Buraco negro

Conselho pra 2009: cuidado onde enfias a mão.


segunda - 29 de dezembro, 20h16


Previsões para 2011

A propósito do fim do ano, e das sucessivas notícias ruins que os últimos dias de 2008 trouxeram, como a previsão de agravamento da crise financeira nos próximos meses, os ataques sangrentos de Israel à Faixa de Gaza e o aumento no preço da cerveja, este blogueiro consulta o calendário e considera 2009 um ano ruim para todo mundo e 2010, inexistente devido à Copa do Mundo e às eleições presidenciais.

Sendo assim, Bumerangue! apresenta as previsões mês a mês para o ano de 2011 e conclui que só então retomaremos a normalidade.

Janeiro de 2011: depois da grave redução no consumo, o que resultou em desemprego e fechamento de fábricas nos dois anos anteriores, o Governo retira os impostos incidentes sobre a cerveja e o preço médio ao consumidor cai a R$ 2,00 a garrafa de 600 ml. Primeiro-ministro israelense é convidado de honra para as comemorações do primeiro ano de criação do Estado Palestino. Judeus e árabes celebram a paz num concurso de conga, que dura alguns meses devido ao grande número de inscritos.

Fevereiro: os Estados Unidos páram em silêncio por um minuto e relembram o assassinato do presidente Barack Obama, dois anos antes. Joe Biden, vice de Obama e atual presidente, comete algumas gafes e deslizes na cerimônia e é comparado a Leslie Nielsen - astro de filmes como "Corra que a polícia vem aí!" e "Todo mundo em pânico 4".

Março: a Organização dos Países Exportadores de Petróleo finalmente dá-se conta que combustíveis fósseis poluem exageradamente e passa a investir em energias limpas e renováveis. A instituição muda seu nome para Organização dos Países Gente-boa.

Abril: o Brasil lança mais um foguete ao espaço, carregando mais um astronauta brasileiro, acompanhado de um turista americano que pagou alguns milhões pelo passeio. O presidente do Brasil, Cristovam Buarque, chega a Washington para fazer lobby pela cerveja brasileira.

Maio: revelado o casal campeão do concurso de conga promovido no Oriente Médio: o palestino Mahmoud e a israelense Miriam são os reis do balanço. Nasce o quinto filho da cantora Britney Spears, fruto de uma relação casual com um andarilho analfabeto.

Junho: a China é o principal destino dos emigrantes brasileiros. O mandarim toma as ruas da América Latina e da Europa. Produções chinesas conquistam cada vez mais público nos cinemas do mundo.

Julho: a cantora Madonna é encontrada morta em casa, nua, flácida e com três dedos de raiz preta no cabelo. Fala-se em suicídio. Poucos se importam. O presidente do Brasil, Cristovam Buarque, celebra os frutos das políticas de analfabetismo zero dizendo que ninguém precisa ser Fidel para dar Educação decente para o povo.

Agosto: o Rio de Janeiro assiste com entusiasmo a remoção do último casebre da última favela do País. Lançamento do longa-metragem pornô "A filha da mãe virgem", estrelado por Leila Lopes, no papel de filha, Gretchen, no papel de mãe, e Rita Cadillac, como ela mesma. Carlos Bazuca faz uma ponta.

Setembro: em entrevista à revista Veja, o capitalismo ri de quem declarou sua morte em 2008 e diz que nunca esteve tão bem, obrigado. "Até Cuba me quer cada vez mais, broto!" - exibe-se.

Outubro: Amy Winehouse é novamente vista nua em Londres, perguntando a transeuntes "com licença, você sabe onde fica o traficante mais próximo?". O Orkut atinge a impressionante marca de apenas trinta e sete usuários. Trinta e cinco são fakes.

Novembro: em entrevista à revista Veja, realizada em um centro espírita, o comunismo avisa que não morreu e está apenas de recesso. O jornalista Reinaldo Azevedo diz que já esperava por essa. Conclusão do trem-bala Porto Alegre-Macapá cria expecativa de uma nova integração nacional. A Argentina é posta à venda.

Dezembro: o Brasil compra a Argentina e leva a Bolívia de brinde. Oposição diz que foi um mau negócio. Hugo Chávez avisa que pretende ficar até 2021 no cargo. Economistas dizem que o ano colocou de vez a crise de 2008 e 2009 no passado. A bolsa de Havana registra recorde de negócios. Londres, Bovespa e Dow Jones vão no embalo. Mãe Dináh diz que se 2011 foi bom, 2012 vai ser muito, muito melhor.
segunda - 29 de dezembro, 13h40


Soltaram o coisa-ruim

O Oriente Médio daquele jeito e eles ainda aumentam o preço da cerveja.

