acordei e fui malhar.
quinta - 30 de junho, 10h33min


A Idade do Ouro e Um Cão Andaluz por R$ 38,80, no Submarino.

só mês que vem.
quarta - 29 de junho, 17h47min


dani linkada aí, finalmente.
quarta - 29 de junho, 15h49min


diz que o caco belmonte, da Casa Verde, me visita com freqüência. eu não sabia.

a Casa Verde lançou ontem o Contos de Bolso, com, além dos autores tradicionais da editora, mais uma renca de convidados. diz que é coisa finíssima e que tá sendo um arraso.

o caco sempre me lembra do emanuel. portanto, aí vai:
ô, emanuel, onde tu anda, caralho?
quarta - 29 de junho, 13h51min


Eu e o Meu Umbigo

hoje eu acordei uma coisa meio "eu comigo mesmo". passei perfume, Neutrogena no rosto, barba bem aparadinha e determinação suficiente pra começar a (ã-hãm) praticar esporte. não sei se eu já falei isso, mas a dra. lourdes disse que eu tenho que fazer alguma atividade física ou minha ansiedade vai me matar. e como eu não tenho dinheiro nem pra limpar a bunda, quanto menos pra pagar mensalidades esportivas, tô cogitando a possiblidade de encarar o trambolho de musculação que ocupa 2/3 do quarto meu irmão. sei lá, né. verão 2006 batendo à porta, minha ansiedade estourando em ataques de pânico - é uma nova vida que começa, resolvendo todos os meus problema de dentro de si, né. ou é a crise de meia-idade que tá começando mais cedo, pra mim.

chego no serviço e descubro que, à noite, vai ter festinha da cerveja e do cigarro no Abbey Road. ou no Sgt. Peppers, não sei ainda. só sei que ambos são caros e eu tô no vermelho - de novo.
quarta - 29 de junho, 13h21min


"Cerca de 60% dos entrevistados dizem ser "contra" a prática de sexo oral, e 65% repelem o uso de revistas pornográficas para excitação sexual, informou o jornal Folha de S.Paulo."

vocês são todos mentirosos.

mais, aqui.
quarta - 29 de junho, 11h22min


"A ascensão meteórica da Daslu e a morte lenta do Masp parecem fazer parte de um mesmo fenômeno: aquele em que a elite paulistana abandona completamente a esfera pública, o espaço de convívio com os diferentes, para se isolar em bunkers como o que abriga a Daslu."

mais, aqui.
recomendação da dani.
terça - 28 de junho, 16h02min


dia bunda, esse. fiquei os últimos 15 minutos conversando com o gustavo (amado, querido, todo direitinho) sobre o vazamento da caixa de gordura no ap dele. não entendi nada.

chefe nova no setor. sem comentários.

nota de rodapé:
eu odeio ginástica laboral.
segunda - 27 de junho, 17h10min


"O ´retrossexual´ possui uma aparência rude, de canalha, com toques primitivos, além de um sorriso angelical. Ele se sente orgulhoso de não ir à academia malhar e de não utilizar cremes cosméticos e loção pós-barba. No seu banheiro, basta água e sabonete. E sua curiosidade pelas últimas tendências da moda é nula."

oh, deus.
segunda - 27 de junho, 14h42min


meus comentários são de lua. não estranhem.
segunda - 27 de junho, 14h02min


"´Não gostava de como a minha vagina era e de como me fazia sentir´, afirmou uma estudante de 21 anos que operou os pequenos lábios há seis semanas."

oh, deus.
domingo - 26 de junho, 16h57min


blogueiro que fica em casa no sábado à noite responde questionários encontrados em blogues alheios.

THREE NAMES YOU GO BY:
1. vitor;
2. vitorino;
3. torino.

THREE SCREEN NAMES YOU HAVE HAD:
1. zetrigo (velho, muito velho);
2. dark dandy;
3. spike22 (esse ninguém sabia, huh?).

THREE THINGS YOU LIKE ABOUT YOURSELF:
1. meu sorriso;
2. minha determinação - se é pra fazer, é pra fazer o melhor;
3. meu senso de humor.

THREE THINGS YOU HATE ABOUT YOURSELF:
1. a mania de racionalizar o que não é racional;
2. eu rio quando não devo;
3. os três quilos que eu não consigo ganhar.

THREE PARTS OF YOUR HERITAGE:
1. preto;
2. português;
3. austríaco.

THREE THINGS THAT SCARE YOU:
1. ataques de pânico;
2. Deus;
3. PT.

THREE OF YOUR EVERYDAY ESSENTIALS:
1. cigarro;
2. acordar tendo algo pra fazer;
3. cuecas limpas.

THREE THINGS YOU ARE WEARING RIGHT NOW:
1. All Star todo estragado;
2. jeans;
3. cueca boxer branca;

THREE OF YOUR FAVOURITE BANDS OR ARTISTS (at the moment and always):
1. David Bowie;
2. Beatles;
3. Garbage.

THREE OF YOUR FAVOURITE SONGS AT PRESENT:
1. Garbage - Run Baby Run;
2. Gwen Stefani - Hollaback Girl;
3. Depeche Mode - Strangelove;

THREE NEW THINGS YOU WANT TO TRY IN THE NEXT 12 MONTHS:
1. um trampo em que eu trabalhe tanto quanto o de agora mas que pague um pouco mais;
2. praticar um esporte;
3. me curar dos meus problema de dentro de si.

THREE THINGS YOU WANT IN A RELATIONSHIP (love is a given):
1. comunicação fácil;
2. papos legais e minimamente inteligentes;
3. reciprocidade.

TWO TRUTHS AND A LIE:
1. eu prefiro os morenos;
2. eu não dispenso os loiros;
3. eu não gosto dos negros.

