Pendura

No sentido material, uma das piores cartas do tarô, indicando sempre que o consultante (sic) tomou uma direção errada. No plano mental: hesitação, perturbação da consciência, falta de uma visão clara; recomenda a necessidade de recuo, de interrogar sobre o caminho a seguir e de encaminhar-se para uma nova direção. No plano anímico: libertação através de um sacrifício; se no plano físico equivale a uma perda, no espiritual significa um ganho, pelo abandono daquilo que impedia, obstruía e levava à indecisão e falta de vontade. No plano físico: cegueira, no caso de amor; fraude, no plano das associações; no casamento significa adultério, traição, abandono; fuga e desagregação, decepção, armadilhas no caminho, ingratidão.

fonte: Planeta na Web.

pendurando as chuteiras de 2006 e enforcando o trabalho, desejo a todos uma boa entrada.
domingo - 31 de dezembro, 12h10


Dentre tantos, um só

link novo aí do lado. é o Entretantos, de rafael rodrigues - alguém cujos textos acompanho há certo tempo. recomendação classe A deste blogue.
sexta - 29 de dezembro, 10h20


Contra-luz

adivinhe quem é e ganhe um brinde.
quinta - 28 de dezembro, 19h31


Uma foto

roubada de algum blogue gringo por aí.
quinta - 28 de dezembro, 15h25


Um trecho

Na tela de O Jardim das Delícias Terrenas, se você quiser enfiar a cabeça dentro de uma azeitona gigante, você pode. E se quiser fazer troca-troca dentro de um lago, também. Tudo sem culpa. A igualdade entre os homens é alcançada através do prazer. Deve ser por isso mesmo que a Santa Igreja sempre foi tão proibitiva quanto ao sexo.

trecho da minha coluna de final de ano do Lobotomia. para ler na íntegra, clique aqui.
quinta - 28 de dezembro, 14h


Um pensamento

Você quer mesmo ser um grande artista? Então feche bem a boca e respire fundo, bem fundo, o mais fundo que você puder. Pronto, você já está cheio de inspiração.

Millôr Fernandes, no editorial de seu site.
quarta - 27 de dezembro, 18h23


Arte ou lixo?

Brasileiro inventa engenhoca para "medir" a arte

(...)
O apetrecho se chama Art-O-Meter e se propõe a "medir a qualidade da arte com base no tempo que as pessoas passam frente a ela", segundo seu criador, Marcelo Coelho. (...) O raciocínio de Coelho é que a popularidade de uma obra pode ajudar a avaliar sua aprovação: "A questão é o que torna uma obra, famosa ou não, interessante para o público". Para a estréia, escolheu o quadro mais feio que encontrou - e ele era de seu colega Stephen Helsing. Visto em 5% do tempo na mostra, foi estimado como "piece of crap" (pedaço de m...).

da Folha Online.


ahn... como?

já esse quiz aqui é um bom exercício de conhecimentos específicos sobre arte. é só identificar cada imagem como arte (art) ou lixo (crap).

só pra constar, eu fiz o teste e me decepcionei muito comigo mesmo.
quarta - 27 de dezembro, 17h31


Presente de Natal

dei para este blogue um presente de Natal super prático: finalmente organizei os seus arquivos por mês e ano, facilitando assim a consulta dos concorridos históricos deste veículo.

aí! fiz ou não fiz bonito?
domingo - 24 de dezembro, 20h13


Cheiro de tinta e um baita calor

primeiro de alguns dias que eu posso me sentar na frente do computador pra blogar. não andava conseguindo fazê-lo primeiro porque o meu pc fica numa sala quadrada, sem ventilação, apertada e, nesta época do ano, quente - muito quente. é de desanimar qualquer blogueiro. não ando escrevendo também porque o pintor veio aqui dar um jeito nas aberturas da casa. ou seja, mó cheirão de tinta à óleo na casa inteira - especialmente nos arredores do computador, para o meu azar.

mas ontem choveu - ou seja, esfriou - e hoje o pintor começou a trabalhar em outras peças/portas. duas oportunidades pra sentar-me diante do pc e botar os assuntos em dia.

