Produção sem fim
quando eu era pequeno, eu adorava Tina Turner e, com todo aquele cabelo loiro, não acreditava que ela fosse negra.
isso, claro, só pra dizer que já tô trabalhando numa versão em português para um hit dela:
What's love got to do, got to do with it?
Consideração pelos leitores
eu tô com uma vontade desesperada de começar de novo com aquele chororô de "eu tenho 23 anos e nem um tostão furado no bolso", mas não o faço porque sei que vocês não tem mais saco de ouvir.
mas que eu precisava de alguém que me desse um tapa no ombro e dissessse "meu, é pra lá que tu tem que ir, ó", precisava.
Fábulas modernas
muitos eventos bacanas na última semana. sábado à noite, Rafael Vivian, aka doentinho, lançou sua coleção Fabulous em desfile lá no Gasômetro. com tema inspirado pelas fábulas infantis misturadas com sarcasmo e ironia, ele mandou bem no seu primeiro fashion show. a Debora Ydalgo também. com o nome de Noite, sua coleção brincava com silhuetas, romantismo e com o masculino e o feminino. tudo muito elegante e precioso. destaque para a bicha dandy que mandou bem na saída da passarela.
na terça, palestra em inglês no STB Brasas sobre amor, sexo e relacionamentos no mundo moderno com o psicólogo Daniel Ritzel. discutimos as fabulosas relações contemporâneas em conflito com as das gerações passadas e assistimos trechos de Sex and the City. tudo com muito humor, sofisticação e sem rodeios.
ontem, palestra intitulada Verdade e contra-verdade, ministrada pelo Mestre em sociologia e jornalista paulista Marcelo Coelho. aprendi bastante e saí quase louco. a palestra era parte da programação do evento O silêncio dos intelectuais, que pretende discutir o papel dos "clérigos" em tempos de incertezas e de fábulas políticas, artísticas e sociais.
hoje, nada fabuloso. exceto o fato que a cacá fez eu me lembrar que eu adorava UB40, quando mais novo. já valeu o dia.
Sanidade, enfim
"Mais uma vez, Lula pediu que não se misture "ideologia com economia" e admitiu que idéias da esquerda como a revolução ou o antiimperialismo são obsoletas. "Nunca tive obsessão pela etiqueta de esquerda. Sou torneiro mecânico de profissão e militante do Partido dos Trabalhadores (PT), cujo compromisso fundamental é a construção de uma sociedade mais justa", afirmou."
se é verdade, eu não sei. mas que é razoável, é. mais aqui.
Quem refresca c* de nerde é enciclopédia
sem muito trabalho no dia, me pus a brincar no Wikipedia, pesquisando sobre diversos assuntos. dentre eles:
- liberalismo clássico;
uma vez a dani moire me disse "sai do armário, nerde". mas eu tenho medo, né.
de todas as versões em português de sucessos pop que eu já fiz, essa daí é a que o povo mais gosta. acho que é porque ela deve ser cantada com sotaque carioca, senão perde o charme.
Dressed for success - Roxette
Tried to make it little by little
Whatcha gonna tell your brother? - oh oh oh
I'm gonna get dressed for success
I'm not afraid, a trembling flower
Whatcha gonna tell your brother? - oh oh oh...
O que tu vai dizer pro teu irmão? - oh oh oh...
Repete refrão, né
Look sharp!
achei esse texto aí fuçando nos arquivos do Pessoas do século passado.
***
Lembro-me que no conto O MEDALHÃO (escrito por Machado de Assis), o pai mostrava para o filho as normas e as etiquetas de como se comportar, para que ele fosse um medalhão.
Ao escutar ou ler as entrevistas de vários artistas, fico com a impressão que há uma regra a ser seguida. Pude observar que existem várias frases comuns a todos eles:
1- Na verdade, sou muito tímido. Não queria seguir a carreira de ator, mas um amigo me chamou para um teste. Depois nunca mais parei de interpretar.