THREE THINGS ABOUT THE OPPOSITE SEX THAT APPEAL TO YOU:
1. o papo;
2. o senso de humor;
3. que goste de falar de homem.

THREE THINGS YOU JUST CAN'T DO:
1. acordar às oito e funcionar;
2. não pensar em sexo;
3. não fumar.

THREE OF YOUR FAVOURITE HOBBIES:
1. trepar;
2. ver tv;
3. tomar cerveja.

THREE THINGS YOU WANT TO DO REALLY BADLY RIGHT NOW:
1. trepar;
2. ouvir Human League;
3. tirar as lentes.

THREE PLACES YOU WANT TO GO ON VACATION:
1. São Paulo - mas pra não voltar;
2. Califórnia - mas pra não voltar;
3. Gramado - mas acompanhado;

THREE KIDS NAMES:
1. Bruce;
2. João Pedro;
3. Oscar.

THREE THINGS YOU WANT TO DO BEFORE YOU DIE:
1. ter um filho;
2. ser pop;
3. casar.
sábado - 25 de junho, 21h24min


fui com o walter ver o márcio tocar choro - digo, samba - digo, samba canção - digo, choro no Santander à tarde. eu não saco muito de samba, ou samba canção ou choro, mas toda vez que ouço coisas do tipo, me vêm à mente aquele glamour carioca dos anos 40. dança de salão, terno branco, chapéu panamá e sapatos lustrados - esse tipo de coisa.

chego em casa - pra cuidar do seu araújo, porque a dona denise foi dar uma escapulida com as amigas - com uma nostalgia absurda da época em que a Balonê era boa e barata. resultado: Depeche Mode bem alto. tão alto que se o seu araújo tiver me chamando lá da sala, nem tô ouvindo.

péssima idéia da dona denise de largar o marido sob minha responsabilidade.
sábado - 25 de junho, 20h14min


"me sinto vivendo numa ditadura quando eu não posso comentar lá!" - tininha, via MSN.

então, atendendo a (muitos, muitos e velhos) pedidos, o Bumerangue! agora tem comentários. acabou a ditadura. mas, por favor, não abusem da liberdade. se virar bagunça, já tiro tudo fora. e vai ficar escrito "Comment" em inglês, mesmo, porque não dá pra trocar. não gostou, não comenta.

dani: pó apagar o ftp que eu fiz no teu .com. meter esses comentários aqui foi complicadinho, mas tenho certeza que é bem mais fácil do que qualquer coisa que eu fosse tentar via ftp.
sábado - 25 de junho, 15h27min


1) quem receber um tal de Nivea Lip Care - A Marca do Beijo por e-mail, com o meu remetente, não estranhe. é que a Nivea tá dando um iPod pra quem fizer mais pontos mandando beijos virtuais. eu já tô com 30 pontos. o primeiro lugar parece que tá com mais de 2.900. já desisti, né.

2) noite de sonhos estranhos. eu, o márcio e a tinoca fomos numa festa em que políticos da base aliada do Governo tocavam clássicos dos anos 80 em bandas de rock bem mais ou menos. me lembro de ter visto a Marta Suplicy vidrada nas pestanas de um engravatado. na festa, vi também o rogério, a débora e o doentinho - cuja cabeça foi usada como agulha do toca-discos do DJ (sem perguntas). depois, me lembro de uma transa bem gostosa com o arrá! te peguei! achou que eu ia dizer, né? foi rápido, intenso e molhado. adorei.

3) ontem, Pulp Friction no Beco justamente com o márcio e a tinoca. não, mentira minha. na verdade era uma outra dimensão, na qual entramos por acidente, através de um buraco negro incoveniente. não, sério, era o novo filme do David Lynch. ou um episódio de Twilight Zone, não sei. a única certeza que eu tenho é que foi a primeira vez que eu fiquei horas sentado no sofá conversando sobre os problema de dentro de si, enquanto a festa rolava na outra peça.

4) a dra. lourdes me fala tudo que eu não posso ouvir. eu odeio ela.

5) cheguei em casa à 4h30, crente que ia poder dormir até tarde. mas esqueci que a reforma da casa ao lado persiste até no sábado de manhã. na real, eu acho que é um grupo de artistas fazendo experimentações sonoras com maquinário e instrumentos de construção civil, tamanha a insistência deles. e cá entre nós, eles não são nada talentosos.
sábado - 25 de junho, 12h18min


Dez motivos que justificariam um romance entre eu e a Dani Moire

1 - ela saca de arte como ninguém que eu conheça;
2 - ela é paulista;
3 - ela tem peitão;
4 - ela é inteligente;
5 - ela toma cerveja;
6 - ela entende minhas piadas;
7 - ela é criativa;
8 - ela saca de moda;
9 - ela tem peitão;
10 - ela em peitão.
sexta - 24 de junho, 14h53min


sexy. muito sexy.
sexta - 24 de junho, 14h43min


tava escrevendo um puta post sobre os heterossexuais entrando em extinção, mas achei melhor apagar. eles podem se assustar.

ontem, breja com a tininha, o waltinho e a claudinha ali na República. e hoje, tem dra. Lourdes e tô cheio dos assuntos. eu disse assuntos, não problemas.
sexta - 24 de junho, 12h11min


crônica nova.