***

eu cresci ouvindo que o Inter é uma bosta de time, por isso ainda não acredito muito nessa história de Campeão do Mundo. tá certo que eu nunca vi tanto colorado na rua, o que é uma forte evidência de que talvez eles tenham de fato conseguido chegar lá. mas não sei, eu não entendo lhufas de futebol, mas todo mundo sabe que o Inter sempre morre na praia. daí o meu estranhamento em relação ao recente título conquistado.

mas eu sou um baita niilista mesmo. minha opinião não vale.

***

fui tomar cerveja com o meu gatinho ontem e tivemos aproveitamento artístico-poético de 100%. entre outros feitos, ele me ajudou a concluir um poema que eu vinha trabalhando desde os nove anos de idade. os dois primeiros versos são meus, os outros três são dele. curiosamente, contrapondo o espírito coletivo da obra, o poema fala de solidão.

acho que é isso que chamam de relacionamento: ter alguém que nos ajuda a concluir as coisas. sejam frases, versos, histórias ou planos de vida. afinal, é tudo assim mesmo; é tudo narrativa. e nessa minha narrativa íntima, eu contraceno com um dos mais envolventes personagens. todo dia, subir nesse palco é uma honra.

***

amanhã completo duas semanas sem fumar. são duas semanas sem pular da janela, sem se jogar na frente dos carros e sem achar que vai morrer do nada. tá certo, derramei algumas (leia-se muitas) lágrimas ouvindo "Live to tell" da Madonna, mas é só porque eu sou um homem sensível, do tipo que faz poemas desde os nove anos de idade. mas a gente há de convir que o chororô é muito natural, no meu caso.
quinta - 21 de dezembro, 15h36


O homem por trás desta fumaça

eu não fumo há cinco dias e hoje eu tive a minha primeira crise de abstinência: chorei feito uma garotinha.

eu não tinha idéia do espaço que o cigarro ocupava na minha vida. eu me julgava um fumante tranqüilo, daqueles cuja carteira dura três dias - exceto quando cai na farra, à noite. achava que precisava de cigarro mesmo só quando escrevia ou ficava muito ansioso ou puto da vida. nas outras vezes, fumava por opção. era o que eu pensava.

fumar um cigarro é um dos maiores prazeres que alguém pode experimentar durante a vida. levar o cigarro à boca, acendê-lo e sugar toda aquela fumaça como se fosse a última fonte de energia que você vai encontrar no planeta: nada se compara a isso. fumar como se não houvesse amanhã e como se o passado fosse embora nas curvas fugidias da fumaça. fumar pela vida, pelo planeta Terra, pela Humanidade. fumar em protesto, fumar com esperança, fumar pela Filosofia, a Sociologia e a Ufologia. fumar pela reflexão no todo. fumar como um relato do encontro do homem consigo mesmo - logo, com Deus. fumar pelo fim das complicações rotineiras, pelo fim do medo do futuro e pelo fim de todos os outros medos. é por isso que se fuma. ou, melhor dizendo, é por isso que se tem a ilusão que se fuma.

toda droga cria uma ilusão. com o cigarro - esse daí, industrializado, legalizado e disponível em qualquer mercadinho de esquina - não é diferente. ele é o melhor amigo do homem. está sempre ali do lado, em todos os momentos, te ajudando a seguir em frente e a manter a cabeça no lugar. por outro lado, ao mesmo tempo que faz isso, ele te mantém numa constante busca por alguma coisa dentro de ti mesmo. deve ser isso que chamam de vício: buscar por si mesmo e nunca alcançar. o cigarro te impede de alcançar tudo aquilo que ele parece te dar, mas que não é verdadeiro. a paz de espírito e a calma que o tabaco dá são ilusórias, permanecem só até o próximo cigarro. até mesmo porque se fossem permanentes e eternas logo na primeira tragada, não existiria a indústria e o comércio tabagista. toda dependência é um bom negócio. esperança ilusória também.

mas isso eu só digo assim, tão conciso e coeso, depois de chorar muito e sentir a perda desse meu grande amigo. fica agora um espaço vazio que eu ainda não sei com o que preencher. todo mundo me fala que quem pára de fumar troca o cigarro pela comida. mas eu nunca fui dado aos prazeres do paladar - talvez justamente porque eu não sentia o gosto real das coisas. quem sabe agora eu descubra um novo mundo tão bonito, inspirador, estimulante e viciante quanto o tabaco - o dos alimentos e guloseimas em geral. poder ser uma boa idéia. eu sempre quis engordar, mesmo.

