Contando histórias

O Terça eu conto pra você! é um projeto de contações de histórias do HB que tem sido um sucesso por onde passa. A empreitada é gratuita, divertida à beça e tem um blogue editado por moi. Passa !
sexta - 29 de junho, 11h15


O melhor de Stewie Griffin


segunda - 25 e junho, 22h20


Canoas
Uma cidade quente

O acidente da quinta-feira em uma oficina de botijões de gás em Canoas, na Grande Porto Alegre, trouxe à tona as discussões sobre a segurança em depósitos de gás residenciais ou industriais. Bumerangue! entrou em contato com uma leitora que, em 1998, vivenciou uma situação parecida com aquela ocorrida na semana passada.

Ao descrever o pavor que tomou conta do bairro quando labaredas consumiam uma distribuidora de gás a cinco quadras de sua casa, Cristina Teixeira, 22, é categórica: “nunca morreu tanto cachorro atropelado em Canoas”.

Confira nesta breve entrevista um relato emocionado da jovem estudante canoense.

Cristina, na tua condição de testemunha, divida com nossos leitores um relato do que ocorreu naquele dia.
Tinham seis daqueles reservatórios de gás igual ao do shopping de Osasco quase pegando fogo lá no meu bairro. Os botijões pequenos explodiram na volta e os bombeiros ficaram horas esfriando os grandões pra não explodir. No shopping explodiu só um e fez aquele estrago absurdo. Parecia filme. Dava pra ver umas línguas de fogo enormes e explosões. Sério mesmo, não tô exagerando. Fora que não dava pra enxergar nada de tanta fumaça.

O que tu estavas fazendo quando o incêndio começou?
Estudando química no quarto. Daí ouvi os estouros, saí de casa e todo mundo estava lá na frente. Saca que Canoas ia explodir e ninguém ia me avisar?

E as pessoas estavam correndo apavoradas?
Sim, sim. Tipo aquele filme Volcano, saca?

E tu deixaste a casa aberta e saíste correndo também?
Não, nós fechamos. Mas esquecemos o cachorro.

Descreva a situação dos moradores em fuga.
Um bando de pessoas carregava coisas em carrinhos-de-mão. E caminhões com gente dentro também. O engraçado é que todo mundo carregava uma TV. Imagina, Canoas explodindo, mas deusulivre perder a novela. Mas era uma loucura. Nunca morreu tanto cachorro atropelado em Canoas.

Um recado para os leitores?
Gostou da história? Pois aparece no Dr. Jekyll no dia 2 de julho pra curtir um show da Stereoplasticos: nós não somos botijões de gás, mas vamos botar fogo no lugar!
segnda - 25 de junho, 13h


Mais um levante bárbaro

Feliz de quem mora em Florianópolis ou Curitiba.

Porto Alegre é uma cidade pequena demais pra conter dois dos maiores times de futebol do Brasil. Deveríamos ter apenas um - e daqueles bem pequenos, praticamente da várzea.

E como o gaúcho não tem o senso de humor do carioca, a batalha futebolística no Rio Grande toma sempre proporções ridículas e assustadoras.

Afinal, em toda final de campeonato, ou num mísero Gre-Nal pelo Gauchão, torcedores são assassinados e espancados e a cidade é assaltada e pilhada.

Já disse e repito: futebol é o fim da civilização. Somos todos bárbaros. Alguns com Ensino Superior e MBA. Mas ainda assim, bárbaros.
quarta - 20 de junho, 15h47


Muita chuva faz isso com as pessoas

"Porto Alegre é a capital do estado do Rio Grande do Sul. Pertence à mesorregião metropolitana de Porto Alegre e à microrregião de Porto Alegre. É localizada junto ao Guaíba, no extremo sul do país, a 2.111 quilômetros de Brasília. É a maior região metropolitana do sul do país, com cerca de 4,1 milhões de anfíbios, em 2006."
terça - 19 de junho, 12h38


Trecho da entrevista televisionada de uma conhecida atrizcantorabailarina brasileira

Pergunta - E agora você voltou com os musicais, que têm recebido muitas críticas por que os ingressos estariam muito altos para o público brasileiro. Como você percebe isso?
Resposta - Olha, eu tenho um espetáculo que teve nove meses só de preparação. São 60 atores em cena, todos cantam e dançam maravilhosamente. A gente fez um longo trabalho de preparação vocal, preparação do corpo, dos movimentos. Tivemos que alugar um espaço pra poder ensaiar com todo mundo junto. Isso tudo reflete no ingresso, não tem como fugir. Mesmo com patrocínio e apoio, vai refletir no ingresso. Não adianta. Só eu fiquei uns dois meses, daqueles nove de preparação, ligando pessoalmente, indo pessoalmente até às pessoas que poderiam nos ajudar a bancar. Não foi fácil.

