Marx, Engels e a nova crise financeira

"Há dezenas de anos, a história da indústria e do comércio é tão-somente a história da revolta das modernas forças produtivas (...) contra as relações de propriedade, que são as condições da existência da burguesia e de sua dominação. Basta citar as crises comerciais que, em sua periódica recorrência, colocam em perigo, de forma sempre mais ameaçadora, a existência de toda a sociedade burguesa. As crises comerciais aniquilam regularmente grande parte não somente dos produtos existentes, mas também das forças produtivas já criadas. Nas crises eclode uma epidemia social que teria parecido um contra-senso a todas as épocas anteriores: a epidemia da superprodução. (...)

Civilização em excesso, meios de subsistência em excesso, indústria em excesso, comércio em excesso. As forças produtivas de que dispõe já não servem para promover a civilização burguesa e as relações de propriedade burguesas; ao contrário, tornaram-se poderosas demais para essas relações, e são por elas entravadas. E, assim que superam esse obstáculo, precipitam toda a sociedade burguesa na desordem, colocam em perigo a existência da sociedade burguesa. As relações burguesas tornaram-se estreitas demais para conterem a riqueza que produziram. - Como a burguesia supera as crises? De uma parte, pelo aniquilamento forçado de um enorme contingente de forças produtivas; de outra, pela conquista de novos mercados e pela exploração mais acirrada dos antigos. Por intermédio de quê? Preparando crises mais extensas e mais violentas e reduzindo os meios para preveni-las."

Karl Marx e Friedrich Engels, em "Manifesto do Partido Comunista - 1848". Tradução de Suely Tomazini Barros Cassal. Editora L&PM Pocket.

***

Importante ressaltar que este trecho é postado aqui apenas por se prestar retoricamente como curiosa reflexão sobre a atual crise financeira global. Por isso os hiperlinks.

Cabe lembrar também que quem quiser entender melhor o propósito das sucessivas crises financeiras globais, seus ardis e mecanismos, tem que assistir o documentário Zeitgeist.
sábado - 29 de novembro, 12h


Contra a Natureza

Ontem, fomos ao fliperama. Matamos jacarés com porrete à beça e derrubamos cobras com bolas de plástico - o melhor jogo do Playland. Assumimos, porém, que não entendemos muito bem como habilitar as máquinas para dois jogadores. Nos assustávamos com os barulhos estridentes e movimentos frenéticos dos brinquedos e atirávamos desesperadamente contra os alvos, como se nossas vidas estivessem em jogo. Tanta tensão resultou, hoje, em dores musculares.

Mais tranquilo, porém igualmente divertido, é o pinball - meu preferido. O temático do Star Wars mostrou-se um tédio, é verdade. Mas o da invasão marciana compensou.

Junior mandou bem no jet ski e no jogo da memória dos Flintstones. Quanto a mim, fiquei com vergonha, mas joguei mesmo assim, o da pista de dança. Fiz tudo errado porque não sabia para onde olhar. Como resultado, a certeza de que foi dinheiro posto fora. Ao contrário do jogo do jacaré e das cobras, os quais renderam muitos pontos para serem trocados por brindes.

À noite, volto para casa cantarolando Rock With You, do Michael Jackson, quando um inseto entra na minha boca. Tento tossir, me engasgo e - pasme! - o engulo. Sinto-me humilhado e envergonhado.

***

Dou porretadas em jacarés, atiro bolas contra cobras e engulo insetos vivos. Sou definitivamente o terror da Mãe Natureza.
sexta - 28 de novembro, 11h40


Oinc!