Primeiro a Internet (E Depois Também)

eu não acredito nas antologias de novos autores lançadas por editoras medianas. tampouco em seus concursos literários que visam a publicação futura de uma compilação de novatos. volta e meia recebo comunicado de editora convocando a galera pra mandar textos a serem reunidos numa só publicação. eu passo reto, primeiro, porque muitas dessas iniciativas são cobradas - e não é pouco, diga-se de passagem. segundo, porque tu coloca todo mundo no mesmo saco; os bons, os nem tanto e os dispensáveis. antologia de novos autores sempre é um pouco injusta. além do quê, ninguém compra.

toda editora tem a mesma história: começa pequena, acanhada e cheia de ideais de lançar só a nata dos desconhecidos. depois, ela descobre que tem que se manter. e que antes de seus princípios de fomentar a nova produção literária, precisa botar comida na mesa dos seus donos. afinal, mercado literário também é mercado. e é somente para manter-se no mercado que essas antologias de novos autores das editoras medianas são criadas. porque o que mais tem por aí é nego querendo se lançar e que aceita pagar para ter um espaço numa antologia, crente que vai ser a bola da vez.

eu fico com a Internet, onde a divulgação ainda é de graça. além disso, no meio virtual tu consegue ter uma resposta muito mais rápida do público leitor. e todo autor novato precisa saber se é lido. e, principalmente, se alguém vê qualidade no que ele escreve.

Internet é mais transparente. e todo mundo em começo de carreira precisa de transparência. ela dá segurança, nos faz saber com quem estamos falando, para quem estamos escrevendo e se o que criamos já não está sendo feito em algum outro lugar.

e tem ainda a possibilidade de diálogo que esse meio permite. é mais fácil alcançar outros novos autores através da Internet. assim se cresce, se aprende e se criam idéias novas. é um espaço democrático onde o acesso às novidades é muito fácil. afinal, literatura publicada na Internet não tem tiragem, não tem custo de gráfica e nem de distribuição. publicação no meio virtual não pode ser entendida só como divulgação, um estágio antes do último degrau - o papel. publicar na Internet também pode ser o objetivo, o fim. e enquanto continuar de graça, nós, os novatos, temos mais é que aproveitar. a Internet tá aí, espaçosa, bonita e disponível, oferecendo tudo o que um novo autor precisa pra alcançar o que ele mais quer - um público leitor.
quarta - 22 dejunho, 23h48min


Seleçõs do Reader´s Digest fez um levantamento dos supostos melhores posts de blogues da Internet tupiniquim. os escolhidos - e premiados - estão aqui. vale a pena.
quiarta - 22 de junho, 18h13min


ai, minha suprarenal.
quarta - 22 de junho, 16h22min


"Da maior ou menor acolhida dos governantes pelos munícipes ou líderes regionais pode surgir a safra de votos que decide tanto a manutenção dos partidos no poder central quanto no Congresso. As oligarquias são bases de apoio para os tratos entre os municípios e os poderes das repúblicas, no caminho que vai da base ao cimo, e são o filtro entre as aspirações dos poderes superiores e as bases urbanas."

mais, aqui.
quarta - 22 de junho, 14h46min


há dada mais aqui, ó.

extraviado daqui, ó.
quarta - 22 de junho, 11h12min


No, You´re Never Gonna Crack

eu sou obcecado por controle. a primeira pessoa que me falou isso foi a dra. lourdes, ano passado, na terapia. e, na verdade, só agora eu tô vendo o quão sério isso é.

ontem eu tive ataque de pânico, no serviço. foi o segundo esse ano - o primeiro foi em abril, no ônibus, indo pra Cidade Baixa. eu simplesmente entrei na sala do ricardo pra pedir alguma coisa e começou a me dar aqueles piripaques de distanciamento da realidade, não saber onde estou, palpitação, dificuldade em respirar e sentimento de que corria perigo. eu já li algo a respeito de ataques de pânico e, caramba, acho que nasci com a garantia de tê-los. eles acontecem freqüentemente em pessoas orgulhosas, obcecadas por controle, criativas e com dificuldades de se abrir. tipo, eu.

ontem, me levaram pro posto médico e me fizeram vários exames. eletrocardiograma (um barato, tem que ver!), glicose, exames neurológicos e não sei mais o quê. a princípio, não é nada físico, então ela me sugeriu psiquiatra - porque eu falei do ataque anterior, em abril, e da depressão não assistida na adolescência. não sei se é pra tanto, mas marquei dra. lourdes pra sexta-feira, às 19h.

ataque de pânico é ridículo. tu paga um mico do diabo na frente de todo mundo e fica com vergonha de ter de novo. é só por isso que volto pra terapia - pra não pagar micos piores no futuro.
quarta - 22 de junho, 10h15min


hoje eu acordei às 4h45 e fiquei pensando na vida até às 9h30, quando voltei aos prazeres oníricos. e, caramba, foi a madrugada de reflexão mais produtiva que eu já tive. levantei todo otimista, com a caixa de email cheia de coisas legais e com o blusão mais bonito do armário à disposição.

dia bom, esse.
terça - 21 de junho, 11h56min


LEMBRETE: PARAR O FOTÓGRAFO DO POABEAT NO MEIO DA PISTA NÃO RESULTOU EM BOA COISA. NUNCA MAIS DEVO FAZER ISSO.
segunda - 20 de junho, 17h30min


Alfajor Uruguaio

o que que a gente faz depois que conquista tudo que queria?

eu não faço balanços anuais. semestrais, muito menos. mas eu me peguei pensando sobre tudo o que aconteceu nesses primeiros seis meses de 2005 e concluí que tudo que eu queria conseguir, cada degrau que eu pretendia subir, eu subi. e agora não sei o que fazer. a sensação de não ter objetivo a curto prazo é bem angustiante, sabe?

minha colega do serviço acabou de me entregar um alfajor uruguaio que ela trouxe do Chuy. "o pessoal comeu e disse que é uma delícia". é estranho como sempre que entro num período de incerteza sobre a vida, o Uruguai me aparece na frente.

