Efeito Winona Ryder
Primeiro foi o Ronaldo Esper (aquele da alfinetada) que roubou vaso de cemitério - e na boa, roubar flor de morto é pior que tirar doce de criança -; agora foi o rabino Henry Sobel que passou a mão numas gravatas de grife lá na Florida. Eu não entendo essas celebridades cheias da grana que curtem afanar artigos diversos. Se dinheiro não é o problema, o que os motiva? Adrenalina?
Talvez sejam inicaitvas isoladas que constituem um protesto mundial contra a propriedade privada. Talvez a Winona Ryder, o Ronaldo Esper e o rabino Hery Sobel sejam todos anarquistas. Talvez este seja o início da Revolução. Muito medo do que vem por aí.
Mais sobre eu mesmo, agora
A hora é: 15h10;
iPhone atiça o mercado
Chega em junho nos Estados Unidos, e em outubro na Europa, o iPhone, da Apple. Além de ser o iPod mais avançado que a Apple já tenha criado, o aparelho ainda funciona como telefone celular, máquina fotográfica, palm top e web device. Tudo em touch screen.
No vídeo abaixo dá pra ver uma demonstração dos fascinantes recursos da novidade - que ainda não tem previsão de vendas no Brasil.
Aula magna
Eu tenho aprendido algumas coisas bem interessantes, nos últimos meses. Por exemplo:
O valor da espera: simplesmente não agir agora; esperar um pouco. Não se deixar levar pela ansiedade e ficar quieto. Cada coisa tem seu tempo.
Não falar: 90% do que falamos ao longo do dia não serve pra nada. Portanto, é sábio calar a boca. Sai ganhando quem fala menos e escuta mais.
Confiar: eu sempre fui muito descrente. Ultimamente tenho me permitido confiar mais e tem dado certo. Às vezes precaução demais é burrice. Ou medo.
Fazer alguma coisa e parar de reclamar na frente do computador: eu tenho tempo, disposição, saúde, gás, idade e tesão suficientes pra fazer o que eu quiser. Oportunidades não me faltam. Basta executá-las.
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O último suspiro dos MCs
O Rap do século XXI é uma falácia. É coisa de mané branco que arrasta calças largas e exibe um vocabulário que não é seu. E quando comparado ao Gangsta Rap dos anos 90, percebe-se que alguma coisa se perdeu no caminho sedutor que leva à fama e à fortuna.
Mesmo quem não é fã do Rap há de concordar que o estilo é altamente relevante à cultura popular contemporânea. O Rap é, originalmente, a catarse de uma coletividade abandonada à própria sorte que está distante do amparo ecônomico que a vida em sociedade falsamente afirma garantir a todos. O Rap foi gerado pela dor e expressa-se através da dor. Dessa forma, propõe reflexão acerca da sociedade que construímos e vendemos como perfeita. Assim como o Rock, o Rap é questionador, cru e verdadeiro. É música do povo para o povo, do crioulo para o crioulo. É, portanto, documento e comunicação.
Porém, quando se assiste à MTV e similares, vê-se que o espírito do Rap foi cooptado pela indústria da música Pop, que seduziu os artistas do gueto com o luxo e a glória do "purpurinado" mercado musical. O resultado disso são os rappers que fizeram fortuna, saíram da favela e abraçaram a vida recheada de paparazzis e convites para festas VIPs. A indústria reciclou a dor e a angústia do Rap e transformou-as em doces canções de amor - tornando-as, assim, mais leves e mais fáceis de serem carregadas pelas ondas do rádio até os carros dos brancos endinheirados.
Os versos do Rap atual não são muito diferentes daqueles criados pelos Backstreet Boys ou N´Sync. Os rappers adotaram os valores e o estilo de vida daqueles que um dia atacaram em suas músicas. Nesse processo, quem saiu perdendo foi o gueto. Os angustiados e revoltados das vielas se viram extraviados em sua cultura e arte. A expressão de uma realidade marginal foi pasteurizada pelos cifrões e adaptada aos olhos e ouvidos de uma elite que gosta de brincar de revoltada. É assim que se acaba com uma cultura e a transforma em tendência de moda.
O futuro do Rap ninguém conhece. Das vidas que habitam o gueto também. O que podemos fazer é esperar que as comunidades das vilas e favelas continuem se organizando e privilegiando a expressão de sua realidade através de seus próprios artistas. O sucesso é válido e ganhar dinheiro com música também. O que devemos nos opôr é à idiotização e infantilização de uma cultura que expressa as verdades que tentamos esconder. Porque o princípio do Rap é esse mesmo: abrir os olhos de uma sociedade obcecada pelo consumo de tudo que a cerca.
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Snap
Bumerangue! agora tem Snap Preview Anywhere - esse ícone ao lado dos links deste blogue. Tem que goste, tem quem odeie. Me digam o que acharam. Se encher o saco, eu tiro na boa.