Nosso espírito de porco conquistando novos territórios.
terça - 25 de novembro, 12h12


Marolinha

Música de 1993 da Cyndi Lauper se presta como trilha a atual crise financeira:

O aluguel tá vencendo
E os bolsos, vazios
Nêgo recorre às máquinas
Pra saber a verdade
Nem bola de cristal
Vai ajudar a enxergar
Onde vamos encontrar
Os sonhos para alimentar nossos bebês

O "seo" Youtube não deixa colar o video. Quem quer ver, clica aqui.
segunda - 24 de novembro, 12h01


Cpers versus Yeda

"Alguns dizem que o Brasil investe pouco em educação, como se essa fosse a razão de todos os nossos males. Não é verdade: nosso setor público investe entre 4% e 5% do PIB em educação, valor parecido com o investido pelos países ricos. O gasto é malfeito – vai muito para as universidades e muito pouco para o ensino básico –, mas não é pequeno. (...) Simplesmente não acredito que dando mais dinheiro aos professores e diretores que estão em nossas escolas hoje, sem exigir nenhuma contrapartida ou melhorar sua capacitação, nós teremos um ensino de melhor qualidade. O problema principal dos funcionários de nossas escolas não é de motivação: é de preparo. E falta de preparo não se resolve com salário, mas com mais e melhor treinamento."

Trecho da coluna de Gustavo Ioschpe na Veja, edição de 27 de setembro de 2008. Íntegra aqui.
segunda - 24 de novembro, 11h34


Da série "Bela porcaria"

2. O asfalto em São Paulo (bis!)

Fonte: Folha Online.
segunda - 24 de novembro, 10h26


Zeitgeist - Adendo

Falei que a segunda parte do documentário Zeitgeist já está online? Se chama Adendo, tem duas horas de duração e pode ser visto com legendas em português aqui. Bumerangue! recomenda, cês sabem, né?
sábado - 22 de novembro, 21h36


Millôr vê o Rio Grande

"O Rio Grande do Sul ultrapassou Minas em importância cultural. Já é o terceiro pólo cultural do Brasil. Lá existe a Zero Hora. É o jornal mais importante, fora de Rio e São Paulo. Existe a L&PM, do meu amigo Ivan Pinheiro Machado. Essa editora tem um papel muito importante na promoção dos autores locais. Eles têm um mercado local, se sustentam com esse mercado e, de repente, estão aparecendo para todo o Brasil. O Rio Grande do Sul tem isso. O Rio Grande do Sul tem cara. São poucos os estados que têm cara. Você consegue saber quais são pela gozação. O Rio Grande do Sul criou fama do gaúcho macho. Então, se você quer falar em gay, fala do gaúcho. Isso mostra que o estado tem personalidade. E isso é bom para o Rio Grande do Sul, esse regionalismo. Porque, com a globalização, temos que cultivar as coisas locais. Como o Rio Grande do Sul, só há Minas, a Bahia, o Rio e São Paulo. Os outros Estados não têm cara."

Millôr, em entrevista à ZH, edição de 29 de julho de 2007 (cuja íntegra está aqui).

E aí? O que pensam vocês, meus leitores?
sexta - 21 de novembro, 11h52


Considerações sobre a resposta

Tem uma imprecisão política naquela resposta.

Na verdade, a oposição adora as notícias do governo - principalmente se tiver cagada no meio.

Talvez a oposição acompanhe mais as notícias do governo que a própria base aliada. Afinal, só pode opôr-se quem conhece as minúcias.

O que me lembra a oposição ferrenha de muitos ao projeto Pontal do Estaleiro, da construtora BM Par Empreendimentos.

A empresa pretende construir seis edifícios residenciais e comerciais de 12 andares a 60 metros da margem do Lago Guaíba, na Zona Sul de Porto alegre, entre a sede da Fundação Iberê Camargo e o novo BarraShoppingSul. O porém é que o Plano Diretor da cidade não permite a construção de residências próximas à orla, para evitar acidentes e transtornos que eventuais inundações possam causar, e determina que a margem do Guaíba deva ter uso exclusivamente público.

Os vereadores que aprovaram o projeto e a alteração na lei para permitir as construções defendem que a revitalização e integração de qualquer área urbana à vida de uma cidade precisa conter necessariamente ocupação mista - envolvendo residências, comércios, serviços e área pública. O projeto Pontal do Estaleiro contempla estas quatro iniciativas, com destaque para os 60% de uso da área com destino público, possibilitando o acesso dos porto-alegrenses a trecho da orla renovada e urbanizada, além da construção de parque e uma rua de acesso alternativa pela margem do lago.

