Golpe

Hoje faz quarenta e cinco anos do golpe militar de 1964. Um dia importante para o Brasil e que deveria centralizar nosas discussões e noticiários, todo ano.

Para quem sente-se perdido diante da história, é um bom momento para ler a respeito e tentar entender - considerando que boa parte dos leitores deste blogue, como eu, tem vinte e poucos anos e, obviamente, não viveram a ditadura.

Separei alguns materiais aqui e aqui.

UPDATE às 20h11: aqui também.
terça - 31 de março, 14h58


Um mundo perfeito

Outro dia, enquanto esperava pelo Walter no Dmae da 24 de Outubro, mergulhei em uma espécie de Sim City imaginário e me pus a planejar a cidade perfeita que eu construiria e administraria, se assim me fosse permitido/outorgado/determinado/imposto.

Inspirado pelo grande e bem cuidado jardim do espaço, determinei que na minha cidade ideal todo prédio público teria, nas suas proximidades, uma praça com área igual à área útil da construção. A cada prédio público, uma praça. O plano diretor possibilitaria construir, em algumas regiões, instalações públicas próximas umas das outras, o que permitira a conjunção de diversas praças, resultando em um grande parque, com, obviamente, área equivalente à área útil dos prédios públicos circundantes.

Cada praça e parque teria paisagismo, espaços e usos diferentes. Por exemplo, existira uma Praça Japão, com lagos, carpas e bancos; uma praça para skatistas; outra para futebolistas, voleiros e basqueteiros; uma Praça Paulista, com nada além de uma grande laje de cimento sem vegetação ou mobiliário; uma praça com árvores nativas da região, e por aí vai.

E como resultado da política de ocupação mista, racional e ordenada, próximo de cada praça ou parque seriam destinados um número xis de espaços residenciais e comerciais, diretamente proporcionais à área da praça, sempre considerando as ruas e avenidas próximas, para facilitar a circulação viária. Assim, com ocupação mista das áreas, ou seja, áreas públicas, residenciais e comerciais em quadras próximas, garante-se a circulação de pessoas em todos os turnos do dia, impedindo o abandono e o breu, comuns em regiões exclusivamente comerciais ou industriais.

Ah, sim! Não posso esquecer que a Comissão de Arquitetura seria encarregada de impedir a construção de prédios feios. E uma lei municipal tornaria proibida a existência de edifícios garagem - monstrengos que enfeiam qualquer paisagem urbana. Estacionamento que não fosse térreo, seria subterrâneo.

E, naturalmente, sob minha administração, a fiscalização seria intensiva e enfática. Sem essa de colocar placa e faixa em qualquer lugar. Tivemos tanto trabalho pra aterrar toda a fiação da cidade, não é agora que comerciantes de senso estético duvidoso vão poluir a nossa paisagem.

Ufa! Por enquanto, é este o meu projeto. Convence, né? Espero que sim.

Logo, votem em mim.
domingo - 29 de março, 20h35


Um novo Estados Unidos

Daqui.
quinta - 26 de março, 11h53


Trilha sonora da minha infância

As músicas do Mario sempre foram muito boas. Tem mais no link.
segunda - 23 de março, 12h06


Vitor vê a TV (e fala com ela)

Estou desconfiado que a televisão realmente suscite paixões. Percebi que estou me tornando uma daquelas pessoas que falam com os atores, músicos e talking heads que nela aparecem, como se estivessem diante de mim, na minha sala. São interjeições do tipo:

A) "Para com isso! Mulher chata! Vai arranjar marido que é isso que te falta!";

B) "Bunda-mole! Todo mundo caga na tua cabeça e tu não faz nada! Tu não tem colhão, meu?";

C) "Até quando vocês vão insistir com essas músicas, hein?";

D) "Ih, pronto...";

E) "Falou demais, ninguém tá prestando atenção".

Abaixo, indico a que personagem se destina cada observação acima mencionada.