Dia Mundial Sem Computador my ass
Eu não sei se essa história de que sábado foi o Dia Mundial Sem Computador é quente. Porque se é, Hermes e eu somos dois grandes traidores do movimento.
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Crescendo com Millôr
Nesta semana, comecei a ler o Livro Vermelho dos Pensamentos de Millôr. Mais uma vez, leio Millôr com voracidade. Nunca nenhum outro autor teve tal efeito em mim.
Quando eu ouvia todo mundo citando seus autores preferidos - Bukowski, Fante, Saramago, Houellebecq, Sartre - eu me calava e murmurava que ainda não tinha encontrado a minha referência literária. Até que um dia eu li Millôr Fernandes.
Tudo aquilo que as pessoas pensam e tentam falar, o Millôr pensa e fala com mais charme. Cada linha de suas crônicas, pensamentos, reflexões, divagações, desabafos, relatos e versos são a mais pura tradução da vida - de sua glória e angústia. Quando eu li Que País é Este?, eu pensei que o Millôr tivesse descoberto o Brasil. Mas agora, com a leitura de seu Livro Vermelho, penso que talvez ele tenha descoberto o ser humano.
Todas aquelas verdades pensadas porém silenciadas pelas regras de etiqueta ou incapacidade de expressão são, na obra de Millôr, trazidas à luz através de uma espontaneidade quase infantil. O Millôr é um gênio porque é uma criança. O Millôr é um gênio porque, sapeca que é, permite-se abusar e desrespeitar os maiores. O Millôr é a prova definitiva que só os idiotas crescem.
Estou apenas no pincípio da expedição à sua obra e o meu tesão existe por saber saber que a história milloresca é tão vasta, rica e diversa que passarei alguns bons anos da minha vida estudando e aprendendo com o ele como é que se faz. Porque eu leio Millôr e aprendo sim. Leio Millôr e cresço. Porém, crescer com Millôr é manter-se jovem, ativo, ágil, travesso. Talvez ele não seja só um pensador brasileiro. Talvez ele seja o próprio elixir da juventude.
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"O último refúgio do oprimido é a ironia e nenhum tirano, por mais violento que seja, escapa a ela. O tirano pode evitar uma fotografia. Não pode impedir uma caricatura. A mordaça aumenta a mordacidade."
Chuá!
E eu não agüento mais chuva.
Pronto. Falei.
Obras que eu adoraria ter escrito
Post roubado do blogue do lindinho. Sugiro que façam o mesmo em seus blogues. Ou nos meus comentários.
A Queda e O Estrangeiro
Que País é Este? e Lições de um Ignorante
A Morte de Ivan Ilitch
Hamlet
Diana Caçadora
O Cortiço
A Mulher Mais Linda da Cidade
Devo ter esquecido de alguns. Esse tipo de jogo é sempre muito injusto.
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Ontem eu fui no shopping com o lindinho e vi uma mulher fazendo escândalo porque a mocinha do caixa fez cagada com o cartão de crédito dela. Eu sempre fico nervoso quando alguém começa a berrar ao meu lado. Acho que é por isso que eu não simpatizo com futebol e arenas em geral. É muita gente berrando e todos parecem muito enfurecidos. E quando as pessoas começam a berrar e a dizer impropérios, eu sempre tenho a impressão que a qualquer minuto alguém vai sacar uma arma e atirar a esmo. Afinal, a violência sempre aparece sem ser convidada.
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No breu
Uma hora sem luz e sozinho em casa. Não tive escolha: liguei a lanterninha do celular e me pus a fazer sombra na parede com as mãos. Tirei alguma conclusões relevantes, tais como:
1) Eu não sei mais fazer um macaco sentado no galho comendo insetos. Na verdade, pode ser tanto isso quanto um macaco sentado no chão comendo lixo. Se for o primeiro, é um macaco esperto. Se for o segundo, é um macaco porco;
2) qualquer idiota faz um jacaré que abre e fecha a boca;
3) aprendi a fazer um velho narigudo que discursa na cerimônia de abertura de um evento de gala...
4) ...que não é muito diferente de um feto que se revolta contra sua mãe e tenta ferir o útero que o contém;
5) definitivamete, tédio é uma condição que não existe na minha vida.
Prêmio Pelos Atos Heróicos - ou Prêmio Pêlos: Atos Heróicos
O pessoal aqui da redação elaborou uma lista com as personalidades que merecem ganhar o Prêmio Pêlos: Atos Heróicos pelos atos heróicos realizados ao longo de suas vidas. São profissionais de expressão que enfrentaram adversidades e conquistaram a todos nós com seus pêlos e, naturalmente, seus atos heróicos. Confira abaixo os vencedores de cada categoria.