Xô, 2009.

Dá pra pular direto pra 2010?

Se bem que aquele será ano de Copa do Mundo e eleições presidenciais. Ano de Copa e eleição é um ano inexistente.

Vambora pra 2011 e tá resolvido.
segunda - 29 de dezembro, 11h05


2009 com o pé esquerdo

Receita Federal aumenta tributo da cerveja e consumidor pagará 10% a mais pela bebida.

A medida vigora a partir de janeiro.

Fodeu o verão.

Refrigerantes também serão contemplados pelo reajuste.

Detalhes no G1.
sexta - 26 de dezembro, 21h54


E-mail que vira crônica

"Oi, Ru! Tudo bem?

Aqui tá tudo na boa. Fora o calor. Pra espantar o calor, a gente bebe muita cerveja. Muita cerveja. Aqui, a gente pode beber e fumar em qualquer lugar. O Brasil é um país que preza pelo direito de ir e vir e pelas liberdades individuais. Dentre elas, a liberdade de poder beber cerveja e fumar tabaco industrializado sempre que der na telha.

No sábado, eu saí com a Priscila e dois amgios dela. Fomos beber cerveja na Lancheria do Parque. Foi bem legal. Tem fotos no Bumerangue!. Bebemos bastante cerveja. Mas não fumamos. Ninguém na nossa mesa fumava. Apesar de termos a liberdade de fumar, escolhemos não fumar. Isso se chama democracia. É o nome daquilo que o Bush tentou levar para o Iraque e que não deu muito certo. Aí no Oriente Médio, nêgo tem predileção por um Estado de pulso firme, mesmo. E por Estado religioso também, diga-se de passagem. Não pode beber, não pode fumar, não pode trepar na praia e nem trepar com pessoas do mesmo sexo. Já aqui no Brasil, pode. É uma terra de muita, muita liberdade. A democracia aqui ainda engatinha, né. Mas as liberdades individuais, especialmente aquelas de poder beber cerveja e fumar tabaco industrializado - ah, estas são imaculadas!

Bom, era isso. Só pra dizer que estou com saudade e que aqui no ocidente a gente tem muita, muita liberdade.

Há braços!

Vitor - orgulho de ser ocidental."
domingo - 21 de dezembro, 23h53


Breja no sábado



Tradicional imitação do David Bowie, dessa vez com os óculos da Priscila



Ponto de vista do pirulito



Priscila, Bruna, eu e meio Sander. Ótimas companhias.

Considerações de Priscila:

"Essa aí veio da rave!"


domingo - 21 de dezembro, 23h15


Morri

Escrevi, escrevi e escrevi, apertei o botão errado e perdi tudo.

Que dor no meu bom humor.
domingo - 21 de dezembro, 11h37


Uma vez colônia...

"Sabe quando tem festa do peão de rodeio em cidade do interior? Todo mundo tem que ir pra ver e ser visto, é o evento social do ano e a cidade inteira comenta.

Pois a Madonna é a nossa festa de rodeio. É quando Rio e São Paulo mostram que são provincianas. Porque essa 'babação de ovo', 'lambeção de saco' (com o perdão do termo) em torno da Madonna é injustificável.

(...)
Trata-se de um evento de música onde o que menos interessa é a música. Ela é uma cantora e o que menos se falou nesses dias foi da voz dela (que não é mais a mesma). É a realidade do oba-oba de massa, da sociedade oca do espetáculo. Mesma coisa no rodeio. O peão de boiadeiro, dane-se. O que importa para a maioria é estar presente na 'festa'."

De Alexandre Xavier, aqui.
sábado - 20 de dezembro, 12h14


O Brasil e seus vizinhos ressentidos

Em comentário de ontem no Jornal da Globo, Arnaldo Jabor sustenta que o Mercosul impede que o Brasil negocie diretamente com países fora do bloco e com os próprios países integrantes, devido às sucessivas desavenças sul-americanas.

Aliás, em reunião a portas fechadas com Lula, hoje, o presidente do Equador, Rafael Correa, voltou atrás e garantiu que vai pagar a dívida que tem com o Brasil. Nada além de sua obrigação.

