Pendura
fonte: Planeta na Web.
pendurando as chuteiras de 2006 e enforcando o trabalho, desejo a todos uma boa entrada.
Dentre tantos, um só
link novo aí do lado. é o Entretantos, de rafael rodrigues - alguém cujos textos acompanho há certo tempo. recomendação classe A deste blogue.
Contra-luz
Uma foto
Um trecho
Na tela de O Jardim das Delícias Terrenas, se você quiser enfiar a cabeça dentro de uma azeitona gigante, você pode. E se quiser fazer troca-troca dentro de um lago, também. Tudo sem culpa. A igualdade entre os homens é alcançada através do prazer. Deve ser por isso mesmo que a Santa Igreja sempre foi tão proibitiva quanto ao sexo.
trecho da minha coluna de final de ano do Lobotomia. para ler na íntegra, clique aqui.
Um pensamento
Você quer mesmo ser um grande artista? Então feche bem a boca e respire fundo, bem fundo, o mais fundo que você puder. Pronto, você já está cheio de inspiração.
Millôr Fernandes, no editorial de seu site.
Arte ou lixo?
Brasileiro inventa engenhoca para "medir" a arte
(...)
da Folha Online.
só pra constar, eu fiz o teste e me decepcionei muito comigo mesmo.
Presente de Natal
dei para este blogue um presente de Natal super prático: finalmente organizei os seus arquivos por mês e ano, facilitando assim a consulta dos concorridos históricos deste veículo.
aí! fiz ou não fiz bonito?
Cheiro de tinta e um baita calor
primeiro de alguns dias que eu posso me sentar na frente do computador pra blogar. não andava conseguindo fazê-lo primeiro porque o meu pc fica numa sala quadrada, sem ventilação, apertada e, nesta época do ano, quente - muito quente. é de desanimar qualquer blogueiro. não ando escrevendo também porque o pintor veio aqui dar um jeito nas aberturas da casa. ou seja, mó cheirão de tinta à óleo na casa inteira - especialmente nos arredores do computador, para o meu azar.
mas ontem choveu - ou seja, esfriou - e hoje o pintor começou a trabalhar em outras peças/portas. duas oportunidades pra sentar-me diante do pc e botar os assuntos em dia.
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eu cresci ouvindo que o Inter é uma bosta de time, por isso ainda não acredito muito nessa história de Campeão do Mundo. tá certo que eu nunca vi tanto colorado na rua, o que é uma forte evidência de que talvez eles tenham de fato conseguido chegar lá. mas não sei, eu não entendo lhufas de futebol, mas todo mundo sabe que o Inter sempre morre na praia. daí o meu estranhamento em relação ao recente título conquistado.
mas eu sou um baita niilista mesmo. minha opinião não vale.
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acho que é isso que chamam de relacionamento: ter alguém que nos ajuda a concluir as coisas. sejam frases, versos, histórias ou planos de vida. afinal, é tudo assim mesmo; é tudo narrativa. e nessa minha narrativa íntima, eu contraceno com um dos mais envolventes personagens. todo dia, subir nesse palco é uma honra.
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O homem por trás desta fumaça
eu não fumo há cinco dias e hoje eu tive a minha primeira crise de abstinência: chorei feito uma garotinha.
eu não tinha idéia do espaço que o cigarro ocupava na minha vida. eu me julgava um fumante tranqüilo, daqueles cuja carteira dura três dias - exceto quando cai na farra, à noite. achava que precisava de cigarro mesmo só quando escrevia ou ficava muito ansioso ou puto da vida. nas outras vezes, fumava por opção. era o que eu pensava.
fumar um cigarro é um dos maiores prazeres que alguém pode experimentar durante a vida. levar o cigarro à boca, acendê-lo e sugar toda aquela fumaça como se fosse a última fonte de energia que você vai encontrar no planeta: nada se compara a isso. fumar como se não houvesse amanhã e como se o passado fosse embora nas curvas fugidias da fumaça. fumar pela vida, pelo planeta Terra, pela Humanidade. fumar em protesto, fumar com esperança, fumar pela Filosofia, a Sociologia e a Ufologia. fumar pela reflexão no todo. fumar como um relato do encontro do homem consigo mesmo - logo, com Deus. fumar pelo fim das complicações rotineiras, pelo fim do medo do futuro e pelo fim de todos os outros medos. é por isso que se fuma. ou, melhor dizendo, é por isso que se tem a ilusão que se fuma.