A) Grace Adler, do seriado "Will & Grace";

B) Tarso, personagem de Bruno Gagliasso na novela "Caminho das Índias";

C) NX Zero;

D) Britney Spears;

E) Algum vereador na TV Câmara.

E vocês? Quais são as interjeições mais comuns que exprimem diante da televisão?
quinta - 19 de março, 19h22


Au, au, au, au, au, au, au, au, au, au...

Maldito cachorro que não cala a boca na casa ao lado.

À noite, carne moída aqui em casa. Estão todos convidados.
domingo - 15 de março, 12h


Refletindo

Quando ele acorda pela manhã e se olha no espelho, se acha bonito.

Mas daí ele põe os óculos.
sábado - 14 de março, 10h47


Camuflagem urbana

Performance de camuflagem em Estocolmo, em março de 2007.


sexta - 13 de fevereiro, 21h03


As novelas e a construção da sociedade brasileira

"Um artigo publicado na edição desta semana da revista britânica The Economist afirma que as novelas da TV Globo podem ter exercido uma influência positiva nos hábitos e comportamentos dos brasileiros.

(..) 'As tramas normalmente se inclinam para uma direção progressista: a Aids é discutida, camisinhas são promovidas e a mobilidade social exemplificada'.

Afirmando que a influência das novelas pode ser mais positiva do que dizem seus críticos, a revista ainda brinca: 'Se a Globo pudesse lançar agora uma novela sedutora sobre reforma tributária, sua transformação do Brasil estaria completa'."

Daqui.
sexta - 13 de março, 18h52


Alguém anda bebendo no Vaticano

"O jornal do Vaticano, 'L'Osservatore Romano', publicou artigo neste fim de semana no qual afirma que a máquina de lavar talvez tenha feito mais pela liberação da mulher no século 20 do que a pílula anticoncepcional ou o acesso ao mercado de trabalho. A declaração faz parte de um artigo em homenagem ao Dia Internacional da Mulher.

(...) O artigo cita as palavras da feminista americana Betty Friedan, que, em 1963, descreveu 'o momento sublime de poder trocar a roupa de cama duas vezes por semana em vez de uma só'. Segundo o texto, embora os primeiros modelos fossem caros e pouco confiáveis, a tecnologia evoluiu a tal ponto que há agora 'a imagem da super mulher, sorrindo, maquiada e radiante entre os equipamentos de sua casa'."

Ou a publicação deste artigo ganha o prêmio Grosseria do Ano ou o Vaticano tem um senso de humor excelente que andava escondido das nossas vistas. Íntegra da nota da Folha aqui.
segunda - 9 de março, 12h27


Adversidades

"Não há maior estímulo do que a adversidade, dizem todos os filósofos que, vivendo à custa do poder, jamais passaram necessidade."

Millôr Fernandes, sempre presente neste blogue.
segunda - 9 de março, 11h08


Mercado

"Ninguém quer ler o que está por vir, porque ninguém vai construir uma casa à beira do abismo. A literatura de mercado, a que funciona, é a literatura da retrospectiva."

Bernardo Carvalho, escritor brasileiro. Roubado da Publishnews.
segunda - 9 de março, 10h55


Sábado à tarde



Vitor Diel por Melina Diehl





Verde é minha cor preferida, já falei isso, né?

Nos passamos por produtores de cinema em busca de locações com vista da cidade e subimos ao décimo-sexto andar de um hotel no viaduto da Borges. Só não fomos ao terraço por detalhe - estava em obras.
domingo - 8 de março, 22h25


Dia das mulheres

Para as leitoras deste blogue.

