A japonesa é mais bonita que a brasileira?

A marmelada do Miss Universo serviu pra provar que política e beleza, assim como no Egito de Cleópatra, ainda andam juntas. Pro azar do Brasil.
terça - 29 de maio, 20h55


Vitor & The F*ckers

Mandei e-mail ou comentei em blogues de algumas pessoas perguntando "ô, meu! Tu quer montar uma banda comigo?". Confere aí as respostas.

Vitor Dornelles:
Já faço parte de duas bandas, as quais nunca ensaiaram e que têm em comum excelentes nomes. Infelizmente não posso assumir novos compromissos musicais.

Melina Diehl:
?

Rafael Vivian:
Eu não toco nada mas tenho atitude. Posso produzir e dar palpite. Nisso sou ótimo! Ah, e posso fazer performance no palco também. Tá, eu quero!

Raphael Schenini:
Quem mais recebeu esse e-mail? Mas vamos falar sobre isso. Qual a proposta?

Dani Moreira:
Só se for agora. A banda vai se chamar Dois Pãezinhos e um Leite B. E mais tarde ela queria dar outro nome: Tem que se chamar Dani and the F*ckers.

Rafael Rodrigues:
Como assim? Mas se morássemos na mesma cidade, seria uma boa.

Bru e Clá:
Não sei se é uma boa idéia.

Daniel Clós:
Não entendi. E mais tarde: Agora entendi.

Alexandre Inagaki:
Toco reco-reco, triângulo e air drum.

E de todos, só o Hermes não hesitou:
Vamo lá, uai!

Já a Lois Lane, a Aline Marques, a Bianca, a Crisinha, o Mallmann e o meu irmão (o meu próprio irmão!) me ignoraram. Eu vou me certificar de que, no futuro, vocês não tenham acesso ao meu camarim. Falei?

Aos que demonstraram algum interesse, estaremos entrando em contato nos próximos dias e estaremos enviando o endereço para as audições que estaremos realizando. Fiquem ligados: Vitor & The F*ckers vem aí.
segunda - 28 de maio, 11h31


Um sonho

Tocar Money Changes Everything da Cyndi Lauper numa banda chamada Vitor & The F*ckers. Morro feliz.
sábado - 26 de maio, 12h41


Pé de sapato

Eu ando escrevendo pouco porque tenho pensado bastante. Sabe quando tu começa a perceber os resultados das coisas que tu tem cultivado nos últimos meses? Ando assim. Tá tudo calmo, plácido, pacato porque sempre depois da tempestade vem a bonança. Eu não sei o que significa bonança, e, pra ser sincero, faz muito tempo que eu não atravesso uma tempestade. Mas eu sinto que as coisas estão acontecendo ao seu tempo. Tudo flui, tudo anda, tudo é samsara. Temos pés para caminhar. E a caminhada fica mais fácil com um bom pé de sapato.

Eu achei um pé de sapato mais que bom. É macio, me aquece no inverno e me ajuda a caminhar. Se ajustou perfeitamente ao meu pé logo de primeira. Tive sorte, porque caminhei longas distâncias descalço até encontrá-lo. Na verdade, a cada dia que passa parece que ele se ajusta mais um pouquinho ao meu pé. É um sapato que eu nunca vou esquecer.

É impressionante a influência que um pé de sapato pode ter na vida de alguém. Faz a gente se sentir mais seguro, mais centrado e mais equilibrado. Nos ajuda não só a caminhar, mas a correr atrás dos sonhos e do tempo perdido. Nos coloca de volta à estrada da qual nos desviamos e, assim, nos faz mais confiantes no futuro. Nos ajuda a subir quando não há outro caminho e a descer quando precisamos aprender alguma coisa que deixamos escapar por inexperiência, medo ou teimosia. Um pé de sapato nos faz mais dignos.