em 2003, estive em Montevideo por quatro dias. fui sozinho, de mochila nas costas e dinheiro contado. fui porque estava atravessando um período bem difícil e viajar, sair da rotina, me pareceu a opção perfeita. não estava fugindo de nada, estava buscando respostas. e as encontrei. voltei sabendo o que queria profissionalmente, da importância e da necessidade de dedicar-me à criação literária. voltei lá em 2004, para olhar pra mim mesmo com outros olhos e com outras dúvidas. na primeira viagem, Montevideo foi definitivo pra me colocar na situação que eu me vejo hoje. na verdade, na situação que eu me via há duas semanas atrás. acabo a primeira metade de 2005 sem saber o que fazer na segunda. tô bem perdido.

até agora, esse ano me trouxe muitas pequenas conquistas - coisas que eu planejava alcançar em um ou dois anos, consegui em seis meses. consegui entrar na oficina do Assis, consegui entrar para o estágio que eu meti na cabeça que ia conseguir, tirei segundo lugar em Conto e Crônica no concurso da Ulbra, fui publicado numa revista e ando recebendo puta feedback sobre meus textos publicados na Internet. e o que me fez perceber que eu não tenho mais objetivos a curto prazo foi o Voto de Louvor que me deram aqui no serviço - uma espécie de título em reconhecimento pelo trabalho executado. diz que a bagaça conta ponto extra em concursos públicos, não sei direito. quer dizer, tudo que eu queria, veio com acompanhamento. e agora eu não sei o que fazer, depois de tudo isso.

o alfajor uruguaio tá aqui na minha frente, me tentando. não a comê-lo, mas a voltar para sua terra natal. na embalagem, bem pequeninho, diz "Industria Uruguaya". será que as minhas decisões de vida também têm o selo de fabricação do país vizinho? se sim, é um problema, porque nem sempre eu tenho grana disponível pra voltar lá e buscar minhas respostas.

não sei o que esperar dos próximos meses. só não quero ficar parado, perdido, esperando sinais divinos me darem a indicação. sei que ainda tem muito a se fazer, só não sei claramente o que é, tampouco por onde começar. a única cosia que eu sei é que eu posso começar a guardar uma grana agora para, daqui a alguns meses, voltar para Montevideo. porque me parece que sair em busca de objetivos não deixa de ser um objetivo, né.

vou guardar esse alfajor para depois. tem muita cosia para fazer aqui no serviço.
segunda - 20 de junho, 14h28min


Orgasmo

a última vez que eu estive na NEO foi há quatro anos, em 2001. entrei, fiquei meia-hora e jurei que nunca mais botava os pés lá dento de novo. era uma arrogância explícita, um desfile de moda, uma gente metida, uma mistura de tipinhos bem desinteressantes e pretensiosos. aquele tipo de gente que sai pra se mostrar, não pra se divertir, saca? e no último sábado, constatei que o lugar continua exatamente a mesma coisa. pior, talvez, porque homem sem camiseta na pista não dá pra agüentar. a festa se chamava Orgasmo e eu nem quero saber se vai ter outra edição.

antes da função toda, tininha e eu fomos pra casa do márcio, onde enchemos a cara - uns mais que os outros, não é verdade? - até se esquecer como se chegava na festa. agora sei que não precisávamos nem ter ido. beber com a cris e o márcio, falar de sacanagem e prometer surubas que nunca vão sair da promessa foi bem mais divertido que aquele Orgasmo de música ruim e gente metida.

domingo veio sem DPF. graças. e a segunda me trouxe rinite alérgica. nada sexy.
segunda - 20 de junho, 11h45min


"E a gente começa a ter certeza de que é realmente nerd quando a família desiste de colocar recados na geladeira e começa a deixar papéis grudados no monitor."

por tininha.
saábdo - 18 de junho, 16h08min


UMA IDÉIA PATÉTICA PARA LEVANTAR SUA AUTO-ESTIMA

Finja-se de gringo e matricule-se num curso de português para estrangeiros, só para ser o melhor da turma.

vitor dornelles sabe das coisa.
quinta - 16 de junho, 11h47min


xi. família numerosa e barulhenta chegando.

socorro.
quinta - 16 de junho, 11h45min


dois posts seguidos que eu publico e deleto.

ignorance is a bliss. não é o que dizem?
quinta - 16 de junho, 11h40min


noite de sonhos horrendos.

primeiro, acordei às 2h me debatendo na cama, tentando matar um rato magérrimo e branco que tentava sair do meu travesseiro. quando abri os olhos e "ufa, foi só um sonho", senti vergonha. não sei porque.

voltei a dormir e sonhei que eu tava numa casa cujas peças eram todas entrecortadas por portas e by windows (sonho de gente fina é assim mesmo, cheio de estrangeirismos). eu me lembro de estar numa sala decorada com uma coisa meio "se Luís XIV tivesse uma batcaverna". era noite e uma mulher toda feia e estragada tentava invadir minha casa. mas eu não conseguia ver direito por qual janela ela ia entrar porque, como eu disse, era noite, além das muitas plantas à beira da janela. mas sei que quando ela entrou, eu matei ela com uma porrada na cabeça, usando uma escultura de bronze que eu achei na mesinha de canto. ela caiu no tapete e ficou ali, sangrando. acordei e eram 5h. pensando na vida, não dormi mais.
quarta - 15 de junho, 20h02min


eu acredito na Susan Miller.
quarta - 15 de junho, 18h01min


eu e o diego, colega do serviço, depois de longa pesquisa, conseguimos identificar o signo zodiacal de alguns personagens de Star Wars. sim, nós não tínhamos nada pra fazer. e sim, eu gosto um tanto assim de Star Wars, mesmo. o resultado tá aí embaixo.


Anakin Skywalker/Darth Vader
Escorpião

Honesto, corajoso, íntegro, intenso, magnético, profundo, reservado, perspicaz, enigmático e fiel até que sucumba ao lado negro da Força. Pode ser comparado ao Lúcifer, o anjo decaído. O grande pecado do escorpião, como o do ex-anjo, é o orgulho excessivo. O problema de Lúcifer era enxergar certas razões ocultas por trás da cantoria dos querubins - um desejo secreto de promoção naquele arcanjo que emitia uma nota mais aguda. Por isso ele acabou expulso do Paraíso, onde críticas, como as do Mestre Jedi Obi-Wan Kenobi, não são facilmente digeridas.


