Acabou? Nem vi!

Promessa é dívida e eu não devo nada. Não escrevi uma linha sequer sobre as Olimpíadas enquanto ocorriam. Na verdade, dei-me conta somente hoje que os jogos terminaram no domingo, tamanho o meu desinteresse pelo evento.

Em outros anos, eu assistia pelo menos as cerimônias de abertura e encerramento. Agora, nem isso. Porém, confesso que ria toda vez que ouvia falar na posição do Brasil no quadro geral de medalhas. Nós ficamos atrás de alguns países em guerra. Estaríamos nós em guerra também?

Fala-se muito que as Olimpíadas não deveriam ter sido realizadas na China pelo histórico de atentados aos direitos humanos daquele país. Ora, se o currículo de um povo no quesito respeito à vida é determinante para que seu país seja sede dos jogos, todas as próximas edições seriam revezadas entre três ou quatro nações. E o Brasil não seria uma delas.

Por outro lado, a Copa do Mundo de 2014 será realizada em terras brasileiras e eu dou graças a Deus por isso. Para sediar algumas partidas, Porto Alegre terá que construir um metrô subterrâneo. Os maiores beneficiados seremos nós - incentivadores do transporte público residentes na capital gaúcha.

Nunca gostei tanto de futebol.
terça - 26 de agosto, 21h12


Menos mortes violentas

Segundo a revista inglesa The Economist, o Brasil não é mais tão violento como há dez anos. Prova disso estaria nos expressivos índices de redução de homicídios no Estado de São Paulo, levado como referência por ser o mais populoso.

Mais detalhes, aqui.

E eu digo que daqui a dez anos vamos olhar para trás e perceber que o enjaulamento e monitoração eletrônica dos condomínios foi um exagero estimulado por uma cultura do medo.

E veremos também que durante este triste processo alguém foi beneficiado.
sexta - 22 de agosto, 12h41


Tulibu dibu douchoo


domigno - 17 de agosto, 20h04


Barack Roll


terça - 12 de agosto, 11h10


As milícias, os chefes do tráfico, os condomínios exageradamente gradeados e o mundo hostil fora do feudo

"Quando estoura uma guerra, as pessoas dizem: 'Não vai durar muito, seria idiota'. E sem dúvida uma guerra é uma tolice, o que não a impede de durar. A tolice insiste sempre, e compreendê-la-íamos se não pensássemos sempre em nós. Nossos concidadãos, a esse respeito, eram como todo mundo: pensavam em si próprios. Em outras palavras, eram humanistas: não acreditavam nos flagelos. O flagelo não está à altura do homem; diz-se então que o flagelo é irreal, que é um sonho mau que vai passar. Mas nem sempre ele passa e, de sonho mau em sonho mau, são os homens que passam, e os humanistas em primeiro lugar, pois não tomaram suas precauções. Nossos concidadãos não eram mais culpados que os outros. Apenas se esqueciam de ser modestos e pensavam que tudo ainda era possível para eles, o que pressupunha que os flagelos eram impossíveis. Continuavam a fazer negócios, preparavam viagens e tinham opiniões. Como poderiam ter pensado na peste, que suprime o futuro, os deslocamentos, as discussões? Julgavam-se livres, e nunca alguém será livre enquanto houver flagelos."

Albert Camus, em "A peste".
segunda - 11 de agosto, 15h37


Viciados em petróleo

Um video produzido pela revista americana Good explica em quatro minutos a atual crise mundial do petróleo e dos alimentos. É excelente e merece um play.


quarta - 6 de agosto, 18h12


A morte da frase

"A revolução da internet, diz Billington, resultou em novas possibilidades de interação, mas também conduziu a um jargão incompreensível sem sentenças, pontuação nem parágrafos e a uma menor compreensão do mundo e do seu significado. Ele acha que caminhamos rumo à linguagem usada por programadores de computador e controladores de tráfego aéreo. Assim, a língua regride da condição de portal do pensamento crítico para ferramenta de instrução."

Carlos Drummond, no Terra Magazine. Aqui, a íntegra.
terça - 5 de agosto, 12h


Breves

"A cantora pop Victoria Beckham, ou Posh Spice, é descendente de um comunista alemão do século 19 que teve ligação estreita com Karl Marx, disse na segunda-feira um historiador alemão. Nascida Victoria Adams e hoje esposa do jogador de futebol David Beckham, ela é tataraneta do revolucionário e artista Carl Heinrich Pfaender, de acordo com o historiador Hans Mueller, da cidade de Heilbronn, no sudoeste da Alemanha."

Ah, a improbabilidade dos genes...

Daqui.

***

Melina foi embora na sexta, mermão vai no mês que vem. Estou ficando sem companhia.

***

Isso me lembra o que o meu professor de Radiojornalismo, quando eu fazia faculdade, sabe?, disse, certa vez: eu sou romântico. A minha colega fez coro: "ele é, sim!".

Talvez eu seja.

***

A campanha pra prefeito e vereador tá tão chocha. Ou é só aqui em Porto Alegre? Talvez em São Paulo esteja mais.. ahn... divertida. Afinal, eles têm Maluf no páreo. É pra rir, não é?

***

Este blogue tem profundo respeito pelos olhos e ouvidos saturados de seus leitores e por isso mesmo não publicará uma linha sequer sobre as Olimpíadas, ou sobre como os chineses se fuderam achando que os jogos iam ajudar a divulgar para o mundo uma China moderna e prafrentex, mas que na verdade o tiro saiu pela culatra e agora sim, com a imprensa mundial voltada para Pequim, vamos ver os horrores daquele estado opressor, desumano e poluidor, e vamos tremer ao saber que em 2050 será a primeira força econômica do globo. Falei?
segunda - 4 de agosto, 22h37



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