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Estive na feira do livro de Canoas, hoje. Conversei com leitores, uma galera empolgada, pra cima e curiosa, lemos alguns trechos de "Granada" e debatemos sobre criação, crônica, referências e ideias. Uma gurizada que dá gosto de ver.

***

Nem falei da noite de jogatina que fizemos, no sábado, né? Finalmente aprendi a jogar pôquer. E a blefar também. Blefei bem gostoso. Tirei segundo lugar no quadro geral, Cezare rapou a mesa. Agora, quero mais. Dessa vez valendo as cuecas. Quem se habilita?

***

A quem possa interessar.
segunda - 29 de junho, 16h54


Inflação e depressão segundo James Garfield

"Quem quer que seja que controle o volume de dinheiro de um país é o mestre absoluto de toda indústria e comércio. E quando você percebe que este sistema é facilmente controlável, de uma maneira ou de outra, por alguns poderosos do topo, torna-se evidente a origem de períodos de inflação e depressão."

Presidente dos Estados Unidos, James Garfield, em 2 de julho de 1881.

Algumas semanas depois, Garfield era assassinado.

Fonte: Money Masters - how international bankers gained control of America.
sábado - 27 de junho, 17h48


A melhor prisão do mundo

O pessoal de Cebu, nas Filipinas, volta a dançar Michael Jackson, agora prestando um tributo com três músicas e coreografias mais elaboradas. Geniais.


sábado - 27 de junho, 16h50


Novas mídias e democracia

"O irredutível dilema da tirania é que a Web, em sua essência caótica, é o produto de uma sociedade livre. Não se podem experimentar seus benefícios sem aceitar sua bagagem democrática."

Coluna de Tim Rutten no site do Los Angeles Times. Íntegra, em inglês, aqui.
sábado - 27 de junho, 12h09


Michael Jackson não morreu

Eu tenho uma teoria sobre a morte do Michael Jackson: é culpa do Paul McCartney. Afinal, todo mundo que trabalha com o ex-Beatle, morre. John Lennon, George Harrison, Linda McCartney. Com a morte de Michael, falta só o Stevie Wonder e o Ringo. Faz sentido, não? Não?

Brincadeiras à parte, estou honestamente triste com a morte do autoproclamado Rei do Pop. Lembro de sua influência, na minha infância, com o compacto de Bad que eu e meu irmão tínhamos, e de não entender o que ele cantava. Lembro da estreia de Black or White no Fantástico, em 1991. Lembro do clipe de Scream e do anúncio de ser o mais caro da história. Michael Jackson era o rei dos efeitos especiais, tão revolucionários na época. Ele também foi o intérprete de uma das melhores baladas da década de 90 - You Are Not Alone. Lembro de quando comprei o CD Blood on the Dance Floor, que eu furei de tanto ouvir, em 1997. Nestes anos todos, nunca me importei com as acusações de abuso infantil, doenças, maluquices e esquitices que o cercavam. Para mim, Michael Jackson era o gênio de Black or White, ou o cara que cantava junto com o riff mais legal da história do rock - aquele, de Beat It.

Estou triste pela importância de Jackson na minha infância e adolescência. Na verdade, ele já habitava somente a minha memória há alguns anos, dada a sua ausência de hits na última década. E é ali que ele vai continuar vivendo - na minha memória, principalmente como o cara que me deslumbrou com o clipe de Black or White, naquela edição do Fantástico, em 1991. Para mim, Michael não morreu. Para mim, continua tudo do mesmo jeito.
sexta - 26 de junho, 15h45


!!!

Pô. Michael Jackson e Farrah Fawcett?

Que dia medonho.
quinta - 25 de junho, 19h13


Música e aforismos

Tenho a sugestão perfeita de diversão para os dias ociosos, de tédio e chuva. É um jogo muito simples. Peguemos uma letra de uma canção qualquer, analisemos seus versos enquanto aforismos e nos posicionemos diante deles, enquanto afirmativas sobre nossas vidas. Garanto que os resultados podem ser muito divertidos. Que tal? Eu começo! Os versos que eu escolho são os de "Samba e Amor", de Chico Buarque. Vamos lá:

Eu faço samba e amor até mais tarde
Já, eu, Vitor, não faço samba porque não sei fazer e amor, não tenho feito mesmo.