Padmé Amidala
Libra

Diplomacia é sinônimo de Senadora Amidala. Como todo libriano, seu desejo de agradar está intimamente ligado à imperiosa necessidade de que todos a vejam como a criatura mais agradável da Terra. Ou melhor, de Naboo. Ou ainda, do Senado Galáctico. Este signo regido por Vênus pode parecer um tanto fútil, mas isso é puro preconceito - o que seria do Olimpo sem sua Afrodite sacudindo os cabelos na espuma da praia? Como nunca lhe passa pela cabeça desagradar, o libriano é obrigado a contentar gregos e troianos, até mesmo com a Queda da República e ascensão do Primeiro Império Galáctico, promovido pelo Chanceler Palpatine.


Obi-Wan Kenobi
Câncer

O canceriano é um idealizador do passado e para ele nunca houve época mais feliz que a época da Velha República. Mesmo exilado em Tatooine, após a perseguição aos Jedis promovida pelo Império, Obi-Wan continuou esperando o retorno do passado de paz e Democracia na galáxia. Sensível, sensato e solícito, Kenobi prestou-se até para introduzir Luke Skywalker ao pragmatismo dos Jedis, porque sabia que o jovem seria o responsável pelo fim da Ditadura e retorno daquele passado cujo fim ele tanto lamenta.


Yoda
Peixes

Um peixes introspectivo é praticamente pleonasmo. Yoda, recluso em sua transcendência, saca tudo da Força. Devido à sua extrema sensibilidade, o pisciano tende a ouvir demais aos outros, mas às vezes demora para agir. A Força deu sinais de perturbação, com a presença de Anakin no Conselho Jedi, mas quando Yoda deu por si, o guri tomou o lado do Lorde Sith e passou a comandar as forças armadas do Império, sob o nome e a armadura de Darth Vader. Sua capacidade de ação confunde-se, às vezes, com sua capacidade de ordenar sujeito, verbo e predicado em uma frase. Apesar da viva intuição pisciana, o verde e orelhudo Yoda continuou na típica resistência passiva do signo.


Chanceler Palpatine/Darth Sidious
Áries

Responsável pelo golpe que deu fim à República e instalou o Império Galáctico, o belicoso Darth Sidious agia por trás da máscara do democrata Chanceler Palpatine, líder do Senado. Um dos últimos representantes da antiga Ordem Sith, o ariano Palpatine só tem uma coisa em mente: o poder. Como bom ariano, ele tem absoluta certeza de que tal modo é a única maneira de se fazer as coisas, e é óbvio que ele jamais pensaria de outra forma. Teimoso, obstinado e dissimulado, Sidious ocupa a mesma casa zodiacal que um conhecido ditador da Terra – Hitler. Amantes do controle absoluto, os arianos sabem como conseguirem o que querem. E nem sempre isso implica em jogo limpo.


terça - 14 de junho, 20h04min


O Destruidor

eu não era popular no colégio. não servia pra me encaixar em nenhum grupo. não era um dos bagunceiros do fundo da sala, nem um dos inteligentes lá da frente, tampouco um daqueles bons em esportes, de auto-estima inabalável e com as putinhas miando em volta. eu simplesmente não me encaixava em nenhum grupo e isso não era nada divertido.

mais de uma vez, ao longo dos meus 11 anos de primeiro e segundo graus, fui chacota da aula. óbvio, porque quem não se encaixa é esquisito. e ser o único esquisito em uma turma com 37 pré-adolescentes faz o cara entender a realidade de uma forma bem brutal e solitária.

quando eu me via totalmente sozinho e rejeitado, imaginava as paredes da sala de aula vindo abaixo. eu queria destruir tudo. aquela idéia de entrar no colégio armado e sair atirando a esmo é minha e foi roubada por dois americanos de Littleton, Colorado. me lembro de sentir imenso prazer em imaginar a destruição completa e absoluta de tudo que existia ao meu redor. eu era um dos quatro cavaleiros do Apocalypse, só que não sabia cavalgar.

eu sonhava com o dia em que eu teria forças e recursos suficientes pra poder atacar todo mundo e acabar com a minha exclusão. porque, ora, se não há vencedores, não há perdedores. e o perdedor só aparece quando destrói o mundo dos vencedores. eu era uma bomba de grande impacto sem a trava de segurança. queria explodir e colocar tudo abaixo. era um deleite imaginar o fim de tudo.

lá no início dos anos 90, eu tinha uma HQ do Super-Homem entitulada "A Destruição de Metrópolis". na história, Lex Luthor estava morrendo e decidiu levar tudo consigo - ou seja, a cidade inteira. na minha cabeça, Porto Alegre também foi destruída. e mais de uma vez. via os prédios desabando e caindo sobre os pedestres, me divertia com isso. filmes catástrofe de Hollywood deixavam a desejar, perto do meu delírio destrutivo. bombas que explodiam quarteirões inteiros, corpos jogados pelas ruas, poeira de concreto tapando a luz do sol - o 11 de setembro foi eu que inventei. eu tinha força suficiente pra acabar com o mundo quantas vezes eu quisesse. só que com o tempo, eu fui vendo que destruir o mundo é muito caro e que eu poderia atacar todo mundo de outra forma mais acessível - escrevendo.

meus textos são meus punhos em riste. ataco com um e defendo com outro. são a minha resposta aos vencedores do colégio. aquela mesma força destruidora que eu aplicava aos meus devaneios apocalípticos passou a ser colocada em palavras no papel. e eu vi que eu conseguia ter alguma reação das pessoas ao meu redor. elas gostavam, achavam que eu levava jeito pra coisa. mal sabiam elas que eu havia descoberto que a linha que separa o artista do serial killer é muito tênue.

