Clarice X Millôr
"Voltamos a falar da vida e sobre o que mais nos importava.
O que mais importa na vida?
Trecho da entrevista que Millôr Fernandes concedeu a Clarice Lispector, em janeiro de 1977. O resto, aqui.
Moa
Três desenhos do cartunista gaúcho.
Leitores de um livro só
"Alguns se aprisionam voluntariamente, não por não lerem, mas por estarem dispostos a ler apenas aquilo com que já possuem afinidade. Se o livro é uma janela aberta para o mundo, estes são leitores que procuram uma única abertura voltada para o que lhes melhor convém. Lêem um livro só - aquele que eles mesmos escreveram como manual para enxergarem o mundo. (...) O potencial subversivo da literatura advém, em grande parte, do fato de ela ser construída na mente do leitor. E eu já escrevi em outro lugar que é difícil para o sujeito rejeitar o que ele mesmo construiu no palco escuro de sua mente. É por isso que se queimam livros, e nisso os censores são mais perceptivos que aqueles críticos aos quais tudo se resume a estéticas e conceitos."
Roberto de Sousa Causo, escritor e crítico, em sua coluna no Terra Magazine.
Liberdade lingüística
Um blogue que exalta a cultura da Galícia me causou confusão mental. Não pelo conteúdo, mas pela forma: o galego é um idioma meio espanhol, meio português e com algumas esquisitices específicas, do tipo:
"(...)O vídeo, de preto de seis minutos e elaborado principalmente a base de imaxes gravadas no seu día para o programa de TVG Galicia para ou mundo, péchase cunha serie de fotografías que mostran o forte impacto ambiental e paisaxístico das explotacións louseiras da serra."
Oi?
Abaixo, um vídeo ufanista sobre a região - com legendas em espanhol.
E este aqui é o blogue.
Novidades à vista
Depois de um ano de trabalho, está em processo de finalização o "Granada" - meu primeiro livro. É uma coleção de crônicas novas e velhas. Tipo um best of, com algumas novidades pra lançar de single. Heh.
A novidade não vem sozinha: o livro sai pela Armazém de Livros, nova editora do Junior - o maior entusiasta das letras que eu conheço e incansável trabalhador pela cultura deste Estado. Segundo o próprio, a Armazém não tem pretensões de tomar o mercado de assalto, nem de construir um catálogo vasto em diversas áreas da literatura. Num passo pequeno, vai lançar agora o "Granada" - que, aliás, tem financiamento do Fumproarte (o fundo da Prefeitura de Porto Alegre para incentivo à produção cultural) -, com perspectivas de, coisa que só quem produz cultura há muitos anos sabe, trabalhar o livro. Afinal, editora nova que lança autor e o esquece em seguida é o que mais tem por aí.
Voltando às vacas magras, o livro tá bonito, chique, cotchiporâneo. A mão sábia do editor escolheu um cara da hora pra cuidar da capa e projeto gráfico - o Rafael Vivian, ex-colega de trabalho que sacou o espírito do "Granada" com precisão. Ou seja, com estes dois rapazes talentosos e espertos na parada, fico muito tranqüilo quanto ao quê esperar deste livro. *** ***
Inveja mata (o outro)
"Diderot dizia que o talento é imperdoável. Sim. Eu prefiro parafraseá-lo dizendo que a beleza é imperdoável. A beleza pode ser exibida. As pessoas podem chamar alguém de 'linda'. Mas a feiúra é protegida por leis. Leis que Nietzsche identificou como próprias da 'modernidade'. Ninguém pode chamar o outro de 'feio'. (...) Não podemos chamar uma criança burra de burra. E ensinamos as outras crianças a também não dizer isso. Queremos que não sejam 'cruéis'. Mas é preciso saber lidar com a crueldade, pois quando a reprimimos de um lado, ela pode apontar sua cabeça de outro. E a inveja pode ser seu alimento e estopim."
Paulo Ghiraldelli Jr., o "filósofo da cidade de São Paulo", no texto "O fogo, a beleza e a inveja", publicado em seu blogue.
Em 3D
Estudantes gringos encenam Super Mario Wolrd num show de talentos.
Já ganhou.
War in the south american way
Todas as previsões estavam erradas. Pelos indícios que o mês de março trouxe, a Terceira Guerra Mundial vai começar pela América do Sul. Sorte a nossa, por que o Brasil está muito longe deste continente que o cerca. Longe, longe demais.
Farc é problema nosso também. Assumamos. |
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