E tenho muito sono de manhã
Sim, eu também. Por isso levanto no mínimo às dez e meia.

Escuto a correria da cidade que arde
E apressa o dia de amanhã

Eu, não. Moro num bairro cheio de casas, árvores e cachorros. A cidade, esta que tu afirmas arder, corre longe daqui.

De madrugada a gente 'inda se ama
A gente quem, cara pálida?

E a fábrica começa a buzinar
Que fábrica, cara pálida?

O trânsito contorna, a nossa cama reclama
Do nosso eterno espreguiçar
No colo da bem vinda companheira
No corpo do bendito violão

Alto lá. Durmo sozinho, não tenho companheira nem companheiro e meu violão, aquele que eu comprei em dezembro, tá pegando pó em algum lugar longe dos meus olhos.

Eu faço samba e amor a noite inteira
Eu, não.

Não tenho a quem prestar satisfação
Eu também e isso é ótimo.

Eu faço samba e amor até mais tarde
Ó-quêi! Já entendi. Esnobe. Tá contando moeda na frente de pobre.

E tenho muito mais o que fazer
Eu tenho um livro pra terminar, uma pesquisa pra fazer, um projeto pra tocar e dinheiro pra arranjar. Se é pra esnobar, esnobei. Toma, Chico Buarque.

Escuto a correria da cidade. Que alarde!
Será que é tão difícil amanhecer?
Não sei se preguiçoso ou se covarde
Debaixo do meu cobertor de lã

Lã? No Rio de Janeiro? Tem certeza?

Eu faço samba e amor até mais tarde
Eu, não.

E tenho muito sono de manhã.
Eu também.

***

Pronto. Terminei. Tua vez.
quarta - 24 de junho, 15h45


Espero que não seja um vaticínio

Sonhei que recebi um cheque com meus direitos autorais.

R$ 27 mil.

Olhei de novo.

R$ 27.

Fui feliz por dois segundos.
quarta - 24 de junho, 15h10


Get real, Obama

"O presidente dos Estados Unidos Barack Obama voltou a elogiar Lula. Segundo Obama, o presidente do Brasil é um líder por causa de seu exemplo."

Num ímpeto fraternal e bem-disposto, ligo para Obama:

- Alô, Obama? Sou eu! Tudo bem? Vem cá, tu recebeu meu e-mail? Não, o de hoje. O título é "get real, Obama". Tem uns textos em anexo que eu mesmo traduzi pra ti. O primeiro se chama "Mensalão - big monthly allowance". Daí tem um monte de coisa, até o último, que se chama "Lula apoia velho coronel Sarney, chefe do Senado - Lula supports old colonel Sarney, Senate head". Achou? Ah, legal. Então dá uma lida. Vamo estudar, vamo se aperfeiçoar, e depois me liga, tá? Beijão na Michelle e nas gurias! Te cuida!

Mais sobre o elogio do Obama.
terça - 23 de junho, 20h40


Mais um trecho

Da obra em produção, sucessora de "Granada".

***

Pontos de vista

O problema não é o problema em si, mas como os institutos de pesquisa lidam com ele.

Instituto de Pesquisas Liberais defende: sociedade embasada no consumo gera riqueza.

Instituto de Pesquisas Sociais garante: sociedade embasada no consumo gera pobreza.

Instituto de Pesquisas Pessimistas ressalta: sociedade embasada no consumo é irreversível.

Instituto de Pesquisas Ecológicas afirma: sociedade embasada no consumo é insustentável.

Instituto de Pesquisas Psicanalíticas sustenta: sociedade embasada no consumo estimula individualismo.

***

Semana que vem tem mais.
terça - 23 de junho, 15h43


A empreitada de São Paulo e a Razão

"(São Paulo) Compreendia que o Evangelho, a boa nova que ele trazia, poderia parecer loucura a quem ouvisse, a quem era indiferente ser ou não salvo. Mas era música para os ouvidos de um crente. A linguagem da cruz era diferente da linguagem da sabedoria. E não só isso, Deus, ao escolher como seu enviado um menino pobre, nascido numa manjedoura em Belém na Judéia, que mais tarde ao crescer fora marceneiro de profissão, já estabelecera por si só quem deveria ser o público ser atingido pelo seu Verbo. Quisesse Ele um outro para servir-lhe como Hermes, teria nomeado um peripatético, ou uma eminência da academia. Além disso 'Deus não tornou louca a sabedoria deste século?' Não estavam os pensadores pagãos todos eles exauridos? Definitivamente Deus não escalara a filosofia como o veículo da conversão. Lembrou-se então das estrofes que os cristãos de então atribuíam ao Senhor:

Destruirei a sabedoria dos sábios/ e rejeitarei a inteligência dos inteligentes/ Onde está o sábio? Onde está o homem culto?"