2- Sou uma pessoa simples, gosto de ficar descalça e sentir o pé na terra fresca. Não sou especial, sou comum como outra qualquer. Gosto de fazer compras, levar meus filhos ao colégio.
3- Tudo mudou na minha vida, quando fui para Bali. Percebi que a humildade é tudo para se chegar à espiritualidade. Vi que as coisas materiais nadam significam. É bom a pessoa buscar seu eu interior, saber quem realmente é.
4- Quero uma pessoa que seja fiel, amiga, carinhosa e inteligente.
5- O carinho que eu mais gosto... cafuné.
6- Estou com alguns projetos em andamento...
7- O sucesso não faz a minha cabeça.
8- Agora, estou me reconstruindo.
Os aspirantes a artista devem dar uma olhada nessas frases. Serão muito úteis, quando vocês forem entrevistados.
Os cabelos saem pelas entradas
"De acordo com o cirurgião plástico Benedito Figueiredo Filho, a maior parte dos que procuram atendimento médico (cerca de 70%) têm entre 17 e 26 anos, idade em que há grande afirmação da sexualidade. 'É a fase das conquistas, e eles pensam que a calvície é um empecilho inaceitável', diz o médico.
Há homens que até se acham impotentes por conta da careca, outros reclamam de queda no desempenho profissional, conta o tricologista (especialista em pêlos) e diretor da Sociedade Brasileira para Estudos do Cabelo, Valcinir Bedin."
tá aí a raiz dos meus problemas: na cabeça. e do lado de fora, não de dentro. matéria completa aqui.
Evo habla
"Es verdad, en el pasado yo estaba contra las oligarquías, pero reconozco que fue un error porque necesitamos empresarios."
Prisões brasileiras Ltda.
pesquisando sobre os recentes acontecimentos em São Paulo e o sistema carcerário brasileiro, acabei me deparando com a privatização dos presídios. e, claro, quando se fala em privatização, se fala em EUA. descobri que no Texas 40% das prisões são administradas pela Corrections Corporation of America - uma empresa que constroi e administra prisões federais, estaduais e locais em diversos estados americanos. o que é mais curioso é que eu descobri que lá existe um prêmio chamado Agente Carcerário do Ano.
a sociedade do consumo é mesmo uma maravilha.
Terror em São Paulo
Ruth Lemos, a mais famosa nutricionista do Brasil, comenta os recentes ataques de criminosos a postos policiais, bancos e quartéis de bombeiros na capital paulista:
- eles precisam saber-saber que até os paulistanos-anos também quere-erem viver-er mais e com qua-qualidade di vidi-idi.
*post fruto da minha cabeça imaginativa, né
EUA querem zerar tarifa para importação de etanol brasileiro
"Em entrevistas concedidas aos principais jornais e agências de notícias americanas, os presidentes (sic) dos Estados Unidos, George W. Bush, e o líder da maioria republicana no congresso, John Boehner, admitiram a possibilidade de zerar a tarifa de importação do etanol brasileiro, atualmente em US$ 0,54 por galão (3,78 litros)."
***
"Velasco acredita que não apenas o lobby agrícola interessado em subsídios e proteção ao mercado está bloqueando a derrubada da tarifa, mas há também a preocupação com a falta de previsibilidade sobre o abastecimento. "Os americanos querem saber se o abastecimento do mercado com álcool brasileiro é confiável ou se haverá tarifa de exportação numa entressafra, por exemplo, e falta do produto", observa."
daqui.
I Saw The Sign
eu preciso confessar uma coisa.
eu ando ouvindo Ace of Base à exaustão, ultimamente.
New York Times
Agência de Notícias Bumerangue!
Delírio
vontade de começar uma vida nova na praia, morando numa cabana, sobrevivendo da caça, da pesca e da venda de miçanga.
Quebra-cabeça
quem conseguir montar primeiro e adivinhar onde se passa a ação, ganha um brinde.
post roubado da mel.
Evo cumpre
o Evo Morales não pára mais. tá na hora de mostrar quem é que manda.
Promiscuidade à venda
todas viram putas com o tempo.