eu não escrevo porque é bonito ou porque faz bem pro meu coração. quando filosofo sobre qualquer banalidade das relações sexuais, sou eu tentando sobreviver. e nesse mundo, só sobrevive quem ataca. quem resta, no final, é quem gosta do atrito, do fogo, de destruir o mundo. quem cria com paz no coração não faz arte, faz manual de auto-ajuda.

todo mundo que se dedica a qualquer trabalho criativo tem questões da infância mal resolvidas. porque criar ainda é a melhor opção, considerando-se a força de ataque que há dentro do espírito criativo. antes usar essa força na criação e ouvir de desconhecidos que tu é bom no que faz a matar meia dúzia de gato pingado e acabar atrás das grades, com uma mísera manchete no jornal de que a PF prendeu um assassino em série. criar ainda é o mais seguro. destruir o mundo exige dedicação, empenho e investimento maior que para escrever um romance de 700 páginas. e enquanto a ordem for essa, eu vou continuar tentando sobreviver àquelas passagens infelizes e marcantes da minha infância. se as coisas mudarem, quem sabe, posso ser o próximo Bin Laden. mas não se preocupem, meus afetos - eu os aviso antes e sugiro abandonarem Porto Alegre. porque o dia que eu inventar de destruir, não vai restar muita coisa pra contar a história.
terça - 14 de junho, 11h52min


nem sei se eles querem, mas pouco me importa também:

descartavel.com tá no ar - finalmente - sob o comando da mme. Dani Moreira e do exmo. Eduardo Sguerra. arte, moda, cultura, luxo, coisas finas, tudo de graça. um manual online pra quem gosta de saber um pouco mais do que a vida de working class hero pode dar. passa . vai adquirir um pouco de cultura, vai.
segunda - 13 de junho, 22h05min


"O generoso é esperto. Ele faz alianças de alta conveniência. Associa-se aos egoístas, que fazem as maracutaias, e ele se beneficia. O sócio é um safado que faz negócios ilícitos, mas ele aproveita o dinheiro, sendo sempre o bonzinho. O generoso é um oportunista disfarçado. Dá uma casa bonita para a família mas mora nela. Diz que não se incomoda em morar em um “moquifo”, mas tem dificuldade de se separar e abrir mão da casa. É tudo espetáculo."

eu, talvez?

mais, aqui.
segunda - 13 de junho, 20h22min


Depressão Pós-Festa

sábado, tava determinado a não ficar em casa e ir na Pulp Friction coma tininha. e fomos. e tava bem legal. o márcio foi junto também. e encontrei uma galera que não via há um bom tempo - patella, mallmann e carol-amiga-da-pati-da-carris. o som tava um capricho só - U2, Marvin Gaye, Madonna, Le Tigre e (claro) Basement Jaxx. teve até um ou outro Depeche Mode, lá pelo meio. enfim, rendendo tudo, festa ótima, two thumbs up. saímos às 5h50, fomos comer, chego em casa às 7h30. durmo cinco e horas e acordo com uma puta DPF - Depressão Pós-Festa. e, meu, dessa vez foi hardcore.

me é muito comum o sentimento de vazio enoooooorme no dia seguinte a uma boa festa. algumas vezes é mais forte que outras. e sua manifestação varia bastante, também. mas domingo, eu tava com o pé na cova. acordei com imagens de armas de fogo, balas e sangue pipocando na minha cabeça. disso, veio a idéia de suicídio. "o que que eu tô fazendo com a minha vida?! por que esse vazio?! olha o tempo que eu tô perdendo! olha o dinheiro que eu gastei! só tem mais um dia no meu fim-de-semana e já tá morto! vou parar com tudo isso! cansei!!. essa é uma linha de raciocínio bem comum na minha DPF. outra é a que fala de uma renovação espiritual. "por que esse vazio?! eu tô virando nuam coisa superficial, eu sou um nada, uma casca! vou parar de ir em festa! vou entrar para o grupo religioso de jovens! quem sabe assim eu não sinta mais esse vazio! o problema é que se eu entrar para um grupo religioso de jovens, eu não vou mais ter assunto com os meus amigos! vou usar calça social, gravata e colete azul-marinho, vou sair pregando de porta em porta, meus amigos não vão me agüentar, vão me abandonar, eu não vou mais ter assunto, nem escrever mais eu vou conseguir! prefiro morrer a ter que passar por isso".

ok, eu sei que parece ridiculamente engraçado, mas quando o cara tá no meio da DPF, é tudo muito sério e doloroso. parece que não há sentido algum em sair e se divertir. eu não entendo. é como se houvesse uma descarga muito forte de alegria, ali na pista do Ocidente, com música boa e os meus amigos em volta, que quando acaba e eu volto à realidade, não vejo sentido em mais nada. é estranho isso. e ocorre, tipo, muito seguido. mas nunca tinha sido tão marcante quanto nesse findi.

agora, na sã consciência de uma segunda-feira nublada e mais ou menos, sei que jamais me mataria por sentir um vazio enoooooorme depois de uma boa festa. tampouco entrar para um grupo religioso de jovens chatos, caretas e mal-vestidos. sei que não cometeria uma loucura dessas, nem durante a pior das DPF. mas que é um saco, é, caramba.

não sei se deveria fazer alguma coisa. procurar ajuda, pesquisar sobre. não sei o quão comum isso é, mas já ouvi muita gante falando sobre DPF. mas sempre me pareceram relatos engraçados, bem-humorados mesmo, sobre umas loucuras que a gente pensa, depois de se divertir à beça. eu só não imaginava que um dia eu pudesse ter um colapso nervoso desses, assim, forte pra burro.

