Reflexões do ano passado

Atrás de informações profissionais para completar meu currículo literário, percorri as páginas da agenda utilizada em 2008 e reencontrei algumas anotações pra lá de curiosas. Abaixo, listo algumas.

5 de março
Existem três níveis de memória: individual, coletiva e pública.

12 de abril
Escrita criativa: bed, bathroom, bus.

24 de abril
Ver com defesa do consumidor a validade dos créditos. Há distinção na validade entre valores diferentes? Meus créditos expiaram em 40 dias. Tenho 7$ trancados que só podem ser usados após nova recarga. Créditos que antes valiam por três meses, agora valem 40 dias, sendo que a nova lei, do dia 13/3, estabelece que toda validade será de 180 dias.

10 de maio
A mulher que consente: medo e retrocesso feminista; enquanto mulheres conquistam a presidência de países, outras querem apenas achar marido.

23 de julho
Grécia antiga: cidadão somente a partir dos 28 anos, depois de defender suas ideias em público, através da oratória.
Diálogo Teeto: sobre o conhecimento; não é sensação nem opinião.

1º de agosto
O que que eu faço, Senhor?

2 de agosto
Hipermodernidade
Individualismo: culto do narcisismo.
Hedonismo: só é bom se dá prazer.
Presenteísmo: não interessa o depois.
Velocidade: na dificuldade de compreensão.
"Os limites de privacidade são um estímulo poderoso à imaginação", Dr. Ruggero Levy.

16 de agosto
"A Negação da Morte", de Ernest...

18 de agosto
85% da energia do mundo provém dos combustíveis fósseis.

18 de novembro
"Hoje, o corpo humano tem cabeça, tronco e shopping", presidente da Multiplan na inauguração do Barra Shopping Sul.
quarta - 27 de maio, 16h31


Sobre o hedonismo

Tô guardando um trecho para publicá-lo aqui há algumas semanas. Ei-lo, enfim.

"Êle e May nunca falaram em casamento. Às vezes, Willie se perguntava por que ela não tocava no assunto, mas congratulava-se pelo fato de May se contentar em deixar as relações entre ambos na fase das nuvens côr-de-rosa. Pensava que aquela doçura duraria os quatro meses da escola de aspirantes de Marinha; depois embarcaria para o além-mar e chegariam ao fim do idílio sem sofrimentos de parte a parte. Dava-se parabéns por ter conduzido a aventura de modo a usufruir o máximo de prazer com o mínimo de complicações - prova de que era um amadurecido gozador da vida."

Esta última frase guarda muitas questões sobre valores. Seria o hedonismo saudável uma expressão de maturidade? Só os maduros sabem curtir o verdadeiro prazer da vida? Hedonismo sem maturidade levaria ao vício - logo à dor?

Trecho extraído da obra "O Motim do Caine", de Herman Wouk, publicada originalmente em 1951.
quarta - 27 de maio, 14h35


Iggy Pop e Houellebecq

"'A literatura é muito importante para mim. O livro de Houellebecq ilustra coisas que eu tinha em mente em relação ao sexo, à morte e ao sexo oposto', explica o cantor, de 62 anos, em entrevista à AFP.

(...)
Seu novo disco, que chegou às lojas na segunda-feira, foi batizado em francês: 'Préliminaires'. 'Toda a intriga do romance é uma preliminar da morte. E, na minha idade, cada ato é uma preliminar da morte: compor ou não, trabalhar ou se divertir, tentar ganhar dinheiro ou liberdade...', exemplifica."

Belas palavras, Iggy Pop. Convenceu-me a baixar Préliminaires. Íntegra da matéria, aqui. Mais sobre Houellebecq, aqui - porque eu dou tudo de mão beijada pra vocês.
terça - 26 de março, 19h40


Trinta anos de etanol

Videorreportagem da TV UOL sobre os trinta anos da produção brasileira de álcool combustível - uma das poucas boas ideias da ditadura militar.


segunda - 25 de maio, 11h13


Dez ilusões de ótica em dois minutos

Viral da Samsung, promovendo seu novo celular, chamado Soul.
sábado - 23 de maio, 20h


Opa! Opa! Segura que tá tudo caindo!