Trecho de um artigo do Professor Voltaire Schilling, copiado daqui.

Ontem, na aula do próprio Voltaire, falou-se sobre a expansão cristã até o momento dos choques com o mundo muçulmano, com especial atenção à invasão moura na Península Ibérica. Ao longo da narrativa, o professor mencionou a empreitada de São Paulo em Atenas, na sua tribuna diante dos filósofos. Ali, depois de divulgar o cristianismo ao povo da Razão, São Paulo percebeu que o barato da fé cristã não seria conectar-se à Razão e à Sabedoria, mas à Emoção pura, comum entre os humildes, simples e iletrados.

Mais uma vez, suspeito que definitivamente o cristianismo não apele a mim, dadas as suas fundações.
terça - 23 de junho, 11h50


Escola Madonna

“Seria mais feliz se pudesse fazer o mundo todo virar gay”, diz Lady Gaga.

É a Escola Madonna rendendo seus frutos. Toda geração merece sua loira ítalo-americana, bissexual e safada rebolando num palco. Eis a mais nova adição ao grupo.

Mais, aqui.
segunda - 22 de junho, 16h30


Dissecando o Federal Reserve

Fiat Empire - Why The Federal Reserve Violates the U.S. Consitution é um documentário sobre o Banco Central americano, desde sua origem aos dias atuais. O filme explora como a instituição foi criada (uma invenção de um punhado de banqueiros e políticos isolados em uma ilha, determinados a terem controle absoluto do sistema financeiro americano, sem qualquer intervenção pública), sua motivação e suas práticas de criação de inflação, dívida e dependência.

Em inglês e sem legendas, o filme tem produção razoável, mas talvez seja o mais didático sobre o tema, em exibição gratuita online.

O curioso é que o mesmo é uma produção de 2007 - ou seja, anterior ao estouro da bolha imobiliária do ano passado, que originou a crise econômica atual - e mesmo assim revela-se atualizado e, pasme!, premonitório. Bumerangue! recomenda.

***

Algo importante a ser dito, aqui.

Não é a primeira vez que o autor demonstra interesse pelos meandros da política financeira norte-americana - que de política não tem nada, é sacanagem da mais pura, mesmo. Leitores mais assíduos deste blogue devem lembrar-se dos insistentes convites à aferição de Zeitgeist e Zeitgeist - Adendo, duas produções documentais e independentes que também debruçam-se sobre este mesmo assunto. Na atual situação econômica do mundo, faz-se necessário entendermos suas origens e, ao fazermos, acabamos, naturalmente, por perceber que o problema da crise atual tem origem em 1913, com a criação do vil Banco Central americano.

Por isso Zeitgeist e sua sequência, assim como Fiat Empire, mostram-se importantes: para entendermos a conexão entre dívida interna americana, emissão de dólares, gastos com guerras e a sucessão de crises que o capitalismo enfrenta. São todos fatores da mesma equação, cujo resultado pende sempre para o mesmo lado - e não é o da maioria.

Por fim, cabe lembrar que o lançamento cinematográfico mais esperado do ano (pelo menos por mim, já que Star Trek foi marromenos) é o novo filme do Michael Moore sobre a turma de Wall Street. Em ação promocional recente, voluntários pediram doações para ajudar os recém-empobrecidos banqueiros americanos. Tem video aqui.

N. do A.: a tradução aproximada de "Fiat Empire" seria "império por decreto", uma vez que tanto a criação do Banco Central americano, quanto o fim da amortização do dólar americano em ouro, foram medidas levantadas por decretos, ao longo do século XX. Ou seja, não tem nada a ver com a montadora italiana Fiat.
sexta - 19 de junho, 23h10


Up and down the Boulevard

Coral infantil canta "Dont Stop Believing", do Journey - sucesso dos anos 80.

