Ás do porrete
E não é que ainda outro dia eu pensava em comprar um desses?
Cá entre nós, esse nariz é meio obsceno, né, não?
Indústria criativa já é 16,4% do PIB
"A indústria criativa movimenta em torno de R$ 381,3 bilhões por ano no País, o equivalente a 16,4% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, e emprega 35,2 milhões de pessoas. Os dados constam de um levantamento inédito feito pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) e leva em conta áreas que vão desde cinema, música, arquitetura e design até atividades indiretas relacionadas e de apoio em produção e serviços. O comércio internacional de bens e serviços criativos cresceu a uma taxa anual de 8,7% de 2000 a 2005, bem acima da variação de 5% das exportações totais desses itens. A pesquisa da Firjan levou em conta 12 atividades principais: artes visuais, publicidade, expressões culturais, televisão, música, artes cênicas, filme e vídeo, mercado editorial, software, moda, arquitetura e design, além do grupo de serviços indiretos. Essas 12 áreas principais da cadeia criativa respondem por 2,6% do PIB brasileiro."
Da Publishnews, que extraiu da Folha.
Cartum
Link novo aí ao lado. É o Allan Sieber Talk to Himself Show, do próprio Allan Sieber. Recomendação classe A.
Considerações sobre um crescimento sólido
Não adianta inciar um crescimento econômico vigoroso e não investir em Educação para mantê-lo. Todo mundo sabe disso, mas agora, com as sucessivas conquistas econômicas do Brasil, esse discurso toma uma dimensão mais concreta e realista. Ou seja, se a economia vai bem, é hora de pensar na Educação.
O sólido crescimento econômico experimentado pelo País nos últimos meses nos permitirá muitos outros avanços nos próximos anos. Porém, a Educação não está prevista como uma das beneficiárias dessas conquistas.
O reconhecimento mundial da maturidade e força da nossa economia perderá vitalidade em dez ou vinte anos se não colocarmos agora a Educação pública como prioridade nas instâncias federais, estaduais e municipais. O número de brasileiros pertencentes à classe média só aumenta, o poder de compra só cresce, o consumo só engorda, mas um povo com televisão de plasma, notebook e iPod à disposição não significa um povo com acesso à escola e universidade públicas de qualidade.
A Coréia do Sul só conseguiu manter seu crescimento quando, depois de controlar a economia na rédea curta, investiu na melhoria da escola pública e, assim, conseguiu garantir a formação de novos engenheiros, empresários, pesquisadores e administradores; estudantes que um dia serão responsáveis por manter a economia pelos próximos vinte, trinta e quarenta anos. Na Coréia do Sul, eles sabem que o que faz um país manter o crescimento econômico é a Educação, e não o reconhecimento de investidores externos.
De que adianta o investiment grade se o país se especializa em formar apenas operários, ascensoristas, faxineiros, lavadeiras, camelôs e muitos outros que andam à margem do mercado e serão excluídos das benesses do crescimento? Se o Brasil não investir em Educação, os benefícios do crescimento econômico serão desfrutados apenas pela elite branca (nós) e não por todos. Se não investirmos em Educação, o Brasil não vai crescer para todos, mas só para quem já é grande.
Podemos aproveitar a maré da boa economia e iniciar agora um plano de crescimento universal, geral e irrestrito para as próximas décadas. Basta reconhecermos que a solução está na sala de aula e no quadro-negro. Do contrário, ficaremos chupando o dedo diante de um mercado global cada vez mais competitivo e excludente.
Resumo do mês por Angeli
Letras Nossas
Primeira parte da entrevista no programa Letras Nossas, da Unitv, abaixo.
Para assistir a continuação, clique aqui.
Profissões ingratas
Alguns cargos dão prestígio e bom dinheiro mas eu não os desejo pra ninguém, porque acabam com a sanidade de qualquer um. Eis algumas das profissões mais ingratas do mundo.
Porta-voz da Amy Winehouse: haja criatividade pra tanta desculpa e saco pra tanta explicação. Tá certo - teu nome não sai do jornal, mas a que preço? Grau de enlouquecimeno: alto.