Bolsona
"A Bolsa brasileira cresceu meio PIB brasileiro nos ultimos dez anos. O Brasil começa a ficar um país rico porque as empresas brasileiras passam a valer mais na Bolsa. Os ativos das empresas brasileiras na Bolsa subiram R$ 1,1 trilhão nesses dez anos. Foi isso o que aconteceu em Portugal e na Espanha, paises que ficaram ricos em dez anos. O Brasil, como Portugal e a Espanha, cresce mais na Bolsa do que no PIB."
daqui.
A ignorância é uma benção
eu apaguei o post do questionário porque eu prefiro não pensar sobre aquilo tudo.
quem me chamar de covarde, apanha.
Para um leitor
g, qual teu email?
Um perfil e um H de diferença
o pitas tá dando pau e a culpa não é minha.
No PdSP
"Estrela cadente" e "O petróleo, o gás e um populista sul-americano" estão na capa do Pessoas do Século Passado.
Jornalismo específico em Porto Alegre
segundo a minha colega do serviço, o problema do mercado de Jornalismo em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul é que aqui não existe a cultura do jornalista que presta assessoria específica, como ocorre em São Paulo. por exemplo, eu gostaria muito de trabalhar com jornalismo da área de combustíveis e questões energéticas, ao mesmo tempo que adoraria lidar com questões urbanísticas, planos diretores e coisas do gênero. mas tem também o jornalismo ecológico, que além de ser ducacete, dá todo aquele sentimento de "estou fazendo algo pelo todo, não só por mim", que sempre dá satisfação pessoal. e não é de agora que eu comecei a pensar sobre essas três áreas tão distintas.
combustíveis e questões energéticas me pareceram interessantes pela primeira vez que 2004, quando eu trabalhava na assessoria da Carris - companhia de ônibus de Porto Alegre, para os estrangeiros. as pautas que eu mais me puxava eram as que falavam de novos combustíveis, ou a reforma do posto de abastecimento que impedia o vazamento de óleo e gasolina para o solo, através de um sistema de canaletas e reservatórios que mantinham os fluídos poluentes longes da terra. combustível e fontes de energia é assunto sério e vai dar muito o que falar nos anos que estão por vir - vide o artigo abaixo.
o jornalismo urbanístico vem da minha necessidade em saber como andam os projetos locais para o futuro das cidades. zoneamento, altura de prédios, impacto ambiental, concentração populacional, são pontos importantes que mexem com a vida de todo mundo que mora em capitais. por exemplo, o post abaixo, sobre o bairro Menino Deus. eu estou oficialmente me apaixonando pela região porque é visível que daqui a uns três ou quatro anos, o Menino Deus será um dos bairros porto-alegrenses que mais atrairá comércio, serviços e, naturalmente, residentes. as avenidas são largas e limpas, as ruas paralelas e transversais são arborizadas, o comércio é muito rico e a população é diversificada. tem famílias, estudantes, universitários, senhores cabeça-branca - todos desfrutando das facilidades do Menino Deus, de seu fácil acesso e suas inúmeras opções. é um prato cheio para quem procura diversidade sem andar muito. definitivamente, eu quero acompanhar o Menino Deus só para conferir como ele vai crescer - processo que já se iniciou, com a construção de espigões residenciais e comerciais de 17 andares ao longo da Avenida Getúlio Vargas.
a terceira área mencionada, o jornalismo ecológico, abarca as duas questões levantadas anteriormente e muito mais. meu interesse não é trabalhar com a divulgação de projetos de preservação ambiental lá no interior do Tocantins. é ajudar a promover uma relação de respeito e troca entre o homem e o meio ambiente. e por meio ambiente não me refiro tão somente à natureza selvagem, como muitos erroneamente entendem. meio ambiente não é só sobre bicho, é sobre gente também. o homem modifica o espaço ao seu redor e o espaço modifica o homem que está ali inserido. há uma relação direta entre homem e meio ambiente que implica em inúmeras situações e cenários, como consciência cidadã, importância da participação de todos na manutenção de um espaço, relações entre sociedade civil, governos e ONGs. é um campo muito rico que sempre vai render pautas muito ricas. por isso, eu gostaria de um dia trabalhar com isso.
a minha sorte é que ainda tem tempo para analisar e experimentar áreas jornalísticas diferentes antes de me formar. quem sabe não aparece uma quarta opção. ou, quem sabe, eu realmente consiga me dedicar a uma dessas. já seria feliz o suficiente. só espero que o mercado porto-alegrense colabore com isso.