P - Este é o seu quinto musical, não é? Que paixão é essa por um gênero que não tem muita tradição no Brasil?
R - Olha. (Suspira, os olhos varrem o chão) No início dos anos 90, eu tinha um programa na televisão que fez o maior sucesso. Era inteiramente musical, com 20 bailarinos, figurino, palco. Era como se eu tivesse transferido o que eu faço no teatro para a televisão. E a gente recebeu muita crítica. Diziam que a gente estava imitando os americanos, que o Brasil não é a Broadway. Mas o programa era campeão de audiência no horário. Como é que se explica? O povo...

P - Você acha que
R - ...adorava o programa, tinha esquetes cômicos, tinha música, dança. Eu fazia uns dez pesonagens a cada programa, era uma loucura! (Risos) Acho que, com certeza,...

P - Você acha que
R - ...nós, pelo nosso trabalho, pelo que o povo via na TV, com certeza se encantava, voava, sonhava. Acho que é isso que, né...

P - Você acha que
R - ...faz o sucesso de um espetáculo. E daí se tem ou não tem tradição? Se não tem, vamos começar agora! O brasileiro tem tanto talento quanto o americano. Se não mais! Olha o que são os nossos músicos! O que são os nossos atores! O nosso teatro, olha quanta coisa de qualidade se produz!

P - Você acha que
R - E agora, com esse espetáculo novo, a gente veio pra mostrar, mais uma vez, que nós também sabemos sim fazer musical. Olha, eu já fiz novela, minissérie, filme com o Didi, teatro e até desfilei de modelo quando o Miltinho, querido, me convidou. Mas o musical é a minha paixão. E é a de todo mundo que tá envolvido na produção desse espetáculo. Então, respondendo a sua pergunta, vai ser um sucesso com certeza.

P - (Consulta suas fichas. Suspira. Murmura alguma coisa) Vamos ao intervalo e já voltamos.
domingo - 17 de junho, 12h40


Uma questão de ponto de vista

- O meu pai não gosta do neném que o filho bastardo dele teve por que a criança é preta.
- Credo. Sério?
- É.
- Mas e se a criança fosse rosa, amarela, verde?
- ...
- Verde é a cor da esperança, né.
- E do Hulk também.
sexta - 15 de junho, 16h


Dia dos Namorados

Sem essa de Power Point, webcard ou e-mail mela-cueca. Legal mesmo é postar no blogue o clipe de uma das músicas preferidas de quem a gente ama.

The Proclaimers, I´m Gonna Be (500 Miles)

Eu educadamente me refiro ao Dia dos Namorados como Dia do Coito, porque coito feito com amor é bem mais gostoso.

Saciando as dúvidas a respeito do vídeo: sim, os manés de óculos são irmãos gêmeos. Sim, eles são escoseses. Sim, aquele é o Johnny Depp. E sim, o outro é o Aidan Quinn.

A música é trilha de um filme chamado Benny & Joon, de 1993. Não sei o título em português e também não sei se já o assisti. Talvez na Sessão da Tarde.

De qualquer modo, o clipe é bacana e o Dia dos Namorados também. Curtam ambos.
quarta - 13 de junho, 12h50


Vote

Problema nas juntas tá na fila de votação do Overmundo. Quem leu, gostou e tem conta lá, vota.
sexta - 8 de junho, 15h04


Complôs perversos

As tramóias e acordos vis circulam por baixo dos panos desde a Grécia Antiga - senão antes. E hoje estou convicto de que estamos engatados numa rede de complôs igualmente obscuros e perversos. Vide os exemplos abaixo.

