Contando histórias
O Terça eu conto pra você! é um projeto de contações de histórias do HB que tem sido um sucesso por onde passa. A empreitada é gratuita, divertida à beça e tem um blogue editado por moi. Passa lá!
O melhor de Stewie Griffin
Canoas
O acidente da quinta-feira em uma oficina de botijões de gás em Canoas, na Grande Porto Alegre, trouxe à tona as discussões sobre a segurança em depósitos de gás residenciais ou industriais. Bumerangue! entrou em contato com uma leitora que, em 1998, vivenciou uma situação parecida com aquela ocorrida na semana passada.
Ao descrever o pavor que tomou conta do bairro quando labaredas consumiam uma distribuidora de gás a cinco quadras de sua casa, Cristina Teixeira, 22, é categórica: “nunca morreu tanto cachorro atropelado em Canoas”.
Confira nesta breve entrevista um relato emocionado da jovem estudante canoense.
Cristina, na tua condição de testemunha, divida com nossos leitores um relato do que ocorreu naquele dia.
O que tu estavas fazendo quando o incêndio começou?
E as pessoas estavam correndo apavoradas?
E tu deixaste a casa aberta e saíste correndo também?
Descreva a situação dos moradores em fuga.
Um recado para os leitores?
Mais um levante bárbaro
Feliz de quem mora em Florianópolis ou Curitiba.
Porto Alegre é uma cidade pequena demais pra conter dois dos maiores times de futebol do Brasil. Deveríamos ter apenas um - e daqueles bem pequenos, praticamente da várzea.
E como o gaúcho não tem o senso de humor do carioca, a batalha futebolística no Rio Grande toma sempre proporções ridículas e assustadoras.
Afinal, em toda final de campeonato, ou num mísero Gre-Nal pelo Gauchão, torcedores são assassinados e espancados e a cidade é assaltada e pilhada.
Já disse e repito: futebol é o fim da civilização. Somos todos bárbaros. Alguns com Ensino Superior e MBA. Mas ainda assim, bárbaros.
Muita chuva faz isso com as pessoas
"Porto Alegre é a capital do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. É localizada junto ao Guaíba, no extremo sul do país, a 2.111 quilômetros de Brasília. É a maior região metropolitana do sul do país, com cerca de 4,1 milhões de anfíbios, em 2006."
Trecho da entrevista televisionada de uma conhecida atrizcantorabailarina brasileira
Pergunta - E agora você voltou com os musicais, que têm recebido muitas críticas por que os ingressos estariam muito altos para o público brasileiro. Como você percebe isso?
P - Este é o seu quinto musical, não é? Que paixão é essa por um gênero que não tem muita tradição no Brasil?
P - Você acha que
P - Você acha que
P - Você acha que
P - Você acha que
P - (Consulta suas fichas. Suspira. Murmura alguma coisa) Vamos ao intervalo e já voltamos.
Uma questão de ponto de vista
- O meu pai não gosta do neném que o filho bastardo dele teve por que a criança é preta.
Dia dos Namorados
Sem essa de Power Point, webcard ou e-mail mela-cueca. Legal mesmo é postar no blogue o clipe de uma das músicas preferidas de quem a gente ama.
The Proclaimers, I´m Gonna Be (500 Miles)
Eu educadamente me refiro ao Dia dos Namorados como Dia do Coito, porque coito feito com amor é bem mais gostoso.
Saciando as dúvidas a respeito do vídeo: sim, os manés de óculos são irmãos gêmeos. Sim, eles são escoseses. Sim, aquele é o Johnny Depp. E sim, o outro é o Aidan Quinn.
A música é trilha de um filme chamado Benny & Joon, de 1993. Não sei o título em português e também não sei se já o assisti. Talvez na Sessão da Tarde.
De qualquer modo, o clipe é bacana e o Dia dos Namorados também. Curtam ambos.
Vote
Problema nas juntas tá na fila de votação do Overmundo. Quem leu, gostou e tem conta lá, vota.
Complôs perversos
As tramóias e acordos vis circulam por baixo dos panos desde a Grécia Antiga - senão antes. E hoje estou convicto de que estamos engatados numa rede de complôs igualmente obscuros e perversos. Vide os exemplos abaixo.