Advogado da Britney Spears: batidas de carro, incidentes com guardas-chuvas, exames antidroga, problemas conjugais, familiares, financeiros, e, naturalmente, legais. Neste cargo, esclarecimentos ao juiz são freqüentes. É fundamental habilidade para esquivar-se de um ex-marido interesseiro e um pai irresponsável. Grau de enlouquecimento: alto.
Ex-BBB: você pode ganhar o Nobel de Física, mas vai sempre ser reconhecido como um ex-BBB - mesmo que tenha perdido o jogo. Aliás, principalmente se tiver perdido, porque, pelo que parece, os perdedores do BBB sempre conseguem tocar alguma carreira "artística", ao contrário dos vencedores que somem do mapa tão rápido quanto surgiram. Big Brother Brasil é maldição na certa. Quer se dar bem? Torce pra perder. Grau de enlouquecimento: médio se você perder; alto se você ganhar: ócio enlouquece.
Paul McCartney: e qualquer coisa que envolva a pancada (leia-se safada) da Heather Mills. Essa mulher vive de falcatrua, sempre dando rasteira nas pessoas. Agora, ela está sendo acusada de não ter doado um par de pernas mecânicas para uma pobre coitada da Rússia - a quem tinha prometido de pé junto ajudar. Ela ganhou milhões com o divórcio do ex-Beatle e adivinha se ela foi correndo ajudar a guria? Mills passou a perna em todo mundo mais uma vez. Mas o Paul, homem vivido, já sabia. Ele conhece a perna - digo, peça. Grau de enlouquecimento: alto. Custo monetário: o dobro.
Perda
Discurso brilhante de 2006 abaixo.
Retórica verde-oliva
"Mas, venha cá, você sabe qual é a diferença entre regime autoritário e ditadura? Primeiro, regime autoritário não tem permanência de ninguém no poder. No nosso regime, o presidente foi sistematicamente mudado. Bom, você diz, mudado no Congresso... Em quantos países do mundo a democracia é exercida pelo Congresso e não por voto direto? Segundo, nós não tínhamos ideologia. E o que caracteriza uma ditadura é a ideologia. Nós não tínhamos uma ideologia. Sabe qual era a nossa? Fazer voltar a democracia verdadeira ao Brasil. Chamar de 'ditadura militar' é uma impropriedade política."
General Leônidas Pires Gonçalves, ex-ministro do Exército durante a redemocratização de 1985, na primeira parte da entrevista exclusiva concedida ao Terra Magazine.
A continuação será publicada no mesmo site, às 14h de hoje.
Lições que as coisas deixam
Terminei. E sabe o quê? Só agora percebi que essa papelada toda já estava no meu outro quarto. Ou seja, a bagunça me acompanhava desde antes da mudança.
Realmente, os problemas vão na mala.
Coisas, muitas coisas
Pintou um surto antibagunça do quarto. Olhei para mesinha, a mesinha olhou de volta. Engoli em seco e meti a mão na papelada que se acomodava sobre ela há alguns meses. Aliás, foi mexendo na papelada que descobri que algumas coisas repousavam ali há anos.
Encontrei uma agenda de 2004 e outra de - pasmem! - 2001. Ambas em branco. Eu não devia ser uma pessoa muito ocupada, entre 2001 e 2004.
Encontrei centenas de cartões de visita. Joguei todos fora. Exceto um.
Encontrei três cadernos. O primeiro, em branco. O outro só até a metade. O terceiro, completamente rabiscado, rasgado, sujo, aos pedaços, com conteúdo do início da faculdade. Não sei o quê diabos estava fazendo ali esse tempo todo.
Encontrei muitos recados, bilhetes, lembretes e anotações provisórias - dessas que a gente rabisca e joga fora quinze minutos depos. Eu guardei por quatro anos. Não repara.