O vídeo com o comentário do Jabor está aqui. Nota sobre a dívida equatoriana aqui.
quarta - 17 de dezembro, 23h13


Por que cessar o auxílio à África

"A ajuda estrangeira tem dado legitimidade à corrupção e a regimes autoritários, permitindo que eles continuem no poder mesmo quando perderam a popularidade com os próprios cidadãos.

(...)
Muitos países subsaarianos vêm dependendo da ajuda estrangeira há décadas. Em alguns casos, ela corresponde a mais de 10% do produto interno bruto, ou mais de a metade (sic) dos gastos públicos. Quando a metade do orçamento do governo vem da ajuda externa, o líder fica menos inclinado a cobrar imposto dos cidadãos.

Como resultado, governos que são altamente dependentes em ajuda dão muita atenção aos doadores e pensam pouco nas necessidades da população. Infelizmente, os doadores têm seus próprios objetivos, que nem sempre são os mesmos dos cidadãos de países africanos."

Sorious Samura defende que o assistencialismo ocidental é prejudicial à África. Aqui.

Aproveitando as discussões do Estado como agente regulador dos mercados que a crise financeira trouxe em 2008, o fim gradual do auxílio financeiro ao continente africano deveria ser uma das resoluções deste ano novo. Governos e instituições financeiras do mundo deveriam voltar-se aos meios para que os países africanos possam crescer em conjunto, tendo o microcrédito facilitado (a mais eficiente forma de inclusão social) como um dos mais fortes pilares de mudança. Vide o que acontece na China, Brasil e Índia.

Enquanto continuarmos dando dinheiro para regimes corruptos e ditatoriais, a África não vai mudar. Se a crise financeira propõe mudanças nos mercados, deveríamos aproveitar a situação para incluir o continente africano na renovação e promover, assim, crescimento sustentável dentro das normas regulatórias do capitalismo que surgirá passada a crise.
quarta - 17 de dezembro, 10h42


A violência enquanto procedimento

Já a alguns anos eu cultivo a crença de que se dependesse de mim as salas de cinema fechariam todas, porque tem muito filme que não merece o meu ingresso ou, o que é mais valioso, a minha atenção. O DVD tem inúmeras vantagens sobre a sala escura - o conforto do meu sofá, a tecla pause, banheiro logo ali, os extras. Eu digo - "abaixo o cinema! Viva o DVD" a plenos pulmões. Porém...

...hoje eu fui ao cinema. Assisti "Procedimento Operacional Padrão", documentário sobre as fotos divulgadas em 2004 em que soldados americanos exibem-se humilhando presos iraquianos, no cento de detenção de Abu Ghraib, em Bagdá. O trailer, aliás, está aqui embaixo:

É chocante testemunhar a falência da civilização e da humanidade em pleno século XXI. Bagdá é uma terra sem lei e sem líder. O poder vigente é aquele impetrado pelo ódio e pela vingança, cujas vítimas muitas vezes são meros pais de família, comerciantes, pedreiros, estudantes e aposentados. O filme mostra que o Iraque, com a presença dos americanos, é ruim. O noticiário atual nos indica que sem eles é pior. A invasão ao Iraque já teria entrado para a história como a empreitada bélica mais mal feita de todo os tempos. Os principais presidiários de Abu Ghraib são os Estados Unidos - o país que se diz propagador mundial da democracia e da liberdade estará por um longo tempo algemado aos erros no Iraque, esta mancha no currículo que muitas décadas não apagarão.

Sendo assim, recomendo "Procedimento Operacional Padrão". E acredito que logo, logo sai em DVD. Fiquem ligados.

Por hora, divirtam-se.
terça - 16 de dezembro, 22h25


1960 de novo

A Gabriella Cilmi é mais uma cantora, assim como Lily Allen, Duffy e Amy Winehouse, que entrou na onda sixties que tomou 2007 e 2008 de assalto.

Às vésperas de 2009, podemos imaginar qual será a nova moda musical do próximo ano.

Por hora, ei-la: Gabriella Cilmi, em Sweet About Me.


domingo - 14 de dezembro, 13h10


Da Madonna

"Madonna é a ostentação pela ostentação, sem qualquer nível artístico. É oca por dentro, com o perdão da redundância. Um batalhão de designers projetou o figurino do palco. Ela é o palco sem Mick Jagger ou Maria Rita ou Fernanda Takai. Ela e sua banda usam 69 guitarras ao longo da apresentação. Bastaria um playback. Na verdade, e digo na verdade, Madonna representa o supercapitalismo norte-americano de Richard Nixon, Ronald Reagan, de George Bush, pai e filho, que, elitista e financeiro, sucumbiu numa depressão."