(e cá entre nós, jornalismo cultural é uma bobagem)
Menino Deus
A diversão do meu fim de semana
aqui.
artigo novo.
O petróleo, o gás e um populista sul-americano
Nunca se falou tanto em combustível quanto nos últimos três meses. Primeiro foi o Bush reconhecendo que a América é "viciada em petróleo" e que precisa encontrar outras fontes de energia que não dependam tanto de sheiks árabes malucos e pseudodemocracias instáveis do Oriente Médio. Afinal, com 4,5% da população mundial, os Estados Unidos consomem 25% do petróleo do mundo. E a maior parte desse petróleo vem da terra de Maomé: a Arábia é dona dos Estados Unidos e isso é péssimo para os americanos e para o resto do mundo - porque se eles param, nós paramos também. Bush, pensando no futuro (é estranho colocar "Bush" e "futuro" na mesma sentença), bancou o bom moço dizendo que vai aumentar a destinação de verbas para os programas que exploram a busca por outros combustíveis além do petróleo, como o etanol – que no Brasil é conhecido como álcool. Em seguida, a BBC produziu um especial para a televisão sobre o programa brasileiro de carros movidos a álcool. Lançado nos anos 70, quando o Brasil ainda sofria com a ditadura, o programa de carro a álcool tem sido levantado como exemplo de solução criativa e viável de um combustível alternativo. A matéria salientou o aumento na venda de carros Flex - automóveis movidos tanto a gasolina quanto a álcool – no Brasil e passeou pelos campos de cana-de-açúcar no interior de São Paulo que abastecem a indústria brasileira de etanol. Por fim, traçou um paralelo com a insípida indústria do gênero nos Estados Unidos, dizendo que se os EUA querem mesmo achar outro combustível para os seus automóveis além da gasolina, que precisa do petróleo para ser produzida, o álcool é a melhor opção. Ou seja, o bom para os americanos é aproximar-se do Brasil e aprender conosco que cana-de-açúcar não serve só para fazer caipirinha, serve também para mover automóveis.
Na contramão do diálogo entre nações que buscam resolver juntas suas questões acerca de combustíveis para a indústria e consumidores domésticos, a Bolívia, do populista Evo Morales, nacionalizou as reservas de gás de seu país e aumentou os impostos sobre as multinacionais que exploram o recurso em território boliviano, como a brasileira Petrobras. Ao fazê-lo, Morales baniu a participação de empresas estrangeiras na fraca economia da Bolívia – país mais pobre da América do Sul – e conquistou a população mais pobre do país com o velho discurso da soberania nacional sobre seus recursos naturais. O que Morales não sabe, ou finge não saber, porque jogo político pode envolver aparentes retrocessos econômicos, é que em um mundo de economia globalizada, ou você se adapta ao capitalismo e tira proveito próprio disso ou se exila junto a colegas de ideologia e luta por causas perdidas que não abrem novas estradas no incerto futuro das relações comerciais e diplomáticas mundiais.
Segundo o jornal britânico Financial Times, a televisão boliviana tem divulgado a nacionalização das reservas de gás bolivianas como o golpe de mestre de um governo que luta pela soberania de um país e que tem os olhos voltados para o futuro, ressaltando a velha retórica do direito da detenção de um povo sobre os recursos de suas terras. A rebeldia adolescente de Morales é elevada à categoria de revolucionário popular e não populista. Na propaganda televisiva, o anúncio de Morales sobre o feito é seguido da mensagem “Evo cumpre”, quando na verdade o que Morales fez foi não cumprir os contratos que a Bolívia tinha com as multinacionais do gás, manchando a reputação do país diante dos mercados e investidores internacionais. Em ano de eleição, o povo brasileiro tem aí uma boa lição a ser estudada.