Porém, os opositores da iniciativa, ferrenhos e numerosos, rejeitam qualquer participação da iniciativa privada na área e almejam um destino 100% público, sem residências ou comércio, o que, dizem, caracterizaria a privatização da orla do Guaíba.

Este blogueiro foi à Câmara de Vereadores no dia 12 de novembro, quando o projeto passou pela votação final e colocou-se ao lado dos favoráveis. Entretanto, como sou ávido defensor da democracia e do diálogo, conversei com três opositores do projeto e percebi que nenhum deles sabia dos detalhes que justamente me faziam ser favorável à iniciativa.

Um, confundiu 43 metros de altura (o que dá 12 andares) com 40 andares. Mas mesmo assim fez coro ao protestos dos estudantes anti-Pontal. Outro, não sabia que a avenida receberia uma segunda pista alternativa, junto à margem, que ajudaria a desafogar o trânsito que ele insistia iria piorar. Este, também fazia coro aos gritos de "não ao espigão". O terceiro, não sabia do sistema de prevenção de enchentes, da estação de tratamento de esgoto própria, nem da construção de praça, píer público e urbanização de um trecho da praia. Mas estava lá, xingando os vereadores favoráveis ao projeto.

Entendem agora o que eu quero dizer quando digo que oposição só é oposição quando bem informada sobre a situação? Pintar faixas e fazer panfletos anti isso ou anti aquilo é muito fácil. Pesquisar, ler e informar-se é o princípio de qualquer posicionamento político. Ou deveria ser. Porque participação democrática não se faz no grito, nem na compra de discurso pronto, mas sim com informação, apuração e análise.

Ciente disso, este blogueiro reconhece que o projeto tem furos e obscuridades na tramitação que deveriam ser apuradas pelo Minsitério Público e pela Câmara de Vereadores. Reconhece também que o Plano Diretor de Porto Alegre deve ser revisto integralmente e discutido com a sociedade, principalmente na questão da urbanização da orla, e não ceder às pressões de um grupo de empresários. Os empresários que se submetam à lei, e não o contrário.

Mas, por enquanto, ainda sou favorável à execução do projeto Pontal do Estaleiro. A ocupação mista de uma área abandonada e degradada é a melhor saída para sua revitalização e integração. Assim, tem-se vida e circulação vinte e quatro horas por dia.

Portanto, acho que os criadores de palavras cruzadas deveriam pensar duas vezes quando dizem que opositora é a pessoa que não gosta de notícias do governo. Dizer isso não é só imprecisão retórica, é desserviço. Logo, meça as palavras, Coquetel. Meça as palavras.
quinta - 20 de novembro, 13h22


Resposta

"Opositora". Arrá.

Cheguei a cogitar "diogomain". Juro.
quinta - 20 de novembro, 12h06


Uma aventura pelo mundo das palavras cruzadas

"Pessoa que não gosta de notícias do governo"

Nove letras, a última é A.

Não tenho nem idéia. A única certeza é a de que os criadores de palavras cruzadas estão ficando mais criativos a cada dia. Ou excessivamente retóricos.
quinta - 20 de novembro, 12h02


Sarau

Hoje à noite, participo de sarau da Semana Acadêmica do Curso de Letras à Distância da Ulbra Porto Alegre.

Meus colegas de mesa são Arthur de Faria, Rodrigo Rosp, Israel de Castro e Paulo Bentancur.

Às 20h30, na Rua Comendador Manuel Pereira, 55.
terça - 18 de novembro, 11h32


Da série "Bela Porcaria"

1. O asfalto em São Paulo



Fonte: Terra/Agência Estado
quinta - 13 de novembro, 10h22


Drops

Breve entrevista à Ulbra TV, no programa Literarua, aqui.

É o vídeo ao fim da página.
quarta - 12 de novembro, 00h17


Me procurem dia 17

Feira do Livro de Porto Alegre à toda e este Bumerangue! fica às moscas. Pobre Bumerangue!, né, não?

Voltarei com novidades semana que vem.
segunda - 10 de novembro, 20h44


Todo mundo vai dançar à noite


sábado - 8 de novembro, 22h10



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