***

Nota do autor: pra quem tá aí pensando "mas que cara fresco. chorar porque parou de fumar... francamente!", fique sabendo que é comum entre fumantes em processo de abandono do vício passarem por colapsos psicológicos diversos, desde ataques de pânico a início de depressão e pensamentos suicidas. felizmente, nenhum dos três quadros me acometeu, por enquanto.

Nota do autor 2: um estranho sentimento de orgulho me atacou por ter resistido à ânsia de, durante o chororô, ir correndo no seu Romeu comprar uma carteira de cigarro. tenho dinheiro, vontade, posso ir à pé, mas não fui. todos os louros para mim.
quarta - 13 de dezembro, 17h15


The best of 2006

dezembro é um mês morto que só serve pra gente fazer listinhas dos melhores fatos do ano. confira aí o meu balanço e em caso de sugestões, favor utilizar os comentários.

Melhor lição aprendida
a me fazer de louco (ignorar mas não esquecer, saca?).

Melhor álbum
sei lá, a música foi muito chata em 2006. teve uma boa novidade, o Gnarls Barkley. mas quando eu me lembro que Beyoncé nunca esteve tão presente, eu tenho vontade de sair correndo.

Melhor Madonna
Madonna.

Melhor peça
Andy/Edie.

Melhor livro
"Lições de um ignorante", de Millôr Fernandes. originalmente lançado em algum ponto na remota década de 1960.

Melhor sentença
forca para Saddam.

Prêmio disco arranhado 2006
James Blunt (you´re beautiful/you´re beautiful/you´re beautiful/you´re beautiful/you´re beautiful...).

Melhor cantada passada
marcar entrevista com o sujeito, comprar um gravador, elaborar perguntas, ir até o consultório dele e gravar uma hora de entrevista. tudo isso só pra convidá-lo para jantar.

Melhor cantada levada
"a gente tá no século XXI mesmo? por que tu tá aqui, eu tô ali, os dois se olham mas não se falam. eu queria ficar com o teu contato pra gente tomar um café, quem sabe."

Mehor cachoeira
Chuvisqueiro, em Riozinho.

Melhor filme
não quero pensar nisso agora.

Melhor morte
a do Pinochet.
terça - 12 de dezembro, 12h26


Trocando miúdas

hoje eu tenho um vernissage pra ir e eu não sei com que roupa eu vou. mas isso não é problema. problema mesmo é que eu só me lembrei agora que o Natal é daqui a pouco e eu nem pesquisei os preços do presente que eu vou dar para alguém.

***

eu vi um negócio ducacete na tv, ontem. uma americana aí, toda bonitona e endinheirada, desvendou a linguagem dos bebês. ao que parece, crianças de zero a três meses se comunicam através de cinco sons distintos que expressam sentimentos e vontades diferentes: fome, sono, desconforto, gases inferiores (também conhecidos como "pum") e gases superiores ("arroto").

o barato é que a descoberta dessa linguagem até então misteriosa se deu por acidente. a autora da teoria diz que desde pequena tem uma memória auditiva muito aguçada. ela é daquelas que sabe tocar uma música depois de ouvir uma única vez. na escola, ela se lembrava de tudo que a profesora falava, não precisando assim anotar o conteúdo no caderno.

com o tempo, ela passou a dar outras finalidades para esse dom. percebeu que podia identificar variações de humor e doenças através das vozes, dizendo que cada nuance vocal tinha uma cor diferente. é como se ela enxergasse os sons.