e jura que eu vou parar com a minha vida, também. antes sofrer porque me divirto a sofrer porque não posso me divertir. parei.
segunda - 13 de junho, 11h49min


olha a hora. tô saindo do serviço. deu.
sexta - 10 de junho, 22h54min


frase do dia: "rejeição demais causa câncer" - Woody Allen.

ontem eu consegui pela primeira vez ver um filme inteiro do Woody Allen. superei a irritação inicial de ver aquele meia-bomba caidaço, quatro-olhos, disléxico e verborrágico e, pô, me diverti pra burro. o filme, "Igual a Tudo na Vida", tem no elenco a Cristina Ricci (com tudo em cima, diga-se de passagem) e o Sr. Eu Tenho Nariz Grande Mas Sou Atraente Mesmo Assim, mais conhecido pelo papel principal em American Pie. assitam. é engraçado, irônico, sagaz e patético - que nem eu.

e eu tô cheio dos assuntos hoje, tá vendo?
quinta - 9 de junho, 11h59min


alguém mais tá sofrendo com a saída da Ana Paula Padrão da Globo e aterrissagem no SBesTeira?

o Jornal da Globo é o único telejornal diário que eu assisto. ou seja, antes de dormir, o último rosto que eu vejo é o da tudo de bom-deusa-rainha-cobiçada Ana Paula Padrão. ou melhor, via, né, porque ela já largou a bancada do JG nas mãos do William Wack e da Cristiane Pelajo - ex Globonews. eles são legais, também, mas eu prefiriria o Wack apresentando sozinho. quer dizer, a Pelajo sabe o que faz, além de dar um equilíbrio bacana ao programa. porque quando eu olho pro Wack, penso em pautas internacionais, e quando olho pra Pelajo, penso em matérias sobre cultura brasileira. o problema é que agora são duas pessoas pra conseguirem o equilíbrio que a Ana Paula conseguia sozinha. e agora, quando penso em Ana Paula Padrão, penso no sorteio do Baú da Felicidade - aquela Ana Paula Padrão que foi umas quatro vezes pro Afeganistão, que tanto presa à bancada do Jornal da Globo ou perdida nas ruas de alguma viela do interior da Índia, tava sempre superbem. e, caralho, a olhadinha que ela dava na hora certa, quando ia trocar de câmera, uma coisa meio "eu tô te vendo aí, te cuida, hein?". eu assistia o JG só pra ter o regozijo com a olhadinha de troca de câmera da Ana Paula Padrão. espero que o Sr. Topa Tudo por Dinheiro não a coíba de forma alguma.

deu. desabafei. próxima pauta: cd novo do Garbage.

tá tocando aqui, agora. nota 9,3 pra eles. conseguiram a dosagem certa em guitarrada, luxúria e ressentimento por relações fracassadas. é barulhento, rápido, divertido e sexy - que nem eu.

e essa noite eu sonhei que o Tom Cruise tava apaixonado por mim e foi me buscar lá na Justiça Federal. eu me lembro que a mulherada tava louca pra tirar uma casquinha porque, pombas, é o Tom Cruise, né. e eu fiquei recolhido no meu canto, com um meio sorriso no rosto e pensando "nem adianta, sirigaitas. é comigo que ele vai embora". ah, o poder do sexo. digo, do amor.
quinta - 9 de junho, 11h41min


a Bolívia tá toda estragada faz semanas; o Brasil tá com mais uma CPI e caso de corrupção - depois neguinho fica brabo quando americano diz que vai fiscalizar as frágeis democracias da região.

tem vezes que eu acho que a América do Sul deveria ser toda privatizada e transformada num grande e luxuoso estacionamento. porque experiência em cuidar carros alheios estacionados à beira da calçada nós temos de sobra, né.
quinta - 9 de junho, 11h15min


quem mente sobre os motivos da Guerra ao Terror, estupra o Iraque, cria uma guerra civil no Oriente Médio, divide a Europa e faz os americanos (os legais) sentirem vergonha da própria condição de americanos tem o cartaz sujo demais e só perdoando a dívida dos países pobres mesmo pra parecer um boa-praça.

se ele fizer isso, eu voto nele. pra qualquer cargo que ele concorrer.
terça - 7 de junho, 21h


exceto o primeiro e o último, todos batem.

What You Really Think Of Your Friends

Rodrigo is your soulmate.
You truly love Cris.
You consider Mel your true friend.
You know that Cryka is always thinking of you.
You'll remember Walter for the rest of your life.
You secretly think Cacá is creative, charming, and a bit too dramatic at times.
You secretly think that Patella is colorful, impulsive, and a total risk taker.
You secretly think that Doentinho is loyal and trustworthy to you. And that Doentinho changes lovers faster than underwear.
You secretly think Melina is shy and nonconfrontational. And that Melina has a hidden internet romance.


terça - 7 de junho, 11h14min


o Mão Branca é um autor de Brasília - me parece - que não revela sua identidade nem a pau. no site dele, há uma lista de novos autores que ele considera legais e meu nome foi gentilmente incluído na lista. passa . aproveita e lê alguns textos dele. são bem peculiares.

noite forte, ontem. na verdade, forte até demais. acabei indo pro HPS às 6 horas com uma fissura no osso do dedão do pé. tomei injeção no popô e me enfaixaram. nada glamuroso.

antes disso, tava tudo legal. o Beco é legal, a música tava legal e as companhias eram ducacete. momento Foi Pra Isso Que Eu Vim: "Only Happy When It Rains" e "Push It" do Garbage, assim, bem alto. e também "Heart of Glass", do Blondie com bastante espaço pra fazer passinhos ´70s. porque quando meus dois pés estão inteiros, eu faço passinhos ´70s, sim.
sábado - 4 de junho, 18h34min


crônica nova.