É a piada metáfora pronta.

Mais, aqui.
sexta - 22 de maio, 17h52


Bumerangue! e o Tantra

Segundo o contador de visitas deste blogue, alguém chegou aqui através de um site de sexo tântrico.

Acho lisonjeiro e retribuo o link: Neo Tantra, o site da nova inteligência sexual.

Passeando por lá, descubro que segundo "estudos", a primeira letra do nome revela a identidade sexual do sujeito. Rolo a tela direto para a letra V. Eis o que diz:

- Você é individualista, e precisa de liberdade, espaço e excitação.
- Concordo. Talvez.

- Você espera até que conheça bem alguém antes de se comprometer.
- Mentira.

- Você sente uma necessidade de entrar na cabeça do outro para saber o que ele(a) pensa.
- Concordo.

- Você é atraído(a) por tipos excêntricos.
- Não, mesmo!

- Freqüentemente há uma diferença de idade entre você e seu(a) parceiro(a).
- É, isso ocorre, sim.

- Você responde bem ao perigo, emoções e expectativas.
- Peraí, como assim? São três coisas diferentes, jogadas na mesma afirmativa. Vamos por partes. Perigo: não. Emoções: de que tipo? Expectativa: Talvez, depende.

- Cenas alegres o(a) excitam, embora você possa não estar participando.
- Tu dizes excitação sexual? Não, ou eu seria um pervertido. Tu queres dizer que eu tenho forte empatia? Isso, sim, é verdade.

Enfim, vá lá e consulte a identidade sexual sua ou do seu parceiro/cônjuge/pegada/fuck buddy.
quinta - 21 de maio, 21h10


Praga comum nas capitais brasileiras

Existe estilo arquitetônico mais cretino que o neoclássico?

Odeio neoclássico.

Excelente post sobre a III Perimetral, em Porto Alegre, no Skyscraper City. Merece visita.
quinta - 21 de maio, 18h49


Sobre os medos

Tenho descoberto alguns medos residentes em mim. Após refletir, acredito tê-los organizado e, portanto, exponho-os aqui.

Medo de Deus
Na verdade, tenho percebido que os anos de escola católica e a experiência da catequese prevaleceram sobre toda e qualquer outra experiência formadora. A principal expressão disso é o medo de Deus - ou, melhor dizendo, do Deus católico, este que me foi apresentado na primeira infância. Tenho profundo medo deste referido Deus. Porém, humano e hesitante que sou, tenho a clareza de que eu sinto medo de algo que talvez nem exista, o que é irracional. Daí a minha certeza de que os ensinamentos católicos deram certo - eu, que me julgava muito progressista, liberal e prafrentex, não passo de um típico católico temente a Deus. Mais tradicional, impossível.

Da morte
Zygmunt Bauman diz: "Engenhosos como sejam os estratagemas destinados a exorcizar da mente o fantasma da morte, o medo da morte como tal, seja reduzido, remodelado ou realocado, não pode ser escorraçado da vida humana. O medo primal da morte talvez seja o protótipo ou arquétipo de todos os medos - o medo definitivo de que todos os outros extraem seu significado". Percebi que tenho medo da morte ao refletir sobre a origem do medo de fantasmas. No momento, estou em processo de aceitação daquela e do que foge à razão. Desejem-me sorte.