O meu preferido é o moleque de azul na primeira fila.

Tem outros videos aqui, com destaque para as versões de "Just Dance,", da Lady Gaga, e "Eye of the Tiger", outro hit oitentista.
quinta - 18 de junho, 11h45


Politicômetro

Teste da Veja.com situa sua posição política, ao responder perguntas sobre porte de armas, aborto, interferência do estado na economia e ademais. Aqui.

Eu fiz e o meu resultado é:

"Sua posição é de direita liberal. Não vê com bons olhos a interferência do estado na economia recusa qualquer restrição à liberdade individual (sic)."

Confesso que fiquei surpreso porque meus candidatos eleitorais geralmente situam-se à esquerda do espectro político. Vá entender.

Respondam o teste e publiquem seus resultados aqui nos comentários.
quarta - 17 de janeiro, 12h57


Registros de janeiro

Foi a isto que me referi quando disse neste blogue que as melhores festas acontecem na minha casa.


terça - 16 de janeiro, 22h13


Outro trecho

Do livro sucessor de "Granada", atualmente em produção.

***

Estudo de caso: as panelinhas do cotidiano

É de conhecimento comum que as panelinhas existem em qualquer meio social, em qualquer sociedade. Em alguns casos, são mais determinantes dos papéis individuais do que em outros. O experimento sugerido aqui é um convite a você, estimado leitor, a transitar entre algumas panelinhas e verificar as diferenças e semelhanças entre cada uma delas. Observe atentamente como os indivíduos se comportam dentro daquele grupo, sua postura corporal, suas piadas (ou ausência delas), as exibições de conhecimento, a desenvoltura diante de imprevistos, o embate intelectual que assuntos mais cabeludos fazem surgir. Tenho certeza que, se não forem iguais, os resultados verificados por você, querido leitor, serão parecidos com estes apresentados abaixo.

Panelinha de advogados
Grupo de caretas em uníssono - ou querem fazê-lo pensar que assim o são. Dificilmente um de seus integrantes vai admitir já ter dado um tapa na pantera. Ao falar, escolhem as palavras a dedo e frequentemente o assunto é o próprio trabalho.

Panelinha de atores e diretores de teatro
Produz os melhores bacanais. Seus integrantes exercitam as diversas liberdades com desenvoltura e malemolência. Abertos à experimentação; aquilo que muitos chamam de deslize de comportamento, eles chamam de festa.

Panelinha do jet-set
Constituída por sujeitos que viajam ao exterior com frequência e quando voltam, só falam nisso. Em grupo, costumam competir entre si com suas histórias de aventuras e imprevistos em Londres, Paris, Amsterdã ou Nova Iorque. Se você, que não é jetsetter, estiver metido numa panelinha destas, saiba que o esforço para participar é mínimo. Basta repetir "nossa, que interessante!" e "uau! Que legal!" a todo momento. Eles, inebriados com o próprio brilho, nem perceberão o seu desinteresse.

Panelinha dos cabeças-de-vento
Eis um grupo fácil de ser reconhecido. Por incapacidade vocabular, seus integrantes recorrem a jargões e maneirismos de personagens de novelas para expressarem o que pensam. Não possuem posicionamento político, não refletem sobre a sociedade ou sobre o sentido de suas vidas, porque, se o fizessem, entristeceriam-se. De todas as panelinhas apresentadas aqui, é a mais comum neste País. Para o azar do Brasil.
terça - 16 de junho, 15h20


Milloresco

"Para ser beautiful people não é preciso ser beautiful e muito menos people. Basta você ter um copo na mão e nenhuma idéia na cabeça."

Millôr Fernandes, em "Que País é Este?".
terça - 16 de junho, 14h28


Registros da Páscoa

Grandes companhias em Capão da Canoa.


segunda - 15 de junho, 16h25


Fluxo de semiconsciência 2

Hoje, mais uma vez, anotei tudo que me veio à mente assim que acordei. O curioso é que, agora, os pensamentos não são ideias soltas, como num fluxo de consciência, mas o desenvolvimento de um raciocínio. Ei-lo em estado bruto, sem qualquer edição:

Personalidades como Madonna suprem uma necessidade natural do ser humano de louvar (ou, como dizem os falantes da língua inglesa, look up to) algo maior que a própria vida. E personalidades como Madonna são louvadas como o são talvez devido a uma suposta falência das instituições diversas a que temos assistido nos últimos anos. Não que a Igreja e a política tenham se tornado mais corruptas, mas, sim, nossa sociedade está mais vigilante diante de seus líderes. Vigilância esta que só alançou tal expansão e força devido à maturidade da democracia em diversas regiões do mundo. Talvez o mundo nunca tenha sido tão democrático e livre quanto agora, de modo que regimes como o norte-coreano e o cubano tornam-se anacrônicos e risíveis, assim como medidas proibitivas que algum grupo católico tenta tomar frequentemente, em algum lugar do mundo, especialmente na Europa continental e Estados Unidos, sobre shows da própria Madonna ou de outros músicos igualmente polêmicos.

Ou seja, um dos pilares da adulação madônnica é, sem dúvida, a democracia: sua postura e estilo são frutos diretos da sólida árvore da democracia, que só é produzida sob, e só tem a intenção de produzir, liberdade.

A vigilância da sociedade sobre suas instituições seculares, mencionadas antes, só existe em estados democráticos com imprensa livre, a qual encontra, assim, espaço e direito para manter a luz sobre os cantos e esquinas do poder, revelando sua poeira e detalhes. Daí, a falência das instituições: com suas incoerências expostas, fragilizam-se e perdem a confiança popular, que deve ser depositada sempre em algo igualmente onipresente e, logo, poderoso.

É a onipresença que garante a manutenção do poder, pois é ela quem dá a sensação de força do sujeito que se propõe onipresente sobre os que lhe observam. No mundo contemporâneo, a imprensa livre exerce aí papel central, pois é ela quem leva os ídolos modernos a todos os cantos. Porém esta onipresença só se faz realmente funcional, numa expressão global, com um capitalismo também de alcance global.

O compromisso de uma empresa é com a venda de produtos. O compromisso das empresas de notícias é com a venda de notícias.

***

Neste ponto, eu voltei a sentir sono e o braço que apoiava metade do meu corpo começou a doer, mas fui prudente o suficiente para anotar outros pensamentos que surgiam:

Os peitos da Katy Perry. Sexo oral. Darth Vader. I want to know what happened to the plans they sent you. Help me, Obi-Wan Kenobi, you´re my only hope. Darth Sidious. Império Romano.

***

Então, dormi.
sexta - 12 de junho, 15h14


DEADLINE

Animação em stop motion prova que o post-it tem mais utilidade do que a gente pensa.

Aqui, os bastidores da produção.
quinta - 11 de junho, 22h50


Um trecho

Nas próximas semanas, publicarei trechos de algumas crônicas em produção para o livro sucessor de "Granada".

Começamos com:

***

Abacaxizica

Crise financeira, aquecimento global, recessão, falência, depressão, tragédia, gripe suína e aviária: na pós-modernidade, ou modernidade líquida, como queira, sobram problemas e faltam palavras para descrevê-los.

Esta é uma tentativa de encontrar sinônimos de problema para cada letra do alfabeto da língua portuguesa. Ou, como dizem os sábios, um abecedário problemático. Divirta-se.

Abacaxi
Problema de difícil solução. É uma palavra que casa muito bem com este sentido figurado, uma vez que um abacaxi é difícil de segurar, carregar, transportar e descascar. Mas o sacrifício compensa: é uma fruta deliciosa. Tanto que depois de comer, a gente esquece destas dificuldades todas e em seguida compra outro. Mas é necessário cautela; abacaxi demais dá afta. E afta, sim, é um problema de difícil solução.

Buraco
Uma vez, ouvi certa explicação reducionista sobre a busca sexual masculina: “tem buraco e geme, tá valendo”. Tal pensamento prova que buraco é uma palavra esquizofrênica, com dois sentidos diretamente opostos, porque se em um tipo de buraco, muita gente quer entrar; de outro, muita gente quer sair.

Cano
O único sujeito que entra pelo cano e se dá bem é o Super Mario.

***

Em breve, mais.
terça - 9 de junho, 16h10


Livros até onde é possível levá-los

Acabei de ver na Globonews um agricultor pobre do interior do Ceará versando com muita propriedade sobre a obra de José de Alencar, ressaltando o papel do cabloco e do índio em suas histórias.