Quando a Carência é a Regra

nem toda oferta de amor é amor. por mais seguro, certo e recíproco que pareça, nem sempre o que o outro está nos oferecendo é amor de fato. às vezes, nos sentimos suficientemente à vontade para corresponder ao que estão nos oferecendo e, por isso, acabamos por acreditar que seja amor verdadeiro – resoluto e incorruptível. mas a carência de um pode ser tão retumbante que anula a possibilidade de qualquer reciprocidade amorosa – não importando o esforço empregado ou o quanto queiramos nos iludir.

há quem subentenda que amor seja o alento à solidão. ledo engano. ninguém é responsável pelo fim da carência do outro. acho que foi o Verisimo que disse, certa vez, que quem tem medo da solidão, tem medo dos próprios pensamentos. ora, se tu não sabe conviver contigo mesmo, como vai saber conviver com o outro? ter a responsabilidade de tapar o buraco do outro é fardo grande demais que ninguém merece carregar. e é nesse desespero por ter seu buraco tapado que a oferta do carente confunde-se com oferta de amor.

poucos são os que têm a capacidade de oferecer amor. o que mais tem por aí são carências e solidões disfarçadas de amor. todo mundo sabe que possibilidades de amor surgem com as gentilezas sinceras, ligações espontâneas e a predileção pela reciprocidade. e é na busca pela reciprocidade que o envolvimento amoroso é testado: se é amor, a reciprocidade existe e une mais ainda; se é carência, ela logo é revelada. afinal, sacanagem mesmo é determinar que o outro vai tapar nosso buraco. o carente não ama um, ama o primeiro pobre coitado que aparece na frente pra acabar com sua solidão. para o carente, ninguém é especial.

ninguém procura alguém que tenha um buraco a ser tapado. todo mundo quer sentir-se seguro, quer reciprocidade genuína, quer saber que o amor que se pode dar vai ser retribuído justamente com amor. porque amor é precioso demais para gastar assim, com qualquer um. o carente, inconformado e intolerante com a própria condição de solitário, nunca vai ter sua dor aplacada, nunca vai encontrar alguém que se disponha a acabar com toda sua dor e ressentimento. o carente é uma vítima diária do próprio ressentimento. ele usa o amor como arma de conquista para pôr fim à angústia da própria carência. ou seja, o carente não tem amor pra dar, ele precisa roubar o amor que há de sobra no outro para poder amar a si mesmo. o carente é um ladrão. quem, do alto de sua sanidade, se dispõe a ter um convívio amoroso com alguém assim?

antes de procurar amor nos outros, o carente tem que saber procurar amor em si mesmo. porque ninguém pode dar o que não tem de sobra. amor não é trocado que todo mundo carrega no bolso, por aí. quem tem amor pra dar, guarda no banco, num cofre de alta segurança, onde o acesso de qualquer joão ninguém não é permitido. e a chave do cofre tá bem guardada, para ser utilizada em situações especiais, quando o investimento amoroso tiver um retorno garantido. e não tem mercado mais instável que o do carente ressentido, onde o retorno nem sempre é o que parece ser.
sexta - 3 de junho, 11h58min


então. hoje eu matei oficina e fui curar a deprê no cinema. vi "Episódio III - A Vingança dos Sith" duas vezes seguidas. na verdade, decidi ver de novo porque bem no final do filme eu tava tão apertado pra urinar que comecei a ter suador e a ficar sem respiração, daí não consegui prestar muita atenção na melhor parte. e eu não sou bobo de sair do cinema pra mijar e perder a cena do Anakin colocando a máscara de Darth Vader, né. por isso julguei sensato da minha parte voltar pra ver de novo e me certificar que a angústia da urina implacável não me fez perder nada de importante no filme.

Star Wars é uma daquelas fábulas que falam muito da nossa sociedade, em um universo criativo próprio e autêntico. e "A Vingança dos Sith" definitivamente é uma parábola de como a liberdade e o sistema democrático são frágeis e que um líder um pouco mais tendencioso pode botar o trabalho de anos no lixo. Episódio III é sobre essa destituição da democracia como o regime ideal para um povo. e é também sobre como um único homem pode mover uma multidão de legisladores por uma causa que parece justa, causando malefícios a um povo inteiro.

o filme dá um certo cutucão na política externa do atual governo americano. Anakin, já rebatizado de Darth Vader, tá prester a degladiar-se com seu antigo mentor, Obi-Wan Kenobi, e, de costas pra câmera, anuncia: "ou tu tá do meu lado ou tu é meu inimigo". Bush fez isso também, em 2002, ao anunciar a Guerra ao Terror. "ou vocês estão do nosso lado ou do lado dos terroristas". e as semelhanças não param por aí. enquanto Bush dizia que a Guerra ao Terror pretendia levar a liberdade aos povos oprimidos do mundo, Darth Vader anunciava que o advento de seu Primeiro Império Galáctico traria igualdade e paz para toda a galáxia. Hollywood é esperta. e Star Wars, mais ainda. no meio de todas aquelas explosões, naves, robozinhos e monstrinhos, tem muita metáfora e parábola sobre os valores humanos, como família, lealdade, fé e poder. claro que nem toda superprodução americana tem um viés inteligente. mas Star Wars, além de ser antológico e clássico, trata de todos os assuntos que nós, seres humanos habitantes do mundo ocidental civilizado, julgamos importantes. e faz isso de uma maneira bem sedutora, com bastante marketing e a criação de personagens ícones, que conseguem habitar o imaginário pop por décadas.

Hollywood é boa, sim. tão boa que consegue colocar uma boa história por trás de um monte de efeitos especiais cheio de preciosismos. e Star Wars é a apoteose desse jeito hollywoodiano de dizer algo.
quinta - 2 de junho, 21h40min

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