De água profunda
Há uma questão de visão e espaço, aqui. A impossibilidade de ver o fundo, somada à vastidão do meio líquido, logo incontrolável, natural e dominante, sufoca-me. Em filmes, as cenas que colocam os personagens dentro da água do mar, ou muito próximo e sobre ela, como num bote ou pequeno barco, sempre me deixam em alerta. Imagino que seja fruto de um trauma: quando eu tinha onze anos, fui queimado por algas marinhas onze vezes em um verão - criaturas invisíveis que pareciam caçar-me dentro d´água. Assim, aprendi que o oceano é o lar de muito animais, e muitos deles se camuflam na água e se favorecem do vai-vem da maré para praticar as maldades que tanto planejam contra meninos de onze anos.
quinta - 21 de maio, 17h04


A importância de cessar o auxílio à África

Estou há quase um mês guardando um artigo online do Der Spiegel sobre ajuda financeira à África. Agora, finalmente, o leio e destaco alguns trechos.

O texto defende, e eu concordo totalmente, como já postei aqui mais de uma vez, que os países ricos devem cessar a ajuda financeira ao continente africano, porque doações monetárias e construção de estradas e sistemas de irrigação ajudam a manter aqueles países na situação deplorável em que se encontram há décadas. Vide trechos abaixo:

"Governos, comunidades, organizações de ajuda ligadas a igrejas, corporações, sindicatos e um vasto número de entidades de caridade, escolas e organizações de patrocínio - todos estão ajudando a África ou, mais precisamente, estão tentando ajudar. E a África, por sua vez, é uma recebedora de bom grado de suas doações, mesmo quando elas violam a dignidade do continente. De fato, a mão estendida literalmente se transformou no símbolo da África.

(...)
Mas o ciclo de dar e receber solidifica a dependência da África e impede o desenvolvimento. Ela ignora o entendimento banal de que o desenvolvimento só pode ser aquele que as pessoas e sociedades obtêm sozinhas. O que fazemos é de pouco interesse, enquanto o que eles - os africanos - fazem é fundamental. Nada pode substituir a dinâmica interna, nem mesmo a assistência mais bem-intencionada do exterior."

Ou, nas palavras de Schopenhauer:

"Satisfação duradoura e permanente objeto algum do querer pode fornecer; é como uma caridade oferecida a um mendigo, a lhe garantir a vida hoje e prolongar sua miséria amanhã."

O Der Spiegel propõe ainda iniciativas que poderiam ajudar de fato o continente negro:

"O melhor que podemos fazer pela África é melhorar as oportunidades de educação para os jovens. Mas cabe a eles fazer algo com isso, transformar a educação em progresso material."

Mais claro, impossível. O autor defende ainda que a disponibilidade de microcrédito à população seria uma das vias para a construção do desenvolvimento. Bumerangue! apoia. Íntegra do texto, aqui.
quarta - 20 de maio, 21h52


Faixa-a-faixa: The High End of Low

Marilyn Manson é uma das minhas bandas preferidas, mas não tem sido citada aqui há alguns anos devido à sucessão de trabalhos desinteressantes. Pois bem, ontem, roubei seu inédito novo álbum, The High End of Low, de um blogue hermano e fiz um faixa-a-faixa, o qual apresento abaixo.

Devour: típica canção de amor mansônica. Exaltação do vampirismo, canibalismo, essas coisas.

Pretty as a ($): cruza de Placebo com Smashing Pumpkins.

Leave a Scar: uma das melhores letras em uma de suas canções mais dançantes. A melhor faixa do álbum. Dizem que é o próximo single. Acho certo.

Four Rusted Hourses: alô, Johnny Cash? Cê perdeu uma música por aqui?

Arma-goddamn-motherfucking-geddon: primeiro single extraído do álbum, ganhou um clipe que vai ficar marcado como o pior da rica videografia da banda. Quanto à música, é dançante e resgata as ironias e deboches que nortearam o álbum Mechanical Animals, de 1998.

Blank and White: hard indie rock, mas sem qualquer charme.

Running to the Edge of the World: uma das melhores. Baladão roquenrol acústico, com refrão sofrido. Poderia ser facilmente cantada por qualquer cantor pop, como Robbie Williams ou Lenny Kravitz.

I Want to Kill You Like They Do in the Movies: está para The High End Of Low o que Para-Noir está para The Golden Age Of Grotesque.