daí, um belo dia, ela teve um filho e sua capacidade auditiva aguçada a ajudou a perceber cinco sons diferentes que os bebês utilizam para expressar necessidades distintas. e agora ela tá vendendo um DVD que ensina mães e pais iniciantes a perceberem essas diferenças sutis no choro dos bebês. e, naturalmente, enchendo os bolsos de dinheiro.

também ontem, eu vi que macacos africanos criaram um som específico para avisar o grupo quando há uma cobra por perto. ou seja, é um indício dos primórdios da linguagem humana.

tudo pra comprovar que a comunicação é um fenômeno espontâneo e a linguagem, inerente. nascemos sabendo nos comunicar, vamos apenas adaptando capacidades físicas e representativas.

isso me lembra aquele filme "Um grande garoto", com o Hugh Grant. o filme começa com ele achando que todo homem é uma ilha, mas precisa de um moleque chato e carente pra perceber que isso é bobagem. ora, se até os macacos inventam maneiras de sobreviver em grupo, porque nós, humanos de massa encefálica superdesenvolvida, vamos contrariar a natureza?

eu acho que é essa a beleza da coisa: a espontaneidade. a comunicação existe - queiramos ou não. e se agora andam dizendo que os grunhidos dos bebês não são só grunhidos e não têm nada de aleatórios, eu acredito.

***

eu não fumo desde sexta-feira e tô me sentindo dskjhdsifhiseuhfew8u9 wiryewihgriweh.

não, falando sério. eu tô bem. tô só tentando mudar um pouco a minha rotina. nos momentos em que eu estaria fumando, eu faço alguma outra coisa, como, por exemplo, arrá!! achou que eu ia dizer, né? bem capaz! o que eu faço quando eu deveria estar fumando não diz respeito a nin-guém! nos dedos! .

***

eu revi aquele filme da Cher, "Minha mãe é uma sereia", e só agora fui entender algumas coisinhas referentes a sexo, religião, família, sexo e sexo. na primeira vez que eu vi esse filme, eu tinha uns nove anos. e, claro, naquela época eu não entendia nada dessa linguagem - sexo, quero dizer - mas mesmo assim assim achei um filme ducaramba. e agora, em 2006, entendendo tudo o que foi dito (e do não-dito também), achei melhor ainda. Bumerangue! recomenda.
terça - 12 de dezembro, 11h20


Piada ruim com coisa séria

da Folha Online:

Falta de técnico em Brasília causou
pane aérea, diz Waldir Pires

pra que servem esses 180 milhões de técnicos que nós dizemos ter, então?

***

tô lendo Millôr Fernandes. super ducacete. quisera eu ter escrito muitas daquelas crônicas.

isso não é uma piada.

***

ando ouvindo Queen direto. Freddie Mercury é rei. e tenho dito.

isso também não é uma piada.
quinta - 7 de dezembro, 19h11


Da série delícias salgadas

Pingo d´ouro! Pingo d´ouro! Pingo d´ouro! Pingo d´ouro!
terça - 5 de dezembro, 12h36


Uma República livre

link novo aí do lado. é o República livre, do daniel clós. blogue genial que merece visita. passem lá.
terça - 5 de dezembro, 11h36


Sob pressão

Cause love's such an old fashioned word
And love dares you to care
For the people on the edge of the night
And love dares you to change our way
Of caring about ourselves
This is our last dance
This is ourselves
Under Pressure

segunda - 4 de dezembro, 13h45


Nova Hartz, na esquina do Saara


hermes, maura, adriano e eu. todos suando em bicas na Feira do Livro de Nova Hartz.


seis ouvidos muito atentos à contação improvisada do hermes.

são fotos do "Tapete mágico", projeto que leva livros dentro de malas permanentemente abertas, à espera de qualquer um que queira ler. a alemoada gostou. e eu também.
sexta - 1º de dezembro, 21h



eu, quando careca.


instigar
repolhópolis
la vie jetable
groundhog day
caderno de vidro
pensar enlouquece
história da minha vida
one watercolor a day
caligrafia na pele
boca da cena
república livre
entretantos

vitor.diel@gmail.com


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