Régis Bonvicino, em coluna no Último Segundo. Aqui.
domingo - 14 de dezembro, 10h47


Tudo se resume ao medo da morte

"Depois de observar que 'nós mostramos uma tendência inequívoca a colocar a morte de lado, a eliminá-la da vida', Sigmund Freud explica: 'Temos o hábito de enfatizar a casualidade fortuita da morte - acidente, doença, infecção, idade avançada; dessa maneira, revelamos o esforço de reduzir a morte de necessidade à oportunidade'. Tal redução (ou, para empregar uma novidade lingüística pós-freudiana e um pouco mais precisa, 'desconstrução') da morte está afinada com o espírito da modernidade. (...) Era um gesto tipicamente moderno fatiar o desafio existencial num agregado de problemas que devem ser resolvidos um a um, independentemente, e o podem ser de tal forma desde que o know-how e os meios técnicos necessários para utilizá-lo estejam disponíveis e que seu regime de uso seja estritamente observado."

Zygmunt Bauman, em "Medo Líquido". Tradução de Carlos Alberto Medeiros. Editora Jorge Zahar.

E aqui, exemplo das técnicas que garantiriam juventude eterna e que se prestam como exemplo do medo peremptório da morte.
terça - 9 de dezembro, 20h47


Comédia por indução

Chega de Lula. Até outubro de 2010, este blogue não fala mais nele.

***

Peter Powers é um hipnólogo que tem um programa de televisão na Austrália. Ele faz as pessoas pagarem micos em público - inconscientemente, claro - e diverte todo mundo. A mim, pelo menos, diverte muito.

Abaixo, ele ordena uma garota de 19 anos a fazer sexo com o primeiro objeto que encontrar pela frente, ao silvo de um apito.

Neste outro episódio, ele induz um casal a sentir prazer sexual ao comer e ao ver o outro comer.


terça - 9 de dezembro, 14h20


O dia do sífu

Presidente Lula versa sobre a crise financeira internacional em discurso do dia 4, no Rio de Janeiro. Grifos meus.

"Ora, eu comecei falando de coisas que eu leio, de coisas que eu escuto, de coisas que eu vejo. Imaginem vocês, se um de vocês fosse médico e atendesse a um paciente doente, o que vocês falariam para ele? Olha, companheiro, o senhor tem um problema, mas a medicina já avançou demais, a ciência avançou demais, nós vamos dar tal remédio e você vai se recuperar. Ou você diria: meu, 'sifu'. Vocês falariam isso para um paciente de vocês? Vocês não falariam. Ou o presidente se comportar como aquela visita indesejada a um doente no hospital, não sei se já aconteceu com vocês. Vai visitar um parente no hospital, está lá o cidadão... Todo doente fica feio: ele emagrece, ele fica pálido, ele fica psicologicamente arrebentado, não é o melhor lugar do mundo o hospital, a gente está sempre mal vestido, às vezes não tomou banho direito. E aí chega lá a família toda para visitar e aí senta uma comadre e começa a falar: 'Ih, ontem, lá na minha rua morreram dois com essa doença aí. E a minha vizinha disse que não tem cura. Um parente dela morreu lá em Pernambuco, em Garanhuns, com essa doença aí'. Ou seja, você acaba de matar o paciente."

Roubei do blogue do Reinaldo Azevedo. A íntegra do discurso pode ser conferida aqui.

***

Impossível que seja ele quem manda. Impossível.