Depois da decepção petista, dificilmente o Brasil elegeria um governo tão populista quanto o de Evo Morales. Entretanto, sempre existe a ameaça do surgimento de lunáticos que discursam sobre a soberania nacional e dão as costas para o mercado internacional. Dificultar o acesso das multinacionais às economias locais é restringir a futura participação de um país na economia global. A bem da verdade, Evo Morales representa um perigo muito maior para o mercado mundial de combustíveis que os reis e príncipes das Arábias, que têm terroristas vivendo debaixo de seus narizes. Afinal, nós nunca ouvimos falar de um país do Oriente Médio rico em petróleo resolvendo nacionalizar suas reservas e banir as multinacionais de seu território. Se isso acontecer, será no dia em que os Estados Unidos já terão aprendido com os brasileiros como é que se faz um programa sustentável de etanol e nós já seremos os maiores exportadores da matéria-prima, a cana-de-açúcar.
Américas do Sul
Bolívia versus Brasil;
e a Argentina anda muito quieta.
Lançamento literário
Mulheres boazinhas não enriquecem
eu sempre soube disso. mais, aqui.
artigo novo.
Estrela cadente
Meu avô foi piloto da Varig por 35 anos, de 1951 a 1986. Quando pequeno, eu me lembro de ver muitas fotos dele na cabine do avião, lá no alto ou em terra, taxeando a aeronave para decolar. Me lembro também que a minha casa era um reduto de artigos exclusivos da Varig desviados dos aviões pela mão discreta do meu avô. Eram talheres, lenços, necessaires, revistas do Variguinho - o mascote da companhia que tentava aproximar as crianças da empresa, a fim de fazê-las sonhar em um dia se tornarem pilotos da Varig. Além, claro, de cinzeiros e copos de hotéis do mundo inteiro. A Varig ajudou meus pais a mobiliarem a casa e é por isso que acompanho com muito pesar a agonia da empresa.
A primeira vez que eu voei de Varig foi em 1984, aos dois anos de idade. Fomos para o Rio de Janeiro e eu nem me lembro de nada. Naquela época, já tínhamos os talheres de metal da Varig em casa. É impossível não lamentar o padecimento de uma empresa que um dia serviu seus clientes com talheres de metal e, ao longo dos anos, se viu obrigada a substitui-los por talheres de plástico. Quando eu era pequeno, não entendia nada do mercado de aviação doméstica, mas já ouvia meus pais falando que a Varig estava em crise, que não era mais a mesma, que estava perdendo o glamour. Voar de Varig não era mais o evento que costumava ser. E o orgulho gaúcho sempre se sentiu abalado com a decadência de sua filha mais ilustre. Afinal, a maior companhia aérea da América do Sul se chamava Viação Aérea Rio-Grandense e isso era uma honra para os gaúchos. Não eram apenas passageiros que subiam aos ares e iam de um canto a outro do mundo. Era o Rio Grande do Sul inteiro. E era um pedaço da história do meu avô, também.
Eu não sei se os maiores esforços do Governo podem de fato salvar a Varig. E, na verdade, de que adianta salvar uma empresa cuja decadência a fez trocar talheres de metal por talheres de plástico? Mesmo que continue operando com ajuda do Governo, a Varig nunca mais vai ser a mesma que aquela dos anos 50, quando exigia medidas perfeitas de suas aeromoças porque sabia que quem trabalha direto com o cliente tem o dever de estar sempre apresentável e nunca vacilar. Acho que é hora de reconhecer que a Varig é um grande capítulo da história da aviação brasileira e gaúcha. Tudo começa, tudo termina. E antes terminar reconhecendo que foi a melhor durante sua época a passar os próximos anos desesperadamente tentando respirar o oxigênio rarefeito das altitudes. |
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