Encontrei também o telefone do Eugênio (???), o e-mail da Isabel (???), o telefone do consultório de numerolgoia (que eu nunca fui), o da mulher do Feng Shui (que eu nunca fiz; e se tivesse feito, a mesinha do meu quarto não teria guardado papéis por oito anos), o celular do tele-táxi, do outro tele-táxi, e do outro também, o celular do Maurício, a cola para a prova de Redação feita em 2004, bilhetes trocados com colegas de trabalho, um cartão do Garfield, todas as provas da monografia que eu entreguei em dezembro passado, uma revista de skate, meu nome escrito em kanji, seguido dos adjetivos "simpático" e "inteligente", um cardápio de barzinho, um santinho e ainda não terminou.
Estou me sentindo dentro do livro do Junior, E um rinoceronte dobrado.
Depois eu volto para dizer como termina.
Gordo
Um breve adendo-remendo ao post sobre a MTV.
- Além do Adnet, João Gordo, já um clássico, é igualmente uma das melhores atrações do canal, não importa qual seja o formato de programa que a direção lhe dê. João Gordo tem carisma, é autêntico e despretensioso. Tudo o que a MTV um dia já foi.
Homens trabalhando
Hoje, estarei no programa Letras Nossas, da UniTV, conversando com o escritor Luiz Antonio de Assis Brasil sobre crônica, literatura, criação e o lançamento do "Granada".
Às 21h, no canal 15 da NET, em Porto Alegre.
***
O ponto alto talvez tenha sido a palestra de ontem à noite. Havia umas sessenta pessoas. Eu esperava umas quinze, devido ao horário e ao desconhecimento público sobre o palestrante - eu.
É claro que fiquei nervoso. Não é todo dia que sessenta pessoas passam cinqüenta minutos olhando para mim, acenando com a cabeça, anotando coisas que falo, remexendo-se na cadeira em desacordo ou sorrindo de nervoso. Passados os vinte minutos iniciais, consegui desvincilhar-me dos olhares e passei a agir como se estivesse conversando com o Júnior ou algum amigo.
A surpresa da noite foi o público. Senhoras de sessenta anos mostraram-se tão interessadas quanto a gurizada de dezesseis anos. Tentei encontrar um denominador comum entre pessoas tão diferentes. Considerando que ninguém foi embora antes do fim, acho que consegui.
Segundo o Júnior, com o tempo eu aprendo a relaxar. Suspeito que ele tenha razão.
Subversão.com
Bumerangue! é subversivo. Vide algumas buscas no Google que resultaram em acessos a este blogue.
- Como funciona prisão para graduados;
Eu me divirto com o Statcounter.
Na linha
Posso falar?
- A MTV perdeu a graça faz tempo, mas o Marcelo Adnet e seu "15 minutos" é o que torna a programação do canal divertida. A dupla Adnet e Quiabo é muito superior ao narcisista, histriônico e metido a engraçado Marcos Mion. Além do quê, o senso de humor carioca detona.
- Tenho aprendido bastante sobre história dos negros na aula de - pode crer - radiojornalismo. Deivison é apenas o terceiro professor negro que eu tenho desde a primeira série do Ensino Fundamental, o que revela a esquizofrenia da suposta democracia racial brasileira.
- Aprendi também a fazer apresentação de Power Point decente.
- Amanhã, subo a Serra até Bento Gonçalves, onde lanço o "Granada" e converso com estudantes do Ensino Médio.
O buraco agora é concreto e não metafórico
Estou há três dias sem sair de casa por causa do ciclone.
Doze milhões de brasileiros ascenderam das classes D e E para a classe C, em 2007. Segundo a Capitão Dilma, o Lula fez do Brasil um país de classe média. Porém, todos sabemos que os últimos anos não teriam visto mudança alguma se não fosse a política econômica de FH, na década passada. Fernando Henrique e Lula tiraram o Brasil do buraco. Essa batalha já está vencida.
Próxima luta: Brasil versus Mãe Natureza. Uma relação que costumava ser pacífica sofre um revés e o jogo vira. O que o futuro nos guarda? |
2006 2005 2004 2003
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