Moral da história: não engula aquele papo-furado de que sempre existe um chinelo velho para um pé torto, porque mesmo um pé torto merece um pé de sapato. Confia em mim.
sexta - 25 de maio, 16h36


Três vezes nada

Três vezes.

Só nesta semana, por três vezes eu esqueci o que queria blogar neste Bumerangue. Eu deveria anotar num bloquinho assim que a idéia surgisse. Mas, naturalmente, me conhecendo como eu me conheço, eu deveria anotar num bloquinho para me lembrar de anotar num outro bloquinho o que eu tenho que blogar.

Muito tabalho. Pensando bem, é sabio esquecer. Sábio ou cômodo. Pouco importa.
quinta - 24 de maio, 17h37


A rua e eu

Ontem à noite, chegando em casa, eu disse boa noite para a lixeira da calçada. Me lembrou da vez em que eu esbarrei num manequim de loja, pedi desculpas e só então percebi que não era uma pessoa de verdade. Ou então quando, certa vez, algo me chamou a atenção numa vitrina e esqueci que toda vitrina é feita de vidro transparente. Bati a cabeça que cheguei a ficar zonzo.

O espaço urbano se camufla e me confude. É injusto.
sexta - 18 de maio, 11h53


De um sábio

Pensar é para fracassados.
Bart Simpson


domingo - 13 de maio, 22h30


Colarinhos e abotoaduras

- Eu encontrei um antigo colega da escola ontem à noite, no supermercado.
- E como foi?
- Esquisito. Horrível, digo.
- Por que?
- Porque ele estava de terno e gravata. Foi na seção das massas. Eu estava escolhendo um pacote de massas quando olhei pro lado e o vi.
- Um-hum. E daí?
- Daí eu não pensei duas vezes e me escondi atrás da gôndola de temperos. Foi então que ele me viu.
- Um-hum. E...?
- Daí ele sorriu, devolveu pra prateleira o pacote que tinha nas mãos e veio em minha direção. Eu fingi que estava escolhendo temperos.
- ...
- Daí ele estendeu a mão, eu sorri e estendi a minha. Apertamos as mãos e eu olhei para suas abotoaduras e seu colarinho. Daí eu entendi tudo.
- Entendeu o que?
- Entendi que ele havia se tornado o que ele queria ser. Usa terno e gravata, é advogado, juiz, sei lá. Mora sozinho. Deve ter viajado o mundo inteiro - ou boa parte dele. Tem preocupações quanto à conta da luz, gás, água, IPTU, IPVA, financiamento do apartamento. Vai de terno e gravata a jantares no Country Club. Encontra muitos dos nossos colegas da época da escola que também se tornaram advogados ou juízes e levam uma vida parecida com a dele.
- Um-hum. E...
- (Suspiro) E eu ainda não me formei, ainda moro com meus pais, não sei dar nó em gravata, não sei o que que tenho que fazer pra conseguir um financiamento e não tenho cartão de crédito.
- Tu publicou um livro.
- A Narcisa Tamborindeguy também.
- Um-hum. (Pausa) E quando ele te falou essas coisas todas sobre a propria vida, como tu te sentiu?
- Ah, ele não me falou, não.
- (Surpreso) Mas então como tu sabe tudo isso sobre a vida dele?
- O colarinho dele me disse. E as abotoaduras me confirmaram.
quinta - 10 de maio, 11h51


Santa Sé(xy)

Nada é mais sexy que a castidade. Por isso é muito natural o alvoroço em torno do secretário papal Georg Gaenswein. Coroa e bonitão, o padre tem atraído a atenção de tablóides e revistas de fofoca. E naturalmente, tem angariado muitas admiradoras. E alguns admiradores também.

Há algo extremamente sensual no sacerdócio. Afinal, não é à tôa que volta e meia ouvimos falar de mulheres e homens que se envolveram sexualmente com padres. A batina esconde desejos que nossa vã filosofia desconhece. E tudo o que está oculto atrai o desejo natural da revelação. Que homens estão mais resguardados que os padres, em suas vestes, dogmas e mosteiros?