- Os ortopedistas têm um complô com os fisioterapeutas, de modo que todo paciente que se consulte com o pimeiro é imediatamente encaminhado com urgência ao segundo, mesmo não havendo necessidade alguma;

- os professores do ensino fundamental são agentes em um complô maligno que visa a idiotização definitiva da humanidade;

- os produtores da televisão também;

- os artistas de rua estão engajados num complô que tenta irritar o pedestre;

- os camelôs também;

- já os astrólogos querem apenas nos enloquecer com seu complô em que cada um faz um horóscopo diário completamente diferente do outro, mas sempre cuidadosamente evasivo e misterioso;

- os funcionários públicos municipais, estaduais e federais elaboraram um complô (este, o pior de todos) que visa o mau atendimento à sociedade;

- os economistas têm um complô que pretende tornar a economia incompreensível até na linguagem;

- as operadoras de celular e os presidiários são autores de um complô que, ao aterrorizar o cidadão de bem com ligações ameaçadoras, obrigam-no a comprar créditos para celular.

Tá bom ou quer mais? Estes poucos exemplos não são o suficiente para te fazer crer que estamos todos fadados a, mais cedo ou mais tarde, sermos vítimas de algum complô moderno? E a bem da verdade, com tanto algoz no mundo, daqui a pouco vai faltar vítima pra contar a história.
terça - 5 de junho, 22h21


Problema nas juntas

A televisão polui a linguagem.

O cinema polui a imagem.

O rádio polui os ouvidos.

A internet polui o sexo.

A sacanagem polui a política.

Os blogs poluem o Google.

Os vírus poluem os downloads.

O medo polui a elite.

Os edifícios poluem o Menino Deus.

Deus polui os homens.

Pelo menos o católico - vingativo, mesquinho, autocentrado.

Os celulares poluem a concentração.

A fama instantânea e gratuita polui o ar - todo mundo a respira.

A ansiedade polui o sossego.

O futebol polui a civilidade.

A juventude polui a maturidade.

Tudo é lixo.

Solução: junta tudo e bota fora.
terça - 5 de junho, 19h12


Carta de um pai que faleceu, ascendeu e, alguns meses depois, ainda tenta se acostumar à nova "vida"

Querido filho,

Fiz amigos novos! São dois colegas de quarto que chegaram recentemente. Você sabe, os dormitórios aqui são coletivos. O Superior diz que é pra incentivar a troca de experiências, que nenhum homem é uma ilha. Parece que lá embaixo é que se fica sozinho. Ao contrário do que se diz por aí, o inferno não são os outros. O inferno é solitário. E não, o Superior a que refiro-me não é Aquele. É o Sub do Sub. Aqui é um lugar muito organizado, existe uma hierarquia que é muito respeitada. Mas não é nada burocrático, como se espera de qualquer hierarquia daí debaixo. Nós temos uma ferramenta que nos ajuda muito e que é parecida com algo que vocês tem por aí, para o qual deram o nome de Google. Realmente, é uma invenção divina!

Tenho tido alguns problemas com a alimentação. Como você deve imaginar, aqui não se come carne. As vacas e porcos correm livremente pelo campo. Confesso que sinto muito desejo em dar uma boa mordida numa tenra carne bovina mal-passada. Disseram-me que a vontade passa com o tempo, só preciso me acostumar aos legumes refogados e à soja. Eles usam muita soja por aqui.

Outro problema têm sido as roupas. Quando chegamos, nos dão roupas novas. É de graça, mas são muito largas e esvoaçantes. Às vezes atrapalho-me com tanto pano quando quero subir no ônibus. E, cá entre nós, as cores são de muito mau gosto. Amaralo-moranga com roxo. Você se lembra como eu fico pálido de roxo, não lembra?

Em minha última carta, lembro-me de ter mencionado que achava ter visto sua avó por aqui. Enganei-me, é apenas uma senhora muito parecida com ela que mora a duas quadras do meu dormitório. Ela se chama Ivone e, confesso, tem um ar muito soturno. Ouvi dizer que ela enfrenta muitas dificuldades de adaptação desde que chegou, em 1943. Tem alguma coisa a ver com guerra, judeus, não entendi muito bem.

Agora, querido filho, preciso partir. Mês que vem eu volto e lhe dito outra carta. Acredito que terei grandes novidades! Estou negociando uma vaga no Ministério da Comunicação Extracorpórea. Sinto falta de trabalhar, não agüento esse descanso eterno. Você me conhece, não gosto de ficar parado.

Qualquer coisa, você sabe como me chamar. Muitos beijos no coração. Amém.

Papai.
quinta - 31 de maio, 13h10



o espírito de porco olha por este blogue


tem uma entrevista
velha aqui


instigar
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dois dedos de prosa agridoce

vitor.diel@gmail.com


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