***

Lula não é o presidente. Ele é um personagem usado por uma cúpula bem informada, escolarizada e pensante tanto do governo quanto do partido que alimenta sua imagem de operário, de batalhador popular, de retirante nordestino, de alguém que fala "a mesma língua do povo", para fins de prática política e legitimação popular. Prova disso são os 70% de brasileiros que consideram o governo Lula como ótimo ou bom, ou os 23% que o avaliam como regular.
sábado - 6 de dezembro, 12h44


Jornalismo parcial

"Em relação aos 'escândalos' de cada governo, na Era FHC, por exemplo, houve o episódio de pagamento de propina a deputados para votarem a favor da emenda da reeleição. Já no governo Lula, houve o escândalo do mensalão. Esses dois episódios foram tratados de maneira diferente pela mídia?
Foram. Isso você nota claramente. Na época de FHC, o episódio da emenda da reeleição começou com a Folha de S. Paulo divulgando a questão da compra de deputados para votar a favor, mas você nota que há uma responsabilização do governo, mas ninguém chega a dizer que o presidente Fernando Henrique estava envolvido nisso. No máximo, os editoriais sustentam que o escândalo 'de repente' pode bater na porta do presidente. No caso do mensalão, no governo Lula, se você lembrar bem, desde o primeiro momento a mídia apontou que o problema estava dentro do gabinete do Palácio do Planalto. Sobre impeachment, por exemplo, o Fernando Henrique teve muitos pedidos por parte das oposições, especialmente do PT. Mas nunca teve apoio por parte da mídia. No máximo, 'vamos abrir uma CPI para discutir isso'. Com Lula houve um tratamento diferenciado. A mídia não deixou de divulgar os escândalos do governo do Fernando Henrique, mas seguramente expôs muito mais o atual governo e seus escândalos. Isso dá para dizer seguramente."

Entrevista do professor da Universidade de Brasília David Renault da Silva ao Congresso em Foco, sobre sua pesquisa da cobertura jornalística da Era FHC. Íntegra aqui.
sexta - 5 de dezembro, 15h30


Crítica, ou talvez elogio, ao materialismo contemporâneo

Lily Allen canta as maravilhas e os horrores da nossa cultura hedonista em música nova.


sexta - 5 de dezembro, 13h55


Empreitadas oníricas

Eu tive a brilhante idéia de fazer um documentário de rádio sobre a vida e obra da Tina Turner. Consegui ingressos para um show e fui, com o meu gravador em punho. Eu precisava de alguns trechos da música Simply the Best, e aproveitei que ela cantaria ao vivo, com um backing vocal pra lá de inusitado: David Lynch, George Michael, Glenn Close, Scary Spice, entre outros.

Em seguida, fui para o Junior. Primeiro, foi difícil passar pela zeladora, que queria muito mostrar-me sua vassoura nova. Depois foi a guria do filme Exorcista que não me deixava entrar no apartamento. Abri a porta e a vi refazendo a cena mais humilhante do filme - a da mijada no carpete, que não tem no Youtube. Foi então que ela veio para cima de mim, meio Samara, de O Chamado, meio velha do [REC].

Acordei assustado, me perguntando como diabos a Tina Turner havia conseguido o David Lynch de backing vocal.
quinta - 4 de dezembro, 11h50


Geléia vira geleia

Hot site especial do IG explica o que muda e o que fica no novo acordo ortográfico da língua portuguesa - que passa a vigorar a partir do mês que vem. O link é um serviço de utilidade pública e está aqui.
quinta - 4 de dezembro, 11h05


Ainda sobre identidade

"(...) Viver em meio a chances aparentemente infinitas (...) tem o doce gosto da 'liberdade de tornar-se qualquer um'. Porém, essa doçura tem uma cica amarga porque, enquanto o 'tornar-se' sugere que nada está acabado e temos tudo pela frente, a condição de 'ser alguém', que o tornar-se deve assegurar, anuncia o apito final do árbitro, indicando o fim do jogo. (...) Estar inacabado, incompleto e subdeterminado é um estado cheio de riscos e ansiedade, mas seu contrário também não traz um prazer pleno, pois fecha antecipadamente o que a liberdade precisa manter aberto."

Zygmunt Bauman, em "Modernidade Líquida". Tradução de Plínio Dentzien. Editora Jorge Zahar.
quarta - 3 de dezembro, 15h


O blogue do Ivan Lessa

"Blogs e mais blogs. Sobre tudo. Quem é alguém, ou melhor dizendo, quem não é ninguém ou almeja ser alguém, tem seu blog. Acabou aquela história de escrever palavrão nas paredes dos mictórios públicos. Blogueia-se, ao invés."

Ivan Lessa, em sua coluna na BBC Brasil. A íntegra, cês sabem, está sempre na palavra "aqui".

***

Aproveito para anunciar que este blogue agora conta com barra de vídeo, à esquerda da página, ao final de tudo.
segunda - 1º de dezembro, 14h04



o espírito de porco olha por este blogue


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