E dizem que brasileiro não lê.
terça - 9 de junho, 15h45


Goog goog g'joob

Clique na imagem e veja a abertura do jogo The Beatles: Rock Band, para Playstation 3.

E aqui, algumas imagens de como funciona o jogo, com a execução das músicas.
terça - 9 de junho, 11h41


Da nossa origem lusitana

"O interesse do português pelas suas conquistas foi sobretudo apego a um meio de fazer fortuna rápida, dispensando o trabalho regular, que nunca foi virtude própria dele. A facilidade de ascenção social deu à burguesia lusitana aspirações e atitudes da nobreza, à qual desejava equiparar-se, desfazendo os ensejos de formar uma mentalidade específica, a exemplo de outros países."

Antonio Candido, no prefácio de "Raízes do Brasil", de Sérgio Buarque de Holanda.
segunda - 8 de junho, 16h40


A indústria do cigarro e os incentivos fiscais

"O Rio Grande do Sul é o Estado brasileiro que dá mais incentivos à indústria do cigarro. Entre 1997 e 2008, o Estado permitiu que a Souza Cruz usufruísse incentivos de R$ 1,4 bilhão - uma média anual de R$ 116,7 milhões.

Minas Gerais, onde fica a maior fábrica de cigarros da Souza Cruz e da América Latina, não deu nenhum incentivo à empresa nos últimos quatro anos. A Souza Cruz paga mais impostos em Minas, onde não recebe incentivos, do que no Rio Grande do Sul.

No ano passado, a fábrica de cigarros pagou R$ 232,43 milhões em ICMS para Minas Gerais, enquanto o governo gaúcho recolheu R$ 182 milhões - 44% a menos do que o valor recolhido pela Secretaria da Fazenda mineira.

O economista Clóvis Panzarini (...) afirma que o incentivo de R$ 150 milhões para um negócio de 250 empregos não é um bom negócio para as finanças públicas.

'Cada emprego custou R$ 600 mil. Com esse dinheiro (R$ 150 milhões), você poderia pagar R$ 1.300 por mês para um professor por 35 anos. E ele daria aula, não fabricaria cigarro"', declara."

É o governo Yeda Crusius (PSDB) quem fornece o incentivo à Souza Cruz, mas o contrato foi firmado há quatro anos - ainda na administração Germano Rigotto (PMDB).

Íntegra da notícia, aqui.
segunda - 8 de junho, 12h14


No me recuerdo mucho

Ontem, cerveja com Walter e Mallmann. Quanto mais a ceva subia à cabeça, mais insistíamos em falar sobre nossa amizade de dez anos. Entre outros tópicos, abordamos desde Lula e reforma política (curiosamente, descobri que Mallmann e eu somos politicamente muito parecidos), a depilação e chip de computador. Foi uma noite muito elucidativa.

Terminamos comendo bife à parmegianna em algum lugar, não sei onde. A única coisa que lembro é que quebrei um copo com o pé que estava em cima da mesa. Foi o Walter quem pagou a conta.
sexta - 5 de junho, 18h54


Duas mães são melhores que uma

"De acordo com estudo da Universidade de Copenhague, filhos de lésbicas têm menos possibilidades de desenvolver doenças psíquicas do que crianças que cresceram com pais heterossexuais.

(...)
A pesquisa concluiu que 5% das crianças de família heterossexual desenvolveram condições como depressão e anorexia entre 1992 e 2008, em oposição a 2% das crianças que foram criadas por duas mães."

Daqui.
quinta - 4 de junho, 00h25


Acordes oníricos

Mais uma vez, sonhei que era músico. Desta vez, eu estava envolvido em composições à la Space Oddity e Ziggy Stardust: usava maquiagem e fazia experimentações com luzes coloridas e canções acústicas. Lembro de tocar um violão com um figurino espacial e sentir frio. Provavelmente estava num show em alguma arena sob céu estrelado, em alguma grande cidade do mundo. Porque em sonho, eu posso.

Há alguns anos, sonhei que compunha ao piano melodia estilo Abbey Road ou Let it Be. Porque, mais uma vez, em sonho, eu posso. Lembro que acordei cantarolando o que havia composto no meu delírio inconsciente. Se eu entendesse de partitura, escreveria a melodia e venderia para o Paul McCartney sem pensar duas vezes. Ficaria rico.