Evidentemente, sugiro que acompanhem a letra.
domingo - 8 de março, 14h


Depoimento de uma grande dama do teatro brasileiro

"O que as pessoas não entendem é que o artista é alguém completamente diferente. Eu não sou como as outras pessoas. Eu sempre soube que era diferente. O artista tem essa coisa, sabe... Tem dias que eu vou dormir às três da manhã, daí acordo às onze bem louca e limpo a casa toda. Meus vizinhos debaixo devem ficar loucos comigo (risos). Mas eu não tô nem aí! Eu não me importo com a opinião dos outros! Se me importasse, não seria artista, né! Às vezes eu tô numa crise assim que não consigo nem comer, daí eu sei que eu preciso botar pra fora de algum jeito, esta coisa que eu tenho aqui dentro. Olha, é uma coisa... Por isso que eu digo, o artista é diferente. As pessoas não entendem que eu preciso me expressar, eu sou mais sensível. O artista é especial. Marlene Dietrich, grande Marlene, dizia que os artistas são uma categoria específica de pessoas. E eu acho que são mesmo. Acho que o artista tem essa coisa louca, essa coisa de mudar, de jogar pra cima, pra baixo, pra tudo que é lado. O meu mundo é estranho, eu sei. A minha empregada que diz assim: 'dona Teresa, a senhora tá louca' e eu digo que tô mesmo! Ué! Quem é que paga minhas contas? Só que eu produzo com essa coisa toda, eu faço teatro! O teatro me acolheu, o palco é a minha maconha. Eu digo, assim, que eu não fumo, não bebo e não cheiro, mas faço teatro! Então é por aí, mesmo."
quinta - 5 de março, 15h30


Um recado para um leitor

Cristian, que surpresa! Escreva-me! Eu o faria, se tivesse o teu e-mail.
terça - 3 de março, 01h05


Elogio à crônica

Sem perceber, o ex-governador de São Paulo Cláudio Lembo tece elogio à crônica em sua última coluna no Terra Magazine. Trechos abaixo.

"A análise do cotidiano é a melhor forma de se entender os grandes momentos históricos. Saber como as pessoas viviam. Quais seus costumes. Como se portavam as pessoas frente aos acontecimentos.

(...)Estudar o passado, a partir de acontecimentos domésticos, permite recolher ensinamentos. Observar atitudes. Desmistificar os falsos heroísmos retratados pelos bajuladores."

Íntegra, aqui.
segunda - 2 de março, 13h17


Algumas das minhas coisas preferidas

Blogueiro que é blogueiro de verdade tem que manter seu blogue sempre interessante. Por isso, valho-me de um recurso inspirado em "A noviça rebelde" e listo algumas das minhas coisas preferidas na vida.

Democracia: a única coisa que me encanta mais que os trabalhos da situação são os esforços da oposição. Tá certo que oposição alguma é burra o suficiente para bater de frente contra os 84% de aprovação popular de um presidente - porque isso seria suicídio eleitoral. Mas temos visto, no Brasil, nos últimos anos, o surgimento de uma oposição intelectual e desligada da política partidária, que encontrou no jornalismo opinativo o espaço que necessitava para exercitar-se. Isso é democracia e é um valor que deve ser preservado com todos os nossos esforços.

John Lennon: nada contra o Paul McCartney - na verdade, adoramos suas baladas românticas e melodiosas, mas enquanto Sir Macca cantava "my love does it good", Lennon protestava contra a misoginia cantando "woman is the nigger of the world". Um gênio da cultura popular, um homem eternamente atual e um ativista com muito mais colhão que o chato do Bono.

Filmes de conteúdo político: seja o estupendo "A febre", documentários como "The israeli lobby" e "Zeitgeist" ou os episódios um, dois e três de "Guerrra nas estrelas": tem teoria política e social, tá valendo. Produtos culturais como estes nos lembram que arte é mudança e não apenas catarse ou entretenimento frívolo.

Mesa de bar: basta ceva e alguns amigos para encontrarmos o caminho da felicidade.

Música que leva ao headbanging: como esta. Dá play que tu vais sacar.

Livros novos: mesmo que eles repousem na prateleira por muitos meses, sua presença e possibilidades ocultas me reconfortam.

Tesão: amassos, ficadas, trepadas, gozadas, suor, rolar pelado na cama e tudo o mais que tenha tesão envolvido.
domingo - 1° de março, 11h20



o espírito de porco olha por este blogue


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