Voltando atrás
Essas pessoas que falam mal dos bancos e bancários são uns desinformados.
...
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É isso aí.
O capital dos pobres
Os bancos sobrevivem da frustração humana. E dos sonhos não realizados também.
Não tem nada mais cruel que oferecer um alento a quem precisa e cobrar por isso. Os banqueiros são como nômades beduínos que vagam pelo deserto em busca de homens que, sedentos e entorpecidos pelo calor, se encontram à beira da morte. Os banqueiros, sádicos que são, lhe oferecem um copo d´água para depois avisar que levarão suas botas como pagamento. Aí você se vê saltitando nas areias do deserto, tentando evitar que as solas dos pés queimem até perderem a sensibilidade, esperando que um próximo nômade lhe ofereça botas novas em detrimento de sua camisa. E assim estabeleceu-se o ciclo da dívida eterna.
Bancos são instituições criadas para tirar dinheiro de quem não tem. Ou quem pensa que não tem, afinal é de centavo em centavo que se faz fortuna. Isso, claro, facilitado pela conivência de um governo que vê nos bancos a única saída para o despero geral da nação.
Os bancos precisam da pobreza e do desespero do mundo - suas verdadeiras fontes de renda. Torcem contra o País, anseiam pela carência financeira do povo. Nossa dor é o seu júbilo. Somos as oferendas a um deus insaciável que ludibria e distorce suas intenções, fazendo-as parecerem apaziguadoras de nossos ânimos.
Se o Paraíso é feito de deuses assim, tenho medo de ser um bom rapaz. Por isso mesmo, acho que vou fundar um banco.
Questionário bem bobinho
Roubei do blogue da Lois Lane.
5 coisas que eu quero fazer antes de morrer
5 coisas que eu faço bem
5 coisas que eu mais digo
5 coisas que eu não faço (ou não gosto de fazer)
5 coisas que me encantam
5 coisas que eu odeio
A vulva - ou aquilo que você pensa que pode agüentar
Justamente hoje que reescrevi um texto sobre a crise feminina, me deparo com o trEPA!, uma beleza de zine-manifesto que apresenta "(...) o olhar da mulher sobre o universo feminino... masculino, homossexual, andróide, animal, extraterrestre, celeste e lá vai pedrada". Bumerangue! recomenda - em especial para os integrantes do Time do Falo Orgulhoso*.
*Nota do Autor: "falo orgulhoso" é pleonasmo.
Sala escura
Fomos ver O Labirinto do Fauno. Melhor do que eu esperava. Assustadora e com tensão crescente, a história abre possibilidade para discussão sobre infância, imaginário, ditadura, violência e família. Deve estar saindo de cartaz nos próximos dias, portanto aguarde chegar em DVD e alugue. Mesmo tendo visto no cinema, também vou assisti-lo em DVD porque fico aqui pensando que os extras devem ser uma delícia.
Vimos também C.R.A.Z.Y. Piegas, tocante e clichê. Enfim: bonitinho. Talvez longo demais. Mas o ingresso vale pelas inúmeras referências a David Bowie. Especialmente no momento Space Oddity. Quem é fã do cantor vai se identificar com essa cena e sentir o gogó apertar.
Péssimas duas opções
Melhor compilação de testes para a sexta edição do American Idol - ou dezenove motivos para dar o fora de Seattle
A música é Don´t Cha, das Pussycat Dolls.
Só dá elas hoje.
Unsexy
E, ah!, o pessoal da redação do Bumerangue! elegeu a fotinha aí em cima a pior da semana. Justo. Muito justo.
Para vê-la em tamanho grande (por que alguém faria isso?), clique aqui.
Trecho da entrevista televisionada de um ator brasileiro de grande popularidade e carisma
Pergunta - Fale um pouco sobre o seu personagem na nova novela das oito. Quem você vai interpretar?
P - Ou seja, um vilão.
P - Você interpretou poucos vilões, até agora. Por que? Você acha que a televisão, que é o seu principal campo de atuação, limita o ator a papéis previsíveis?
P - Mas por que você acha que nunca lhe dão papéis de vilão?
P - (Visivelmente exaltado) Sim, mas por que lhe dão só papéis de bom moço? Você acha que os diretores têm dificuldade em lhe perceber como um vilão?
P - (Visivelmente enfadado. Suspira. Olha para câmera) Intervalo. Já voltamos.
Alive and well
Muito tempo sem postar e o povo estranha.
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Ah! E ela me nomeou representante gaúcho da Comissão Informal de Estética Urbana. O título veio depois que eu disse que deveria ser proibido construir prédio feio. Mas na verdade, eu não sei muito bem o que um integrante dessa comissão tem que fazer. Acho que eu tenho que sabotar uns edifícios por aí. Deve ser.
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