Não que o Paul McCartney precise da minha ajuda pra compor, é claro.

Fato é que sonhar com música é uma constante na minha vida. Mas é algo que uma vez elevado à luz da razão, não faz sentido. Afinal, cês sabem que eu comprei um violão em dezembro, né? E vocês sabem também que a última vez em que o tive em mãos foi pra tirar o pó, e isso foi em abril, né? Ou seja, eu não tenho vontade de ser músico, tenho apenas sonho de sê-lo.

E enquanto não surge a gana para tornar tridimensional meus desejos bidimensionais e oníricos, toco air guitar ou air drums com algumas das minhas bandas preferidas. E também ouvindo muita música, coisa que adoro fazer e, se não o faço todo dia, sinto falta. Detalhe: eu ainda não tenho MP3 player. Vá entender.

***

Estimulado pelo meu sonho musical da noite passada, passei o dia ouvindo música: Ozzy Osborne, Roberto Carlos, Skank, Jonas Brothers, Paul McCartney, Marilyn Manson, Iggy Pop, Manic Street Preachers e Michael Jackson. Todos sempre acompanhados pela minha afinadíssima air guitar e pelo meu air drums bem pegado. Gostoso, não?

***

O lado bom de ser profissional autônomo: tenho a liberdade de passar a quarta-feira inteira ouvindo música.

O lado ruim de ser profissional autônomo: eu não sei quando vai entrar dinheiro na minha conta. Mas eu procuro não pensar muito nisso tocando muita air guitar e air drums. Acalma o coração.
quarta - 3 de junho, 21h15


Sobre Ethan Hawke

Sábado, assisti mais uma vez o filme Vivos!, história verídica sobre a queda de um avião da equipe uruguaia de rugby nos Andes. Talvez o único nome popular do elenco seja o do Ethan Hawke, o que me fez perceber que eu gosto muito dos filmes estrelados por ele nos anos 90.

Vivos!, de 1993, é excelente e é muito provável que vocês já o tenham visto na Tela Quente, desde então. Dizem que o filme é conhecido pelo apelido de "aquele em que os caras caem de avião e têm que comer a carne dos outros pra sobreviver". Pessoalmente, considero que o canibalismo não seja a questão central da história - durante o filme, enquanto os personagens discutiam se comiam ou não os cadáveres dos colegas, pensei "eu comeria sem culpa", o que me levou a refletir sobre catolicismo e Deus, mas, confesso, motivado também pelas constantes discussões religiosas e espirituais que alguns personagens provocavam. E nisso tudo, a participação de Ethan Hawke é excelente, uma vez que ele interpreta o único personagem que cresce ao longo da história, passando de moribundo a líder dos sobreviventes.

Outro filme da época que conta com Hawke no plantel, e é um dos meus preferidos, se chama "Caindo na Real", produzido em 1994. É uma obra excelente sobre jovens sem dinheiro e cheios de sonhos e medos, em um mundo pré-internet e pós-grunge. O elenco conta também com a Winona Ryder, Janeane Garofalo, Steve Zahn e Ben Stiller. Este filme foi o responsável por me apresentar à juventude, com suas discussões sobre HIV, arte, trabalho, amor e homossexualidade.

Em 1995, ele estrelou o excelente "Antes do Amanhecer", que ganhou continuação em 2004. Muita gente acha este filme um pé-no-saco, porque é basicmente diálogo entre ele e a Julie Delpy. Mas eu me amarro em filmes sobre personagens e com muita falação, e este é um prato cheio.

Tem ainda "Gattaca", de 1997. Mas eu nem preciso comentar, porque os arquivos deste blogue estão cheios de menções a este que é um dos melhores filmes dos anos 90.

Por fim, em 1998, ele interpretou Finn na adaptação homônima do clássico de Charles Dickens "Grandes Esperanças", ao lado da Gwyneth Paltrow. Aqui, o destaque mesmo é a Anne Bancroft como uma velhota reclusa e excêntrica.

Tudo isso pra dizer que talvez Ethan Hawke seja um dos meus atores preferidos, dada a quantidade de filmes e personagens excelentes que ele apresentou na década passada.

Aqui, algumas cenas de "Caindo na Real" - o qual, quem não viu, deveria correr agora até a locadora e, depois de ver, comentar aqui.
segunda - 1º de junho, 16h50



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