WOW: apesar do título, não guarda semelhança alguma com a música da Kylie Minogue. A típica esquisitice mansônica foi concentrada nesta faixa. Lembra os trabalhos mais antigos da banda, especialmente aqueles presentes em Smells Like Children, de 1995.

Wight Spider: desnecessária.

Unkillable Monster: canção de amor focada em guitarras e com vocais à frente.

We´re From America: composição que chegou atrasada e está no álbum errado. Seria perfeita para o Holy Wood, de 2000. Em The High End of Low, em meio a estas canções sobre amor e relacionamentos, é apenas anacrônica e deslocada.

I Have to Look Up Just to See Hell: direto de 1995, mais uma vez. É desnecessária neste álbum.

Into the Fire: mais uma canção de amor acústica, agora com introdução ao piano. Ideal para encerrar um álbum, se não fosse...

15: mais uma música desnecessária que tenta resgatar artifícios criativos do passado.

Resumo
Talvez Manson não consiga criar álbuns livres de conceito e tema. Assim como o anterior Eat Me, Drink Me, de 2007, The High End of Low é por vezes repetitivo, sonolento e sem unidade. Acompanho a banda há onze anos e agora está mais evidente que nunca a necessidade de umas férias criativas para seus integrantes. Quem sabe, assim, depois de um período sem qualquer criação, eles retornem com a mesma gana do passado. Os fãs mais antigos ficariam muito, muito felizes.
quarta - 20 de maio, 12h53


Reflexões porto-alegrenses

Surgidas à janela do ônibus.

"Como derrubam-se placas de trânsito nesta cidade!"

"Prédio novo... prédio novo... prédio novo... prédio velho... prédio novo..."

"Asfalto velho... asfalto velho... asfalto velho... asfalto novo... asfalto velho..."

"Vinte e dois andares fogem do Plano Diretor e sobre isso os vereadores não chiam."

"A mim, câmeras de vigilância não incomodam, mas preferiria que elas não existissem."

"Uhm, café novo! Chique. Destoa do resto."

"Não se fazem mais garis como antigamente."

"Uhm, táxi com televisão! Não gosto. Distrai-nos da janela."

"Ih, polícia. Prenderam um. Mas tá todo mundo calmo. Exceto o cara no banco traseiro da viatura. Ele, sim, deve estar nervoso."

"Prédio alto com recuo grande. Na minha cidade, teria aos montes."

"Que bairro feio. Tomara que mandem a Copa pra Arena do Grêmio."
segunda - 18 de maio, 21h45


Exemplo de como um ângulo infeliz desloca o assunto em uma foto

Hoje, no Rio de Janeiro, teve a passeata dos sem-namorado.



Cansei de dormir na rua.

Do Uol:
"De acordo com a Polícia Militar, o movimento foi acompanhado por cerca de 200 pessoas desde a Candelária. Na Cinelândia, os gritos de "Ado, ado, ado, eu quero namorado" deram lugar a um samba-enredo e um mini-Carnaval."

Mais sobre a passeata, aqui. Mais sobre a população sem-teto do Rio de Janeiro, aqui.
sexta - 15 de maio, 17h22


O Brasil no mercado de eventos internacionais

"Um ranking divulgado nesta sexta-feira (15) pela ICCA (International Congress and Convention Association) revela que o Brasil foi o sétimo país mais procurado para sediar eventos internacionais no ano de 2008.

(...)
Entre os setores que mais promovem eventos internacionais no mundo são (sic): medicina (18,5%), tecnologia (14,1%), ciências (12,7%), indústria (7,4%) e educação (5%). O ranking de nações é liderado pelos Estados Unidos, seguidos de Alemanha, Espanha, França, Inglaterra e Itália. Depois do Brasil aparecem Japão, Canadá e Holanda."

Brasil é a exceção em um grupo seleto formado exclusivamente por países desenvolvidos. A notícia ressalta ainda que o turista de eventos gasta sensivelmente mais que o de lazer ou de negócios. Mais detalhes no link.
sexta - 15 de maio, 16h33


Joguinho bacana

Aqui neste link tem uma imagem reunindo cem personalidades da história mundial, esperando para serem identificadas por vocês.

