fogo, assim sem mais, envolviam principalmente senhoras idosas consumidoras freqüentes de bebida alcoólica e com considerável massa de gordura no corpo. Mais tarde, nos anos 1950 e 60, foram verificados acontecimentos semelhantes nos EUA. E até hoje ninguém sabe explicar exatamente o que é a CHE. Estudos forenses sobre os casos afirmam que a chama vem de dentro do corpo humano e o consome em minutos. O curioso é que em todos os casos registrados, o cara queima e vira cinzas enquanto o ambiente e os objetos ao redor não apresentam qualquer traço de incêndio. Maldição? Vodu? Brincadeira do Demo? Impulsos Psicocinéticos Destrutivos? Paranormalidade? Eu não sei, mas eu tenho medo até de pensar nisso. Vai que chama, né.


terça - 5 de abril, 14h37min


ok. 1° de abril já acabou eu pude curtir bastante. aí vai.

- minha mãe tá viva, bem, e não sofreu nenhum acidente de carro, nos últimos dias;
- eu não ganhei bolsa alguma pra estudar e trabalhar na USP, não pretendo ir pra SP por agora e nem sei se os veículos citados no post anterior têm alguma relação com a universidade mencionada. mas agradeço os emails de apoio à suposta nova empreitada e às lágrimas da mel: "o vitor vai nos deixar!!".

adoro 1° de abril. adoro.
terça - 5 de abril, 12h32min


em setembro do ano passado, eu me inscrevi a uma bolsa pra fazer Jornalismo na USP. diz que o Núcleo de Comunicação de lá é bem ativo, com uma galera legal da Bravo!, Istoé, Época, entre outros veículos, participando ativamente de várias ações e eventos na cidade - portanto, com projeção nacional. e, caralho, me ligaram AGORA pra dizer que eu consegui. seu araújo já tava sabendo dessa possibilidade e disse que dava uma ajuda ($$$) sem problema. parece que em duas semanas eu já tenho que estar lá, pronto pra estudar e trabalhar com eles. ou seja, tenho que começar a procurar apartamento lá, tipo, AGORA.

cacete. eu vou me mudar pra São Paulo.
sexta - 1° de abril, 13h29min

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