Este blogue é totalmente favorável à ordenação de padres charmosos. A fé católica fica muito mais interessante com sacerdotes do garbo de Georg Gaenswein.
quarta - 9 de maio, 11h44


Protesto em vídeo

Pequena grande obra de arte. Imperdível.

Post roubado do Pensar enlouquece.
quarta - 9 de maio, 11h07


É assim que eu faria política

Vocês só vão ganhar outra virada cultural se prometerem se comportar.

E quem não se comportar vai embora com o velho do saco. Fui claro?
segunda - 7 de maio, 15h40


Declarações de um mentiroso compulsivo

Minto para acreditarem em mim. Minto para entrar para a história. Outras vezes, minto para ser um homem comum e passar despercebido.

Minto porque desejo. É um desejo de subir, me esconder, possuir ou conquistar. Minto para manipular. Logo, minto para controlar. Minto para manter.

Minto com a voz, com os olhos, com as mãos. Minto de terno e gravata. Minto nu em pêlo. Minto na vertical ou na horizontal. Sou versátil em minhas mentiras.

Minto para não me envolver. Para uns, minto para afastar. Para outros, minto para aproximar. Minto no público e no privado.

Mas o problema não é que eu minta. O problema é que ninguém acredita em mim quando falo a verdade. Os outros é que me obrigam a mentir. Eis, enfim, uma verdade.
sábado - 5 de maio, 10h


Trecho da entrevista televisionada de uma popular humorista brasileira sem graça alguma

Pergunta - E quando você descobriu que tinha talento para a comédia?
Resposta - Ah, foi quando eu era criança, né. Que eu via aqueles filmes, aqueles comediantes, humoristas, e fazia imitações em casa, aquelas coisas.

P - Na escola?
R - Na escola também. Mas geralmente era mais em casa, mesmo. Meus pais incentivavam muito. Eu fazia teatrinho na escola. Aquelas coisas.

P - (Consulta suas fichas) Você acha mais fácil fazer drama ou comédia?
R - Sim. Sem dúvida.

P - (Pausa) Drama ou comédia? Qual dos dois?
R - O quê?

P - Qual dos dois é mais fácil?
R - Ah, o drama. Sem dúvida.

P - (Pausa) Por que?
R - Ah, porque... (pausa) ...a comédia é mais espontânea, você tem menos controle. Quando eu descobri que eu sabia fazer rir... (pausa) ...eu demorei pra perceber que comédia quem faz não é o ator, é a platéia. Então você tem que estar sempre dialogando com a platéia. E é mais fácil enganar no drama que na comédia. Sem dúvida.

P - A comédia exige mais verdade, é isso?
R - (Nervosa, olha para câmera) Como assim?... (pausa) ...acho que sim... (pausa) ...ou não, também. Sem dúvida.

P - (Suspira. Consulta suas fichas) Este seu personagem atual, a Nilzete. Em quem você se inspirou?
R - Nas empregadas do Brasil.

R - (Pausa) Alguma especificamente?
R - Todas elas.

P - (Visivelmente enfadado. Suspira. Volta-se para a câmera) Vamos fazer um intervalo e já voltamos com esta humorista e atriz de sucesso.
terça - 1° de maio, 22h02


Cortando fundo

O nome da minha coluna na Revista Mirabolante é Navalha e o primeiro texto já tá no ar. Passem !

E vale a pena lembrar que ao clicar nos anunciantes logo abaixo do meu texto vocês estarão ajudando financeiramente este pobre colunista.
segunda - 30 de abril, 13h10



o espírito de porco olha por este blogue

tem uma entrevista
velha aqui


instigar
repolhópolis
groundhog day
caderno de vidro
pensar enlouquece
caligrafia na pele
boca da cena
república livre
entretantos
sympton of the universe
trEPA!
dois dedos de prosa agridoce

vitor.diel@gmail.com


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