Não é difícil. Em cinco minutos consegui achar o Pelé, Stalin, Lênin, Marx, Hitler, Audrey Hepburn, Chaplin, Yasser Arafat, Einstein, Shirley Temple, Picasso, Ghandi, Osama Bin Laden, Marlon Brando, Elvis Presley, Ariel Sharon, Príncipe Charles, Luciano Pavarotti, Fidel, Che Guevara, Saddam Hussein e Winston Churchill. Quem identificar algum outro, indique nos comentários aqui embaixo.
terça - 12 de maio, 22h33


Sobre produção e consumo

"Basta você parar diante de uma vitrina e olhar garrafas, latas, invólucros, vidros, metais e plásticos para ficar maravilhado com a infinita capacidade da tecnologia inventar, todos os dias, mais e mais objetos absolutamente dispensáves."

Millôr Fernandes, em 1967.
terça - 12 de maio, 16h40


Aviso: remoção de post

Se você entrou neste blogue entre as 12h20 e 14h54 de hoje, pôde ler uma análise sociológica e psicológica de alguns spams recebidos pelo autor nesta manhã. A remoção do texto deve-se a motivos profissionais - é uma peça que, inesperadamente, se encaixa à linha editorial de outros trabalhos produzidos e que têm em vista a publicação em livro.

O autor ressalta que ficou bacana, muito bacana mesmo, mas quem não leu e quiser ler, vai ter que esperar mais alguns meses.

***

Criei suspense, não criei?
segunda - 11 de maio, 15h


Paz, enfim. Será?

Há alguns meses reflito sobre a absoluta ausência de rebeliões e motins em prisões brasileiras, coordenadas pelo PCC, nos últimos três anos. Desde os ataques de 2006, que assolaram o estado de São Paulo, nada mais se ouviu falar sobre o Primeiro Comando da Capital. Pois qual o sentido de organizar revoltas em cadeias, matando pessoas e destituindo o poder público de sua autoridade, se alguns anos depois, reina a paz, como se nada nunca tivesse acontecido? Daí minha desconfiança: alguma o PCC está armando.

É isso o que a reportagem de Hermano Freitas, do Terra, tenta desvelar. Segundo o texto, a paz nas cadeias paulistas revelaria o controle total do PCC sobre o sistema prisional. A ausência de opositores, ou seja, outras facções criminosas, gerou uma paz aparente. Abaixo, trechos:

"O momento que a facção criminosa hoje atravessa é outro. Segundo a Secretaria de Administração Penitenciária (SAP), após 91 rebeliões em 2006, o ano seguinte não registrou grandes amotinamentos. Em 2008, foram três as rebeliões e, até o dia 8 de maio deste ano, a pasta ainda não havia registrado distúrbios de grande porte nas penitenciárias.

Se para o governo a paz é sinônimo de PCC sob controle, para especialistas, a aparente calma nos presídios indica um domínio absoluto por parte da facção dentro do sistema penitenciário. Consolidado, o PCC prefere a discrição.

'A calma não significa que há paz, mas que existe um domínio inconteste', avalia o promotor Márcio Cristino, um dos primeiros a denunciar membros do grupo."

A reportagem revela ainda que 90% das cadeias de São Paulo estariam sob domínio da quadrilha.