- Os ortopedistas têm um complô com os fisioterapeutas, de modo que todo paciente que se consulte com o pimeiro é imediatamente encaminhado com urgência ao segundo, mesmo não havendo necessidade alguma;
- os professores do ensino fundamental são agentes em um complô maligno que visa a idiotização definitiva da humanidade;
- os produtores da televisão também;
- os artistas de rua estão engajados num complô que tenta irritar o pedestre;
- os camelôs também;
- já os astrólogos querem apenas nos enloquecer com seu complô em que cada um faz um horóscopo diário completamente diferente do outro, mas sempre cuidadosamente evasivo e misterioso;
- os funcionários públicos municipais, estaduais e federais elaboraram um complô (este, o pior de todos) que visa o mau atendimento à sociedade;
- os economistas têm um complô que pretende tornar a economia incompreensível até na linguagem;
- as operadoras de celular e os presidiários são autores de um complô que, ao aterrorizar o cidadão de bem com ligações ameaçadoras, obrigam-no a comprar créditos para celular.
Tá bom ou quer mais? Estes poucos exemplos não são o suficiente para te fazer crer que estamos todos fadados a, mais cedo ou mais tarde, sermos vítimas de algum complô moderno? E a bem da verdade, com tanto algoz no mundo, daqui a pouco vai faltar vítima pra contar a história.
Problema nas juntas
A televisão polui a linguagem.
O cinema polui a imagem.
O rádio polui os ouvidos.
A internet polui o sexo.
A sacanagem polui a política.
Os blogs poluem o Google.
Os vírus poluem os downloads.
O medo polui a elite.
Os edifícios poluem o Menino Deus.
Deus polui os homens.
Pelo menos o católico - vingativo, mesquinho, autocentrado.
Os celulares poluem a concentração.
A fama instantânea e gratuita polui o ar - todo mundo a respira.
A ansiedade polui o sossego.
O futebol polui a civilidade.
A juventude polui a maturidade.
Tudo é lixo.
Solução: junta tudo e bota fora.
Carta de um pai que faleceu, ascendeu e, alguns meses depois, ainda tenta se acostumar à nova "vida"
Querido filho,
Fiz amigos novos! São dois colegas de quarto que chegaram recentemente. Você sabe, os dormitórios aqui são coletivos. O Superior diz que é pra incentivar a troca de experiências, que nenhum homem é uma ilha. Parece que lá embaixo é que se fica sozinho. Ao contrário do que se diz por aí, o inferno não são os outros. O inferno é solitário. E não, o Superior a que refiro-me não é Aquele. É o Sub do Sub. Aqui é um lugar muito organizado, existe uma hierarquia que é muito respeitada. Mas não é nada burocrático, como se espera de qualquer hierarquia daí debaixo. Nós temos uma ferramenta que nos ajuda muito e que é parecida com algo que vocês tem por aí, para o qual deram o nome de Google. Realmente, é uma invenção divina!
Tenho tido alguns problemas com a alimentação. Como você deve imaginar, aqui não se come carne. As vacas e porcos correm livremente pelo campo. Confesso que sinto muito desejo em dar uma boa mordida numa tenra carne bovina mal-passada. Disseram-me que a vontade passa com o tempo, só preciso me acostumar aos legumes refogados e à soja. Eles usam muita soja por aqui.
Outro problema têm sido as roupas. Quando chegamos, nos dão roupas novas. É de graça, mas são muito largas e esvoaçantes. Às vezes atrapalho-me com tanto pano quando quero subir no ônibus. E, cá entre nós, as cores são de muito mau gosto. Amaralo-moranga com roxo. Você se lembra como eu fico pálido de roxo, não lembra?
Em minha última carta, lembro-me de ter mencionado que achava ter visto sua avó por aqui. Enganei-me, é apenas uma senhora muito parecida com ela que mora a duas quadras do meu dormitório. Ela se chama Ivone e, confesso, tem um ar muito soturno. Ouvi dizer que ela enfrenta muitas dificuldades de adaptação desde que chegou, em 1943. Tem alguma coisa a ver com guerra, judeus, não entendi muito bem.
Agora, querido filho, preciso partir. Mês que vem eu volto e lhe dito outra carta. Acredito que terei grandes novidades! Estou negociando uma vaga no Ministério da Comunicação Extracorpórea. Sinto falta de trabalhar, não agüento esse descanso eterno. Você me conhece, não gosto de ficar parado.
Qualquer coisa, você sabe como me chamar. Muitos beijos no coração. Amém. |
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