toda droga cria uma ilusão. com o cigarro - esse daí, industrializado, legalizado e disponível em qualquer mercadinho de esquina - não é diferente. ele é o melhor amigo do homem. está sempre ali do lado, em todos os momentos, te ajudando a seguir em frente e a manter a cabeça no lugar. por outro lado, ao mesmo tempo que faz isso, ele te mantém numa constante busca por alguma coisa dentro de ti mesmo. deve ser isso que chamam de vício: buscar por si mesmo e nunca alcançar. o cigarro te impede de alcançar tudo aquilo que ele parece te dar, mas que não é verdadeiro. a paz de espírito e a calma que o tabaco dá são ilusórias, permanecem só até o próximo cigarro. até mesmo porque se fossem permanentes e eternas logo na primeira tragada, não existiria a indústria e o comércio tabagista. toda dependência é um bom negócio. esperança ilusória também.
mas isso eu só digo assim, tão conciso e coeso, depois de chorar muito e sentir a perda desse meu grande amigo. fica agora um espaço vazio que eu ainda não sei com o que preencher. todo mundo me fala que quem pára de fumar troca o cigarro pela comida. mas eu nunca fui dado aos prazeres do paladar - talvez justamente porque eu não sentia o gosto real das coisas. quem sabe agora eu descubra um novo mundo tão bonito, inspirador, estimulante e viciante quanto o tabaco - o dos alimentos e guloseimas em geral. poder ser uma boa idéia. eu sempre quis engordar, mesmo.
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Nota do autor 2: um estranho sentimento de orgulho me atacou por ter resistido à ânsia de, durante o chororô, ir correndo no seu Romeu comprar uma carteira de cigarro. tenho dinheiro, vontade, posso ir à pé, mas não fui. todos os louros para mim.
The best of 2006
dezembro é um mês morto que só serve pra gente fazer listinhas dos melhores fatos do ano. confira aí o meu balanço e em caso de sugestões, favor utilizar os comentários.
Melhor lição aprendida
Melhor álbum
Melhor Madonna
Melhor peça
Melhor livro
Melhor sentença
Prêmio disco arranhado 2006
Melhor cantada passada
Melhor cantada levada
Mehor cachoeira
Melhor filme
Melhor morte
Trocando miúdas
hoje eu tenho um vernissage pra ir e eu não sei com que roupa eu vou. mas isso não é problema. problema mesmo é que eu só me lembrei agora que o Natal é daqui a pouco e eu nem pesquisei os preços do presente que eu vou dar para alguém.
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o barato é que a descoberta dessa linguagem até então misteriosa se deu por acidente. a autora da teoria diz que desde pequena tem uma memória auditiva muito aguçada. ela é daquelas que sabe tocar uma música depois de ouvir uma única vez. na escola, ela se lembrava de tudo que a profesora falava, não precisando assim anotar o conteúdo no caderno.
com o tempo, ela passou a dar outras finalidades para esse dom. percebeu que podia identificar variações de humor e doenças através das vozes, dizendo que cada nuance vocal tinha uma cor diferente. é como se ela enxergasse os sons.
daí, um belo dia, ela teve um filho e sua capacidade auditiva aguçada a ajudou a perceber cinco sons diferentes que os bebês utilizam para expressar necessidades distintas. e agora ela tá vendendo um DVD que ensina mães e pais iniciantes a perceberem essas diferenças sutis no choro dos bebês. e, naturalmente, enchendo os bolsos de dinheiro.
também ontem, eu vi que macacos africanos criaram um som específico para avisar o grupo quando há uma cobra por perto. ou seja, é um indício dos primórdios da linguagem humana.
tudo pra comprovar que a comunicação é um fenômeno espontâneo e a linguagem, inerente. nascemos sabendo nos comunicar, vamos apenas adaptando capacidades físicas e representativas.
isso me lembra aquele filme "Um grande garoto", com o Hugh Grant. o filme começa com ele achando que todo homem é uma ilha, mas precisa de um moleque chato e carente pra perceber que isso é bobagem. ora, se até os macacos inventam maneiras de sobreviver em grupo, porque nós, humanos de massa encefálica superdesenvolvida, vamos contrariar a natureza?
eu acho que é essa a beleza da coisa: a espontaneidade. a comunicação existe - queiramos ou não. e se agora andam dizendo que os grunhidos dos bebês não são só grunhidos e não têm nada de aleatórios, eu acredito.
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não, falando sério. eu tô bem. tô só tentando mudar um pouco a minha rotina. nos momentos em que eu estaria fumando, eu faço alguma outra coisa, como, por exemplo, arrá!! achou que eu ia dizer, né? bem capaz! o que eu faço quando eu deveria estar fumando não diz respeito a nin-guém! nos dedos! .
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Piada ruim com coisa séria
da Folha Online:
Falta de técnico em Brasília causou
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isso não é uma piada.
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isso também não é uma piada.
Da série delícias salgadas
Pingo d´ouro! Pingo d´ouro! Pingo d´ouro! Pingo d´ouro!
Uma República livre
link novo aí do lado. é o República livre, do daniel clós. blogue genial que merece visita. passem lá.
Sob pressão
Cause love's such an old fashioned word
Nova Hartz, na esquina do Saara
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