A íntegra do texto está aqui.
domingo - 10 de maio, 11h18


Fluxo de semiconsciência

Hoje, assim que acordei, tomei a iniciativa de anotar tudo o que passava pela minha cabeça até o momento de lucidez plena. Fiz isso para postar aqui e depois rir. Ou fazê-los rir. De qualquer modo, eis o resultado:

João Gordo. Dodô Azevedo. Theo Wiederspahn. A quantidade de leitores do meu blogue. Ir ao cinema hoje. Teatro no sábado. André. Se a Ana continua ensaiando a coreografia das Spice Girls. As melhores festas acontecem na minha casa. Aquele Ano Novo no terraço da Cryka. Crisinha. Lísia. Como é bom voltar a malhar. Tróia. Henri Castelli.
sexta - 8 de maio, 11h21


A bag of weed (um saco de maconha)

Brian e Stewie Griffin, do seriado Uma Família da Pesada, celebram os benefícios da maconha em mais uma excelente peça musical. A letra, pra quem quiser cantar junto, está aqui.


quarta - 6 de maio, 15h25


Sobre liberdade e democracia

Yoani Sánchez é uma blogueira cubana que há dois anos publica posts críticos ao regime de Fidel Castro e à falta de liberdade de imprensa e de expressão no país caribenho. Recentemente, foi escolhida uma das cem pessoas mais influentes do mundo pela revista Time e um dos 50 intelectuais mais importantes do ano pela Foreign.

Em entrevista ao Portal Imprensa, ela fala sobre as dificuldades em manter seu blogue, o governo de Raúl Castro e o que os cubanos esperam do futuro. Abaixo, destaco alguns trechos:

"IMPRENSA - Quais são as maiores necessidades do povo cubano?
Yoani - As necessidades materiais são: moradia, que talvez seja o problema mais difícil, a alimentação, transporte, vestuário, utilidades domésticas, enfim, quase tudo. Porém há outro tipo de necessidade como a de ter informação, liberdade para opinar ou para se associar.

(...)
IMPRENSA - Como você faz para postar em seu blog, considerando as dificuldades de conexão?
Yoani - Nunca posto on-line, em primeiro lugar porque uma hora de conexão custa um aproximado de 5 ou seis euros, de maneira que tudo o que faço em casa e logo que o levo em um pen-drive a um local público. Não posso administrar diretamente meu blog porque ele está bloqueado para os leitores dentro de Cuba, desta forma envio os textos e fotos a amigos e eles se conectam. Ao mesmo tempo os que me ajudam me enviam os comentários para que eu possa ter o retorno dos comentários."

É o que dizem por aí: a pior democracia ainda é o melhor regime. Íntegra da entrevista aqui. O blogue dela se chama Generación Y e o link é este.
terça - 5 de maio, 12h29


Problemas celulares*

Limpei o meu celular e ele mudou de cor. Estava bege, voltou a ser branco.

Isso me levou a refletir sobre a quantidade de bactérias e coliformes fecais que provavelmente existem nos nossos celulares - estes mesmos, que rolam por bolsas, mesas, bolsos de calça e balcões de barzinho, e que, em seguida, esfregamos no rosto, enquanto gritamos "fala mais alto!! Tô num barzinho!!".

Fala sério, negada. Quem é que nunca mandou SMS ou atendeu ligação enquanto usava o banheiro? A mão que digita "to pnsdo em vc!" é a mesma que limpa a bunda. Já pensaram nisso?

E, aliás, quem estranhou a menção aos coliformes fecais em telefones celulares, saiba que estou pleno de razão. Reportagem do Fantástico há alguns anos, no tempo em que ele apresentava reportagens, mostrou que os bocais dos telefones públicos do Rio de Janeiro estão cheios de sujeira - inclusive coliformes fecais. O que te faz pensar que eles não existem também no seu telefone celular? Na verdade, enquanto escrevo isso, lembrei de um post de janeiro de 2009, em que destaco algumas curiosidades em um periódico sobre música de 1976. Dentre elas, o anúncio de uma empresa que fazia desinfecção de telefones. Não sei se continuam no mercado. Dada a cor do meu celular antes de ser limpo, deveriam continuar.

*Uma evidência de quão disperso sou: toda a reflexão acima aconteceu enquanto eu lia sobre Santo Agostinho, numa revista de filosofia. Nada a ver uma coisa com a outra, mas é assim mesmo que nasce uma crônica, né: de supetão!
segunda - 4 de maio, 16h10



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